Além de ver reduzida sua presença no ranking global do ensino superior, registrou a primeira perda de alunos em mais de duas décadas
9 set 2017, 15h10
Sonho adiado - Efeito da
crise: sem dinheiro, estudantes estão deixando de se matricular e
abandonando cursos (Jefferson Coppola/VEJA)
As universidades brasileiras estão no pelotão de trás, revela um novo ranking mundial. Na tradicional lista da revista inglesa Times Higher Education, despontam no topo, como sempre, instituições britânicas, Oxford e Cambridge, e americanas, Stanford, MIT e Harvard. A Universidade de São Paulo (USP) situa-se numa faixa não numerada que abrange o grupo entre as posições 251 e 300. A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp),
que já chegou a superar a USP, está na turma que oscila entre a 401 e a
500. No geral, o Brasil, que havia emplacado 27 entre as 1.000 melhores
do mundo, agora tem só 21. Sim, voltamos atrás, mas não só aí: o número
de jovens matriculados no ensino superior também encolheu pela primeira
vez em 25 anos. A constatação, extraída do mais recente Censo do Ensino
Superior do Ministério da Educação, aponta uma queda, entre 2015 e
2016, de 16.500 matriculados nas salas de aula das faculdades privadas,
que abrigam 75% dos universitários brasileiros. “Nesse ritmo, em dez
anos o número estará no mesmo nível de duas décadas atrás”, diz o
sociólogo Carlos Monteiro. VEJA desta semana mostra por que esse
retrocesso é preocupante para o país.http://veja.abril.com.br/educacao/a-universidade-brasileira-andou-para-tras/
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