Meio Ambiente & Desenvolvimento Humano

Mostrando postagens com marcador EDUCAÇÃO. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador EDUCAÇÃO. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Equipamentos de informática apreendidos pela Receita devem ser doados a escolas, aprova Comissão de Educação do Senado

23/08/2017 Undime


(A senadora Regina Sousa do PT/PI, relatora, foi favorável ao projeto, que segue para CAE. Foto: Edilson Rodrigues/ Agência Senado)
A Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) aprovou nesta terça-feira (22) projeto segundo o qual equipamentos de informática apreendidos em ações de fiscalização nas aduanas, entregues à Fazenda Nacional ou mesmo abandonados, devam ser destinados para as escolas públicas municipais, estaduais e federais (PLC 123/2015).
A relatora foi a senadora Regina Sousa (PT-PI). A matéria segue para a análise da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).
A senadora Marta Suplicy (PMDB-SP) foi a única a votar contra a proposta, argumentando que a Receita Federal já realiza desde o ano 2000 a distribuição de bens apreendidos para outras instituições. E estes bens vão além dos equipamentos de informática, incluindo veículos, eletrônicos e material de escritório.
— Todos os atos de incorporação e doação de mercadorias já estão no sítio da Receita na internet. Tem todas as informações para quem eles doam, incluindo inúmeras instituições de ensino em todo o país — disse a senadora, para quem o projeto, se efetivado, poderá na prática engessar uma política pública que já vem sendo realizada, causando mais resultados negativos do que positivos.
Ela disse também que a doação por parte da Receita tem como objetivo esvaziar seus depósitos num espaço de tempo otimizado, visando justamente abrir espaço físico para objetos apreendidos em ações de fiscalização mais recentes. Por isso ela teme que a proposta, ao condicionar a distribuição para as escolas, possa produzir um efeito negativo para essa logística por parte da Receita.
Para essa administração mais eficiente da mercadoria apreendida, Marta disse que parte dos itens chegam a ser queimados, quando não despertam o interesse de nenhuma instituição.
Em defesa de seu relatório, Regina Sousa argumentou que evitar que parte destes equipamentos sejam queimados é justamente um dos objetivos da proposta. Ela disse ter se reunido com funcionários da Receita que apoiam o projeto, por verem nele mais segurança jurídica nos processos de doação. Mas a senadora também observou que para essa política pública funcionar bem é necessária uma melhor divulgação para as direções das escolas, as quais muitas vezes desconhecem a possibilidade de obter equipamentos.
— Com a aprovação do projeto, se houver uma divulgação boa, as escolas vão se interessar mais e nenhum material de qualidade será perdido — disse Regina Sousa.
Cultura e Educação
Também foi aprovado o projeto do deputado Lúcio Vale (PR-PA) que estabelece a data de 19 de agosto como o Dia Nacional do Ciclista (PLC 76/2017).
Os senadores aprovaram ainda a realização de uma audiência pública com o ministro da Cultura, Sergio Sá Leitão. Também foi aprovada a realização de uma outra audiência, com representantes do Ministério da Educação e especialistas, cujo foco será a nova Base Nacional Comum Curricular. As datas de ambos os eventos ainda serão definidas.
Fonte: Agência Senado

Share:

Funasa financia projetos de educação para combate ao Aedes nos municípios

Por Assessoria de Comunicação Publicação: Ter, 15 Ago 2017 09:44:51 -0300
Última modificação: Qua, 16 Ago 2017 17:51:12 -0300



Foi publicado, no Diário Oficial da União, no dia 14 de agosto, o extrato do Edital de Chamamento Público nº 01/2017 para seleção de projetos oriundos de instituições públicas estaduais, municipais e do Distrito Federal, voltados às ações de Educação em Saúde visando o enfrentamento ao vetor Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya.

Os interessados em pleitear recursos, deverão cadastrá-lo no Sistema de Convênios (https://idp.convenios.gov.br ) junto ao projeto básico e o plano de trabalho no prazo de 18 de agosto a 29 de setembro. Somente serão aceitas uma única proposta a ser apresentada por entidade governamental, com valores estabelecidos no edital, que não prevê contrapartida, conforme estabelece o Art. 79 da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO-2017).

Serão financiados projetos com valor mínimo de R$100.000,00 (cem mil reais) e máximo de R$500.000,00 (quinhentos mil reais) apenas para despesas de custeio, conforme especificado no edital de chamamento.

As propostas deverão ser submetidas, exclusivamente, por meio do Sistema de Gestão de Convênios e Contratos de Repasse (SICONV). Os proponentes que não tiverem acesso ao sistema poderão se cadastrar diretamente no site do Portal de Convênios.

Mais informações poderão ser sanadas pelos telefones (61) 3314.6328, 3314.6626 ou 33146530.
EDITAL DE CHAMAMENTO PÚBLICO N.º 01/2017/DESAM/FUNASA/MS
EXTRATO - EDITAL DE CHAMAMENTO PÚBLICO N.º 01/2017/DESAM/FUNASA/MS


http://www.funasa.gov.br/web/guest/em-destaque/-/asset_publisher/rAoNFtfbfnUf/content/funasa-publica-edital-para-financiamento-de-educacao-em-saude-ambiental?inheritRedirect=false&redirect=http%3A%2F%2Fwww.funasa.gov.br%2Fweb%2Fguest%2Fem-destaque%3Fp_p_id%3D101_INSTANCE_rAoNFtfbfnUf%26p_p_lifecycle%3D0%26p_p_state%3Dnormal%26p_p_mode%3Dview%26p_p_col_id%3Dcolumn-1%26p_p_col_pos%3D2%26p_p_col_count%3D9
Share:

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Plano Nacional de Educação completa três anos com apenas 20% das metas cumpridas

  • 22/06/2017 05h46
  • Brasília
Sabrina Craide – Repórter da Agência Brasil
 
Após três anos de vigência do Plano Nacional de Educação (PNE), apenas seis das 30 metas e estratégias que deveriam ter sido cumpridas até 2017 foram alcançadas total ou parcialmente. O número representa 20% do total, o que significa que quatro em cada cinco metas não foram atingidas. O balanço é do Observatório do PNE (OPNE), uma plataforma formada por 24 organizações parceiras, coordenada pelo movimento Todos Pela Educação.

O PNE é uma lei federal, sancionada em 2014, que prevê metas para melhorar a qualidade do ensino brasileiro em um prazo de dez anos, desde a educação infantil até a pós-graduação. As estratégias preveem aumento do investimento, melhorias em infraestrutura e valorização do professor. O texto estabelece 20 metas para serem cumpridas até 2024, das quais oito têm prazos intermediários, que já venceram. A lei também aponta 254 estratégias relacionadas a cada uma das metas e 14 artigos que definem ações a serem realizadas no país.

Na avaliação da presidente executiva do Todos Pela Educação, Priscila Cruz, o principal entrave para o cumprimento do PNE é a falta de um plano estratégico que estabeleça uma ordem de execução das metas. Para ela, os governos federal, estaduais e municipais deveriam ter traçado uma estratégia de execução para definir o que deve ser feito primeiro.

“O plano não coloca as metas e as estratégias em uma ordem para que a gente consiga fazer com que ele seja realmente executado e cumprido. Algumas metas são gargalos para outras, é preciso definir quais deveriam ser cumpridas antes para que outras avancem e quais metas vão impedir que as demais sejam cumpridas”, aponta.

Para a pedagoga Anna Helena Altenfelder, superintendente do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec), o balanço dos três anos do PNE é preocupante. “Ainda mais se levarmos em consideração que as metas são articuladas e o sucesso de uma depende da execução da outra. Temos que pensar no plano como um todo”, diz.

Valorização dos professores
Recife Alunos da Escola Municipal Abílio Gomes, na capital pernambucana, usam livros didáticos que podem ser proibidos pela Câmara de Vereadores (Sumaia Villela / Agência Brasil)
Alunos da Escola Municipal Abílio Gomes, no RecifeSumaia Villela / Agência Brasil
Entre as metas consideradas fundamentais para o avanço da educação no país e que não foram cumpridas, algumas dizem respeito à valorização dos professores, considerada um dos gargalos para o avanço do ensino. A meta 18, por exemplo, estabelece que devem ser assegurados planos de carreira para os profissionais da educação básica e superior públicas, tomando como referência o piso salarial nacional. Segundo o Observatório, não há iniciativas em curso em âmbito federal.

“Com um bom professor, em uma escola com um bom diretor e bem gerida, com infraestrutura adequada, você consegue andar com várias metas [previstas no plano]”, diz Priscila.

Ela também cita como exemplo a meta que prevê a melhoria do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), indicador criado pelo Ministério da Educação (MEC) para medir a qualidade do ensino em diferentes etapas. A avaliação do Observatório é que apenas a meta do 5º ano do ensino fundamental foi cumprida, enquanto os anos finais dessa etapa e o ensino médio ainda estão em um patamar muito baixo. “Essa meta do Ideb não vai acontecer se não melhorarmos a formação dos professores. O maior determinante para a aprendizagem de alunos é a qualidade do professor”, diz.
A valorização da carreira docente também é apontada pela superintendente do Cenpec como fundamental para o sucesso do restante do plano. “Se queremos uma educação de qualidade, não se pode pensar nisso sem a valorização da carreira docente, que passa pelas condições de trabalho, pela carreira do professor e pela formação”, diz Anna Helena.

Educação infantil
Crianças da educação infantil em sala de aula
O PNE determina que todas as crianças de 4 a 5 anos deveriam estar matriculadas na escola até 2016 Arquivo/ Agência Brasil
Uma das metas do PNE determina que todas as crianças de 4 a 5 anos deveriam estar matriculadas na escola até 2016. Os dados mais recentes da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), que são de 2015, mostram que a taxa de atendimento nessa faixa etária é de 90,5%. O cumprimento real da meta só poderá ser aferido quando a Pnad 2016 for divulgada, mas o relatório da Observatório destaca que o percentual de 9,5% restante representa cerca de 500 mil crianças dessa faixa etária fora da escola.

“Se a criança não entrou na educação infantil, ela vai ter mais dificuldades de se alfabetizar. Não se alfabetizando, ela não vai conseguir aprender tudo aquilo que ela deveria. Não aprendendo, ela vai abandonar a escola antes do tempo. É uma reação em cadeia”, explica Priscila Cruz.

No Brasil, a educação infantil é responsabilidade dos municípios. Para o presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Aléssio Costa Lima, a garantia da matrícula de todas as crianças nesta etapa de ensino depende de políticas públicas de inclusão social, uma vez que quem está fora da escola nessa faixa etária são moradores de periferias de centros urbanos ou de lugares distantes, com difícil acesso. “Teremos que ter um conjunto de políticas articuladas que venham a garantir a questão da inclusão”, diz o secretário.

O PNE prevê também que o investimento público em educação deve ser ampliado para 7% do Produto Interno Bruto (PIB) até 2019 e para 10% até 2024. O presidente da Undime destaca que a ampliação de recursos para a educação é fundamental para o cumprimento das metas restantes. Para ele, o modelo atual de financiamento, que ocorre principalmente por meio do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), não é suficiente para atender as necessidades do setor.

“É preciso assegurar novas fontes de investimentos porque a melhoria da qualidade e a ampliação da oferta, como está colocado em muitas metas, isso não se faz sem acréscimo de investimentos”, diz o secretário.

Expectativa

Entre as metas que já foram cumpridas no PNE estão a formação de um fórum permanente para acompanhar o piso salarial do magistério público na educação básica e a divulgação de resultados pedagógicos de indicadores educacionais.
Outra meta alcançada, embora com atraso, foi a que estabeleceu o encaminhamento da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). A proposta foi encaminhada ao Conselho Nacional de Educação (CNE) em abril deste ano, quando o prazo inicial era até 2016. Também foi considerada cumprida parcialmente a meta que determina que os estados e municípios deverão elaborar seus planos de educação, com metas próprias para seus sistemas. Apenas dois estados e 14 municípios ainda não sancionaram seus planos.

A Agência Brasil procurou o MEC para um posicionamento sobre o cumprimento das metas do PNE, mas a pasta ainda não respondeu às perguntas da reportagem, e informou que irá se manifestar nos próximos dias.

Com o avanço ainda lento do plano, a presidente do Todos pela Educação diz que tem uma perspectiva pessimista quanto ao cumprimento da lei até 2024. “A gente já perdeu muito tempo. A falta desse planejamento estratégico fez com que a gente não conseguisse dar uma certa ordem na execução do plano. Então ficamos sem prioridade nenhuma”, diz Priscila, embora reconheça que dificilmente planos de metas são cumpridos em sua totalidade.

Para Anna Helena, é preciso uma ampla mobilização da sociedade para que o país avance no cumprimento das metas. “O PNE deve ser uma discussão de todos, não só das áreas especializadas. Ele precisa ser discutido nas escolas, pelos alunos, pelos professores, pelas famílias, pela sociedade como um todo, porque o plano fala sobre a escolha que estamos fazendo para o futuro do nosso país”.

Edição: Amanda Cieglinski
Share:

domingo, 21 de maio de 2017

Enem 2017 tem pouco mais da metade de inscritos do ano passado

A um dia do fim, exame tem 5,2 milhões de inscritos. Em 2016, foram 9,2 milhões

A um dia do fim das inscrições, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2017 registrou apenas 5.210.305 inscritos. O balanço, divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), foi feito às 11h desta quinta-feira. O número é pouco mais da metade do total de candidatos da edição passada, que teve 9.276.328 de participantes.
Segundo o Ministério da Educação (MEC), um dos motivos da queda é que o exame, a partir deste ano, não pode ser mais utilizado na obtenção da certificação do Ensino Médio e como treino para estudantes.
Apesar das candidaturas poderem ser feitas apenas até as 23h59 de amanhã, na página do Inep, os estudantes podem pagar a taxa, de 82 reais, até o dia 24 de maio, respeitando o horário de compensação bancária.

Share:

domingo, 7 de maio de 2017

TV Escola produzirá filme sobre revolução pernambucana pela proclamação da República

Sexta-feira, 05 de maio de 2017, 16h44

O Ministro da Educação, Mendonça Filho, o diretor geral da Roquete Pinto Comunicação Educativa, Fernando Veloso, e a cineasta Tizuka Yamazaki assinaram nesta sexta-feira, 5, em Recife, um termo de cooperação para a produção do filme 1817, a Revolução Esquecida, que vai abrir a série História da TV Escola. Trata-se de uma recriação dramatizada da revolta pernambucana pela proclamação da República, ocorrida naquele ano, e contra os gastos excessivos da coroa portuguesa e sua corte.

A obra, com previsão de lançamento para outubro deste ano, terá 50 minutos de duração. Será uma adaptação do romance A Noiva da Revolução, escrito pelo jornalista pernambucano Paulo César de Oliveira. Sua produção foi aprovada pelo Banco de Projetos da Roquete Pinto, parceira da TV Escola desde que ela foi criada pelo MEC, em 1995, para oferecer apoio à melhoria das práticas pedagógicas, com a atualização de professores e a ampliação dos recursos de aprendizagem – dentro e fora da sala de aula.

“O encontro com Tizuka no MEC foi algo meio que acidental”, contou o ministro. “Ela se dirigia à Cultura e terminou na Educação, onde foi acolhida, porque há sensibilidade dentro daquela casa para questões que transformam a realidade de vida de qualquer povo”, contou. “O projeto tocou o meu coração. Sou um amante de Pernambuco, sei de seu valor histórico e democrático no cenário nacional e de lutas libertárias.”

Segundo o ministro, os canais da TV Escola serão cada vez mais fortalecidos para que propostas semelhantes estejam disponíveis, como o começo de um novo legado da Roquete Pinto. “Para projetar o futuro, a gente precisa conhecer a nossa história”, concluiu.

Fernando Veloso, por sua vez, destacou o caráter didático e também de oportunidade da iniciativa: o bicentenário da revolução. “Entre as prioridades da Roquete Pinto está a de colocar a TV escola no protagonismo como referência em televisão pública no Brasil, assumindo um papel importante e inclusivo no audiovisual.”

Tizuka Yamazaki revelou que nunca tinha ouvido falar da Revolução de 1817 e ficou impressionada quando conheceu a história, o que despertou a vontade de retratá-la nas telas. “Eu acho um absurdo, pois significou a mais importante revolta, intencionalmente escondida, apagada. É fundamental que qualquer estudante brasileiro tenha conhecimento desse momento tão glorioso para o país”, enfatizou.

Isabele Lucena é uma das atrizes convidadas para participar do filme (Foto: Rafael Carvalho)

A Revolução de 1817 também foi tema de um documentário realizado por estudantes da rede pública estadual de Pernambuco. Isabele Lucena, estudante do segundo ano da Escola de Referência de Ensino Médio Olinto Victor, na Várzea, bairro da capital pernambucana, disse que as filmagens mudaram a forma de aprender sobre a história do Brasil. “Descobri como eles pensavam na época, a partir de registros, livros e jornais que circularam. Montamos um mosaico de ideias.”
Leia mais:
Revolução de 1817 é narrada sob o olhar de heroína pernambucana
Assessoria de Comunicação Social
Share:

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Duende Lucas, o professor da criançada, ganha segundo livro

 Por Duda Menegassi

O lúdico é uma ferramenta poderosa de aprendizado, ainda mais entre crianças. Ciente disso, o cartunista Léo Valença criou, em 2012, o personagem Lucas, um duende que desperta a consciência ecológica entre a criançada. De lá para cá, o cartunista percebeu o impacto positivo dos jogos educativos que propunha no “Almanaque Ecológico do Lucas”, e decidiu fazer um segundo livro para o duende, desta vez dedicado aos passatempos.

capa-1“Passatempos Ecológicos do Lucas” utiliza de caça-palavras, testes, cartuns, quadrinhos e curiosidades para transformar a educação ambiental em algo divertido. O conceito de edutainment, de unir educação com entretenimento, é o norte através do qual Léo Valença espera conscientizar as crianças sobre a importância de preservar o meio ambiente. O autor explica que as brincadeiras ecológicas têm como objetivo “promover ao máximo a interatividade, porque percebi que quanto maior a interatividade com a criança, mais esse conteúdo é bem-vindo e melhor ele é assimilado”.

O livro é publicado pelo sistema PoD, Print On Demand, ou seja, só é impresso por encomenda, o que evita o desperdício de papel e está disponível para compra através do site da editora.
Share:

terça-feira, 18 de abril de 2017

SESI realiza o Mais Saúde na Escola em Vitória da Conquista

terça-feira, 11 de abril de 2017

 Café da manhã saudável abriu a programação do Mais Saúde na Escola Foto: Mário Bitencourt/Coperphoto/SistemaFIEB

Com a participação da comunidade, o Serviço Social da Indústria (SESI) de Vitória da Conquista abriu suas portas neste domingo, 9.4, para acolher o projeto Mais Saúde na Escola, realizado em parceria com a Revista Mais Saúde, que circula na região. Para o gerente do SESI, Fabrício Vieira da Silva, a iniciativa foi um sucesso.

A programação aconteceu das 8 às 12 horas, na unidade do SESI, na Avenida Olívia Flores, e começou com um café da manhã saudável, seguido de atividades esportivas e recreativas, como judô, exercícios funcionais, zumba, tecidos acrobáticos, dentre outros.
Foi também uma oportunidade para a comunidade conhecer as instalações da escola de ensino médio do SESI, que começou a funcionar em 2016 e hoje conta com cerca de 200 alunos na 1ª e 2ª série do ensino médio. Foram realizadas atividades nos laboratórios de química, física e robótica.

Aula de zumba movimentou o evento que reuniu famílias do município



Dentre as atividades voltadas para crianças, a oficina de contação de histórias foi muito concorrida. Para os adultos, foram oferecidos, ainda, serviços de medição da pressão arterial e circuito de massoterapia, oficina de judô, tecidos acrobáticos, futebol, aulas de zumba, brincadeiras infantis e orientação sobre os cuidados com a saúde bucal. Também foram programadas palestras sobre nutrição de jovens e adolescentes e identificação e problemas de audição e visão em estudantes.

Empresas parceiras também participaram do evento, expondo seus produtos. O Corpo de Bombeiros se fez presente com orientações sobre como se prevenir de acidentes com botijões de gás e outros perigos domésticos.

Para os organizadores, a iniciativa foi um sucesso. O gerente do SESI, Fabrício Vieira, destacou a importância de poder proporcionar à comunidade um momento de lazer que, ao mesmo tempo, alerta para questões importantes da saúde e promoção da qualidade de vida. Cibele Barbosa, da Revista Mais Saúde, lembrou que a proposta de realizar o evento surgiu com a ideia de levar a temática educação para a saúde para a escola e para a comunidade escolar, envolvendo os pais e as famílias. Para ela, quanto mais cedo se começa a falar de saúde para crianças e adolescentes, maior a chance de que se tornem adultos saudáveis.
Veja fotos no Flickr/sistemafieb 

Disponível: http://www.fieb.org.br/Noticia/4789/SESI-realiza-o-Mais-Saude-na-Escola-em-Vitoria-da-Conquista.aspx
Share:

MEC investe R$ 102 milhões na aquisição de 19 milhões de obras de literatura

 Segunda-feira, 17 de abril de 2017, 20h29

Pablo de Siqueira Emerich tem 10 anos, mora em Brasília e desde pequeno adora ler. “Eu gosto de livros com muitos heróis, vilões e muita fantasia; acho que é mais emocionante”, conta. Além do gosto pelas aventuras, o estudante do sexto ano do ensino fundamental sabe que, ao ler, também aprende. “Eu escrevo melhor, leio melhor em voz alta, com uma dicção melhor, e também aprendo novas palavras”.
O gosto pelo fantástico, conta Pablo, aprendeu com os pais, que compartilham com ele desde cedo suas histórias preferidas e atiçaram a curiosidade do garoto. O prazer da leitura também é dividido com os amigos, que conversam sobre o que leem e ampliam, assim, o alcance das histórias. O livro preferido de Pablo é o Hobbit, do escritor inglês J.R.R. Tolkien, e faz parte da saga O Senhor dos Anéis.
O Dia Nacional do Livro Infantil é comemorado nesta terça-feira, 18. Criada em 2002, a data é homenagem ao escritor Monteiro Lobato, nascido em 18 de abril de 1882. A obra mais conhecida do autor é o Sítio do Pica Amarelo, voltada ao público infanto-juvenil – a história se passa no sítio da Dona Benta, avó de Narizinho e Pedrinho, onde habitam criaturas como o Visconde Sabugosa e a Cuca.

Programa – O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), vinculado ao MEC, investiu no ano passado R$ 102 milhões na aquisição de 19.941.134 de livros de literatura por meio Programa Nacional do Livro Didático para a Alfabetização na Idade Certa (PNLD/PNAIC). As obras serão distribuídas até o final deste ano a 95.133 mil escolas, para turmas do primeiro ao terceiro ano do ensino fundamental da rede pública.

Nesta edição, o programa oferta dois acervos com até 35 títulos para cada categoria - primeiro, segundo e terceiro anos -, em um total de 210 títulos. Ao todo, serão distribuídos 583.504 acervos que atenderão 7.491.173 de alunos. “Esse livros são importantes porque apoiam o professor no processo de alfabetização dos estudantes, proporcionando prática de leitura adequada à fixação do aprendizado nesta etapa de ensino”, explica a chefe da Divisão de Apoio aos Programas do Livro do FNDE, Camila de Oliveira.

Assessoria de Comunicação Social
Share:

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Undime Bahia realizará fórum estadual nos dias 24 e 25 de abril

                                                                                                                              
 17/04/2017 Undime
 
O XVII Fórum Estadual da Undime Bahia será realizado nos dias 24 e 25 de abril, em Salvador (BA). O evento é destinado aos dirigentes municipais de educação e aos técnicos das secretarias. Os interessados em participar já podem se inscrever!

A programação do Fórum ainda não está disponível, mas a seccional da Undime no estado adiantou que serão abordados assuntos como: Plano de Ações Articuladas (PAR), Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), Plano de Cargos e Salários, entre outros.

Inscrições

Para participar é preciso se inscrever por meio do link https://goo.gl/tkwQWN. Segundo a Undime BA, poderão participar até três pessoas por município (o Dirigente Municipal de Educação e dois técnicos). As inscrições são gratuitas para os municípios adimplentes com a seccional em 2017. Para os municípios inadimplentes, a taxa de inscrição é de R$ 100,00 e contempla os três participantes.

XVII Fórum Estadual da Undime Bahia
 
Data: 24 e 25 de abril de 2017
Local: Fiesta Bahia Hotel. Avenida Antônio Carlos Magalhães, 711, Itaigara - Salvador/ BA
Inscrições: https://goo.gl/tkwQWN
Informações: (71) 3362-0678 ou (71) 9 8169-3892
Fonte: Undime
Share:

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Projeto autoriza dedução no Imposto de Renda de doações para escolas


(Foto: Sinduprom/ PE)

12/04/2017 UNDIME


Está pronto para ser votado na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) o projeto de lei (PLS 198/2013) que cria o Programa Nacional de Incentivo à Educação Escolar Básica Gratuita (Pronie). O projeto autoriza a dedução  no Imposto de Renda, por pessoas físicas e Jurídicas, de doações feitas para escolas da educação infantil e dos ensinos fundamental e médio.
De autoria do senador licenciado Blairo Maggi (PR-MT), o projeto cria o Pronie para incentivar a doação de recursos privados que sirvam para ampliar os investimentos e melhorar a qualidade da educação escolar gratuita em todo o país, ou seja, nas escolas públicas e nas escolas privadas sem fins lucrativos. O projeto recebeu voto favorável do relator, o senador Ivo Cassol (PP-RO), e ainda terá de passar pelas Comissões de Assuntos Econômicos (CAE) e de Educação, Cultura e Esporte (CE).
Pessoas físicas e jurídicas poderão fazer doações ou patrocinar projetos de instituições de ensino gratuito para melhoria da educação escolar básica, construção, ampliação ou reforma de escolas, aquisição de equipamentos e materiais didáticos ou atualização e aperfeiçoamento de profissionais da educação.
As pessoas físicas poderão deduzir até 100% dos valores doados a projetos educacionais, limitado a 6% do Imposto de Renda devido, tendo como referência a declaração de ajuste anual feita no modelo completo. O contribuinte terá apenas que informar, na aba "pagamentos efetuados" da declaração do Imposto de Renda, nome e CNPJ da escola que recebeu a doação e o valor doado.
As pessoas jurídicas tributadas com base no lucro real poderão deduzir até 100% dos valores doados, observado o limite de até 4% do Imposto de Renda devido. Entretanto, as pessoas jurídicas não poderão deduzir os valores para fins de determinação do lucro real e da base de cálculo da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido das Empresas (CSLL). Já as pessoas jurídicas tributadas com base no lucro presumido poderão deduzir 50% das doações efetuadas.
Não serão dedutíveis doações a instituições privadas sem fins lucrativos que tenha em seu corpo diretor “pessoa física vinculada ao doador ou patrocinador, assim considerados o cônjuge e parentes até terceiro grau”.
Todas as instituições beneficiadas com doação ou patrocínio estarão sujeitas a fiscalização dos órgãos públicos competentes, quanto à movimentação financeira e ao alcance dos objetivos.
O autor do projeto lembra que o artigo 205 da Constituição determinou que a educação, além de ser um direito de todos, é dever do Estado e da família e deve ser “promovida e incentivada com a colaboração da sociedade”.
Blairo Maggi argumenta, na justificação do projeto, que com a proposta "dá-se às pessoas físicas e jurídicas a oportunidade de direcionar parte dos gastos que derivariam da receita de Imposto de Renda para doações e patrocínios diretos, ao alcance da demanda e do acompanhamento da sociedade local". Para ele, "a grande vantagem do mecanismo é a oportunidade de uma colaboração direta de pessoas e empresas a demandas objetivas de escolas públicas e comunitárias gratuitas de sua própria comunidade, estreitando os laços de cidadania”.
O relator do projeto diz que o mérito da proposta é inegável, pois o Estado “deve oferecer instrumentos que facilitem o financiamento privado da educação, tanto das instituições públicas quanto das instituições privadas sem fins lucrativos”. Cassol acredita que a medida vai ampliar a participação da sociedade no desenvolvimento da educação e melhorar a qualidade do ensino.
Fonte: Agência Senado
Share:

Projeto cria prêmio em dinheiro para município com práticas inclusivas


(Foto: Cesar Brustolin/SMCS)

12/04/2017 UNDIME


Os municípios com os melhores índices de inclusão de pessoas com deficiência serão premiados com valores em dinheiro. É o que propõe o Projeto de Lei do Senado 89/2017, que cria o prêmio Cidade Acessível.
A iniciativa é do senador Ciro Nogueira (PP-PI). O objetivo é dar destaque aos municípios com mais de 50 mil habitantes que tenham as melhores políticas públicas para pessoas com deficiência. Os valores em dinheiro seriam definidos pelo governo federal.
Pelo texto, serão premiados os dez municípios mais bem classificados individualmente nas categorias habilitação e reabilitação; saúde e assistência social; educação, cultura, esporte, turismo e lazer; moradia e transporte e mobilidade. Cada município só poderá ser premiado em uma categoria a cada ano.
O projeto também determina que os recursos recebidos pelo município como prêmio serão obrigatoriamente aplicados em ações e serviços públicos voltados à promoção da cidadania e da inclusão social da pessoa com deficiência.
Ao justificar a proposta, Ciro Nogueira explicou que a intenção do prêmio é “homenagear e divulgar boas iniciativas de inclusão das pessoas com deficiência”.
Para o senador Romário (PSB-RJ), um dos principais defensores das leis de inclusão, algumas cidades já estão adiantadas nesse processo, independentemente de prêmios. Mas, apesar de o Congresso ter aprovado, em 2015, a Lei de Inclusão da Pessoa com Deficiência, ainda há muito o que ser feito.
A lei prevê igualdade de oportunidades e proíbe qualquer tipo de discriminação contra cidadãos com deficiência. Também especifica os direitos constitucionais à saúde, à educação e ao trabalho e o direito à cultura, ao esporte, ao turismo e ao lazer.
- O Brasil tem crescido bastante. Muitas coisas avançaram. A política pública em relação às pessoas com deficiência a cada dia melhora, mas a falta de respeito, a desconsideração e o preconceito tem de começar a mudar dentro da nossa cabeça – argumentou ele.
O projeto que cria o prêmio Cidade Acessível está na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado aguardando o recebimento de emendas. De lá, seguirá para Comissão de Educação, para decisão terminativa.
Com informações da Rádio Senado.
Fonte: Agência Senado
Share:

IV Encontro dos Municípios com o Desenvolvimento Sustentável: 24 a 28 de abril. Inscrições abertas!


12/04/2017 UNDIME

A 4ª edição do Encontro dos Municípios com o Desenvolvimento Sustentável (EMDS), uma iniciativa da Frente Nacional de Prefeitos (FNP) em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), será realizado de 24 a 28 de abril, no Estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília (DF). As inscrições estão abertas e são gratuitas! Mais de 2 mil pessoas já estão inscritas.

A ideia do evento é reunir prefeitos, gestores municipais, autoridades do governo federal, parlamentares, além de representantes de entidades, universitários e professores para pautar os mais diferentes assuntos que envolvem os municípios. Este ano, o tema será "Reinventar o Financiamento e a Governança das Cidades”. Para tanto, a Frente Nacional de Prefeitos organizou uma programação bastante diversificada. Haverá salas temáticas, eventos de parceiros, espaços para estandes etc. A programação completa está disponível no portal do evento.

Serão 22 salas temáticas com diferentes assuntos. Entre eles: inovações para transformar a gestão e qualificar o gasto; garantia da qualidade e do acesso universal à saúde; financiamento e implementação da Nova Agenda Urbana e dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS); cidades inteligentes, humanas e eficientes; desafios da mobilidade urbana; eficiência energética, iluminação pública e energias renováveis; transparência na gestão, prevenção e combate à corrupção, entre outros.

A Undime participará do encontro na sala temática intitulada "Os desafios federativos para a promoção da cidadania e da transversalidade na Educação". Na ocasião, a vice-presidente da Undime e Dirigente Municipal de Educação de Costa Rica (MS), Manuelina Martins, representará a instituição e falará sobre os desafios da expansão da oferta de vagas de educação infantil para garantia do direito à Educação, com discussões de alternativas para a sua expansão de forma qualificada e sustentável.

IV Encontro dos Municípios com o Desenvolvimento Sustentável
Data: 24 a 28 de abril de 2017
Local: Estádio Mané Garrincha, em Brasília/ DF
Programação: http://www.emds.fnp.org.br/programacao/geral
Inscrições: http://www.emds.fnp.org.br/inscricoes
Informações: (61) 3044-9805
Fonte: Undime
Share:

domingo, 9 de abril de 2017

Comissão Interinstitucional discute educação ambiental no Bahia

07/04/2017 16:10                          SEMA-BA
 
A Comissão Interinstitucional de Educação Ambiental (CIEA) realizou na quinta-feira, 06, a primeira reunião de 2017, em que foi apresentada a resolução do Conselho Estadual de Educação sobre a Educação Ambiental (EA) no sistema educacional e a minuta que versa sobre o condicionante da EA no licenciamento ambiental. O encontro, realizado no Instituto Anísio Teixeira, em Salvador, contou com a participação do superintendente de Políticas e Planejamento Ambiental da Secretaria do Meio Ambiente (SEMA), Aderbal de Castro Filho, e também dos novos membros empossados do colegiado.

“É um momento oportuno participar da reunião da CEIA. As pautas discutidas trazem reflexões importantes de como planejar política para a área de educação ambiental e reflete certamente no planejamento da Secretaria do Meio Ambiente”, disse o superintendente. Para ele, apesar das pautas desafiadoras, o colegiado tem compreensão relevante para orientar as políticas públicas na área ambiental. “A questão da educação ambiental exige um esforço coletivo de atores sociais políticos. Por isso, a expectativa é que o CEIA consiga definir estratégias que tenham efetividade”.

Participaram da 57° reunião ordinária da Comissão Interinstitucional de Educação Ambiental (CIEA), representantes do poder público estadual e municipal, movimentos sociais, povos e comunidade indígenas, organizações não-governamentais, patronais e de trabalhadores, universidades estaduais e do ensino básico.

EDUCAÇÃO AMBIENTAL

A reunião da CEIA foi iniciada com a apresentação da resolução que trata da regulamentação da educação ambiental no sistema estadual de ensino, pelo doutor em Educação pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) Luis Bastos Mudin, que também é representante do Conselho Estadual de Educação. Para o professor, o objetivo do documento é fornecer mais um elemento de orientação para escolas, universidades e instituições educativas.

Acompanha a resolução, um parecer onde é fundamentada a necessidade de um trabalho sistemático nas escolas, fazendo parte de projeto político pedagógico do regimento escolar. “Esse documento é mais um instrumento que está na mão da sociedade e dos educadores, para que a partir da educação ambiental se melhore a qualidade de vida das pessoas e da educação no sistema estadual de ensino", disse Mudin.

Três dimensões são foco das ações dessa resolução, segundo o professor. “A primeira, relacionada a infraestrutura da escola. “Ela precisa se organizar para ser uma construção sustentável, adequada à cultura e ao ecossistema local. Trata também da dimensão da gestão com orientações para os gestores para a implementação de projetos de educação ambiental. E o terceiro ponto é o aspecto pedagógico, que é a mudança do currículo, com a inserção da educação ambiental de maneira intermultidisciplinar, englobando experiências em várias disciplinas, em busca de metas a atingir, dentro de um programa específico de pedagogia. Na verdade a responsabilidade é de toda a escola, dos gestores e da sociedade”, destaca Luiz Mudim.

EM PAUTA 

Outro ponto discutido no colegiado foi a reavaliação da minuta da resolução que versa sobre o condicionante da educação ambiental no licenciamento ambiental e a orientação dos técnicos do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) para direcioná-los sobre quais condicionantes são adequados para cada licenciamento. “Sobre esse tema, o colegiado decidiu reconsiderar o texto, em reunião a ser realizada no mês de maio, porque achou pertinente que existem assuntos sobre a EA que precisam ser mais detalhados no documento", disse a diretora de Educação Ambiental para a Sustentabilidade da Sema, Zanna Matos.

A apresentação do curso a distância de educação ambiental, promovido pelo Ministério do Meio Ambiente, para os membros das CIEAS do Brasil, foi outra pauta destacada na reunião. Para Zanna Matos, a capacitação, com carga horária de 60 horas, tem o objetivo de mobilizar e formar pessoas e instituições para apoiarem ainda mais na implementação das políticas públicas de meio ambiente. “Na Bahia já temos uma turma com 42 inscritos, e com a participação de novos membros do CEIA, a idéia é fomentar para que eles também participem do curso que traz temáticas fundamentais para a qualificação dos debates da educação ambiental no âmbito estadual.

CIEA

A Comissão Interinstitucional de Educação Ambiental (CIEA-BA) é um espaço público colegiado, instituído pelo poder público estadual, destinado a constituir-se em uma instância de coordenação das atividades de Educação Ambiental no Estado. A Ciea é coordenada pelas secretarias estaduais do Meio Ambiente (Sema) e de Educação (SEC), além de um representante da sociedade civil e composta por 34 representantes da sociedade civil, poder público municipal, estadual e federal, redes de educação ambiental, movimentos sociais, povos e comunidades tradicionais instituições de ensino que atuem na área de EA.
Share:

Brasil ainda tem 2,5 milhões de crianças e jovens fora da escola, a maioria entre 15 e 17 anos

07/04/2017 UNDIME

(Foto: João Bittar)
Avanço no atendimento de 4 a 17 anos é puxado pela Educação Infantil. Taxas de conclusão na idade certa crescem pouco. Meninas são maioria entre os jovens que não estudam nem trabalham
Se o Brasil tivesse mantido, em 2015, o mesmo número de alunos matriculados de 4 a 17 anos que foi observado em 2005, a taxa atual de atendimento seria de 99,2% - haveria, ainda, cerca de 330 mil crianças e jovens fora da escola, mas um contingente bem menor do que o atual, 2.486.245. De acordo com levantamento feito pelo Todos Pela Educação com base nos resultados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), a taxa de atendimento de crianças e jovens entre 4 e 17 anos aumentou 4,7 pontos percentuais (p.p.) desde 2005, atingindo 94,2% em 2015, mas de forma ainda insuficiente para alcançar a Meta 1 do Todos Pela Educação para esse ano, que era de 96,3%, e tampouco a universalização determinada constitucionalmente para ser atingida até 2016.  

Esse crescimento na taxa de atendimento foi puxado, especialmente, por um salto no percentual de crianças de 4 e 5 anos matriculadas, de 72,5% para 90,5% no período. Já a taxa de atendimento de 6 a 14 anos ficou em 98,5% em 2015, crescimento de apenas 1,8 ponto percentual desde 2005 – embora seja tida como universalizada no Brasil, ainda temos 430 mil crianças e jovens dessa faixa etária fora da escola.

O ponto mais crítico, contudo, é o crescimento muito tímido no percentual de atendimento de 15 a 17 anos – de 78,8% para apenas 82,6% de 2005 a 2015. Isso significa 1.543.713 jovens que deveriam estar matriculados, mas não estão. Além disso, embora o percentual dos que não estudam nem trabalham tenha diminuído entre 2005 e 2015 (de 11,1% para 10,7%), em números absolutos o valor ainda é alto: 974.224, em 2015, frente a 1.126.190, 2005.

Quando olhamos para o percentual dos jovens que conseguem concluir o Ensino Fundamental (EF) e o Médio na idade certa, os dados revelam mais entraves na Educação Básica. A taxa de conclusão do EF até os 16 anos foi de 76% em 2015, apenas 17,1 pontos percentuais acima do verificado em 2005. Já a taxa de conclusão do Ensino Médio até os 19 anos, ficou em somente 58,5% – apesar de ser 17,1 pontos percentuais (p.p.) superior à de 2005, ela não tem avançado nos últimos anos. Nesse mesmo período, a taxa de jovens que não estudam nem trabalham aumentou entre aqueles que não concluíram o Ensino Fundamental até faixa dos 16 anos (de 19% para 22,2%) e também entre os que não concluíram o Ensino Médio até 19 anos (24,5% para 35,5%).

Os dados são do monitoramento das Metas* 1 (Toda criança e jovem de 4 a 17 anos na escola) e 4 (Todo jovem com Ensino Médio concluído até os 19 anos) do movimento Todos Pela Educação.
Para Priscila Cruz, presidente executiva do TPE, o avanço nos percentuais precisa ser visto com cautela. “Mesmo com percentuais de atendimento aumentando, isso não tem significado uma redução na mesma proporção do número absoluto das crianças e jovens fora da escola, uma vez que a população em idade escolar no Brasil está diminuindo como decorrência da mudança do perfil etário”, diz.

Em busca da equidade

Apesar do avanço lento nos indicadores do Ensino Fundamental e Médio, os dados de monitoramento das Metas 1 e 4 do TPE mostram importante, embora não suficiente, diminuição da desigualdade entre crianças e jovens brancos, pardos e pretos, entre os mais ricos e os mais pobres e entre os que residem na cidade e no campo. Entre 2005 e 2015, a expansão do acesso escolar na faixa de 4 a 17 anos aconteceu principalmente entre a população parda e negra (respectivamente 4,5 e 5,5 p.p), do quartil de renda mais baixo (6,6 p.p) e do campo (8,7 p.p), valores maiores do que a população branca (4,1 p.p), mais rica (1,3 p.p) e da cidade (3,7 p.p).

Já na conclusão do Ensino Fundamental, o avanço entre os 25% mais pobres foi de 25,4 pontos percentuais, enquanto entre os 25% mais ricos foi de 4,1 p.p; na população parda e negra o aumento foi de, respectivamente, 24,1 p.p e 21,9 p.p, frente a 10,7 p.p entre os brancos; já na população do campo, o crescimento no percentual de jovens que concluíram o EF na idade certa foi de 26,8 p.p, e na cidade, foi de 14,2 p.p.

No Ensino Médio, apesar de menores, o avanço na taxa de conclusão aos 19 anos também ocorreu mais entre os pretos e pardos (respectivamente, 20,6 e 21,6 p.p), do que entre os brancos (14,1 p.p). No quartil de renda mais baixo, essa taxa avançou 23,7 p.p, enquanto no quartil mais rico, 4,6 p.p. Já na área rural, o crescimento foi de 24,2%, enquanto na área urbana, foi de 15 p.p.

Entre as crianças e os jovens do sexo feminino e masculino, as diferenças no acesso são menores, porém, elas aumentam conforme avançam os anos escolas. Aos 4 anos, as meninas têm uma taxa maior do que os meninos em 0,9 p.p. e, aos 17 anos, essa taxa é de 5,3 p.p.. Nesse indicador, as disparidades têm se mantido, com ambos os grupos avançando 4,8 p.p. desde 2005. Na faixa de 10 a 17 anos, embora representem menos da metade do total de crianças e jovens fora da escola (44,6%), elas são maioria entre o grupo que não estuda nem trabalha (54,4%). Além disso, dentre a meninas dessa faixa etária que deixou de frequentar a sala de aula (31,1%) já tem filhos.

Na conclusão do Ensino Fundamental e do Médio na idade certa, as mulheres também apresentam taxas melhores que os homens, respectivamente 79,3% e 69,4%, e 62,5% e 50,3%. No Ensino Fundamental, a distância diminuiu, com avanço maior, 19p.p., entre os meninos desde 20015, frente a 16,9 p.p entre as meninas que concluem a etapa até os 16 anos. Já no Ensino Médio, a disparidade aumentou – entre elas, o crescimento na taxa de conclusão até os 19 anos foi de 17,7%, e entre eles de 16,4%.

Apesar do avanço nos indicadores das populações mais vulneráveis ser maior, a qualidade do ensino ofertado ainda é pior para os alunos que mais precisam. “Só alcançaremos um patamar de sociedade mais justa, mais segura e mais desenvolvida com Educação de qualidade para todos. Cabe a nossa geração encerrar o descaso histórico com a Educação e colocá-la de uma vez por todas como pilar central do desenvolvimento do País”, afirma Priscila.

Confira nos documentos anexos o estudo completo de monitoramento da Meta 1 (com indicadores por renda, localidade, raça/cor, faixa etária, além dos dados por regiões e unidades da federação) e da Meta 4 (com indicadores por renda, localidade, raça/cor, etapa, e para as regiões e unidades da federação, além de dados de abandono, aprovação e reprovação do Ensino Fundamental e Médio).
Confira nos arquivos anexos os relatórios completos de monitoramento da Meta 1 e da Meta 4 do TPE, e as tabelas com todos os dados relacionados ao acesso das crianças e jovens de 4 a 17 anos à escola (Meta 1) e da conclusão do Ensino Fundamental aos 16 anos e do Ensino Médio aos 19 (Meta 4).

Saiba mais:

Fonte: Todos pela Educação

Share:

MEC dará prazo de 2 anos a estados e municípios para adequação de currículos

07/04/2017          UNDIME

O Ministério da Educação (MEC) vai fixar um prazo de até dois anos após a homologação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) para que estados e municípios elaborem os próprios currículos. São os currículos que vão definir como os objetivos de aprendizagem estabelecidos devem chegar aos estudantes nas salas de aula.
"O MEC assegurará todo o apoio técnico do ponto de vista do suporte para que estados e municípios possam avançar na definição dos currículos que obedecerão as normas gerais e as diretrizes gerais consagradas na BNCC", disse o ministro da Educação, Mendonça Filho. "Tanto o suporte téncico, como a formação de professores e currículos devem estar absolutamente sintonizados com a nova base que será homologada", acrescenta.
A Base Nacional Comum Curricular define o que deve ser aprendido a cada etapa da vida escolar. Vale tanto para escolas públicas quanto privadas. O ministério entregou hoje (6) a base comum do ensino infantil e fundamental ao Conselho Nacional de Educação (CNE). A expectativa é que, após analisar e elaborar parecer e projeto de resolução, a BNCC volte para o MEC para ser homologada até novembro. Entre junho e setembro, o conselho fará cinco audiências públicas, uma em cada região do país.

Se esses prazos forem cumpridos, significa que estados e municípios terão até o final de 2019 ou início de 2020 para concluir os currículos.
Segundo o diretor institucional do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), Antônio Neto, o prazo é viável para os estados. "Esse é um movimento que o Brasil nunca fez, alguns estados têm experiência de estrutura curricular, outros não, muitos municípios nem isso. Esse é um momento não apenas para a construção dos currículos, mas também de um diálogo federativo com regime de maior colaboração, que em alguns territórios possam ser discutidas linhas curriculares semelhantes, para que não haja tanta disparidade. A base curricular vai exigir muito esforço de formulação de estados e municípios", afirmou.
Já entre os municípios, as situações são distintas, alguns estão mais avançados e outros precisam de mais tempo para conformar os próprios currículos, segundo o dirigente Municipal de Educação de Goiânia, Marcelo Ferreira da Costa, presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) Goiás. "Com certeza, durante o processo de discussão, vamos avançar. Temos um parâmetro de trabalho, mas durante as discussões, vamos verificar se o prazo é viável e traremos uma proposta ao ministro, se necessário for", disse.
Mudanças
Entre outras questões, a Base Nacional Comum Curricular apresentada pelo MEC estabelece competências para serem desenvolvidas ao longo de toda a educação básica. Entre elas, está a empatia e o respeito à diversidade. Além disso, a alfabetização, que atualmente é feita até o 3º ano do ensino fundamental, deverá ser antecipada para o 2º ano do ensino fundamental, quando as crianças geralmente têm 7 anos.
A definição antecipa o que está previsto em lei. O Plano Nacional de Educação (PNE) estabele que todas as crianças sejam alfabetizadas até o 3º ano do ensino fundamental, até 2024. Um total de 77,8% das crianças, até 2014, tinha aprendizado adequado em leitura, dentro desse prazo; 65,5%, em escrita; e, 42,9% em matemática.
"[A antecipação] gera mais equidade, principalmente para famílias mais pobres. Famílias de classe média conseguem ter a criança alfabetizada em idade inferior à média das escolas públicas. A medida fixada na BNCC está assegurando o mesmo direito para as crianças que estudam em escolas públicas", disse Mendonça Filho.
Documento de acompanhamento para os pais
Para o diretor executivo da Fundação Lemann, Denis Mizne, a BNCC será um instrumento importante para que pais e responsáveis acompanhem a educação dos filhos. "Ajuda os pais a saberem se aquela escola está entregando para ele aquilo que a nação espera que o filho dele aprenda. Isso é um passo muito importante para o Brasil. A BNCC, se bem implementada, pode ser uma ferramenta fundamental para dar um salto de qualidade na educação brasileira", afirmou.
A expectativa é que, definindo o que é esperado que as crianças e jovens aprendam, isso impacte também na formação dos professores, na produção de materiais didáticos e na elaboração das avaliações nacionais, como a Prova Brasil.
"Vai haver uma mudança. Na maioria das salas de aula do Brasil, não tem nenhum currículo. Alguns estados e municípios têm, mas, na maioria, o currículo não chega na sala de aula. A base comum vai organizar isso. Teremos um material didático coerente com o que é ensinado, um professor formado para ensinar o que é esperado e uma prova que avalia. Parece simples, mas imagina viver sem isso, que é a nossa história, sem clareza do que é esperado que o aluno aprenda", diz.
Ensino Médio
A previsão do Ministério da Educação para a entrega da BNCC do ensino médio ao Conselho Nacional de Educação é no segundo semestre desse ano. A parte do ensino médio foi desmembrada das demais. A intenção é que o documento se adeque à reforma do ensino médio.
 
Fonte: Empresa Brasil de Comunicação

https://undime.org.br/noticia/07-04-2017-13-40-mec-dara-prazo-de-2-anos-a-estados-e-municipios-para-adequacao-de-curriculos
Share:

sábado, 8 de abril de 2017

Olimpíada de Robótica está com inscrições abertas para estudantes de todo o país

  • 08/04/2017 13h36
  • Rio de Janeiro
Alana Gandra - Repórter da Agência Brasil
Estudantes do ensino fundamental e médio de escolas públicas e privadas de todo o país podem se inscrever, até o próximo dia 20 de maio, na Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR), no site, que este ano tem a coordenação-geral da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). No ano passado, quando a OBR completou 10 anos, a coordenação coube à Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

O coordenador-geral da edição deste ano da olimpíada, professor Rafael Vidal Aroca, da UFSCar, disse à Agência Brasil que, também, escolas de atividades extracurriculares, como organizações não governamentais (ONGs) que dão aulas extras, podem participar do certame. As provas teóricas começam em junho, na escola do aluno inscrito. A organização da OBR envia o material, “a própria escola aplica a prova, manda os resultados para a coordenação, a gente faz a pontuação e envia as medalhas, a premiação”, disse Aroca.

Ele esclareceu que não há obrigatoriedade de o aluno fazer a prova teórica para concorrer na prova prática, programada para o período de 8 a 11 de novembro, em Curitiba, no Paraná, onde ocorrerá também a final da competição. “Elas são independentes”, disse. Isso ocorre porque, às vezes, a escola ou os alunos não têm recursos para construir um robô. “Então, ele faz só a prova teórica, porque ela já traz conceitos, explicações, sobre robótica. É uma oportunidade totalmente gratuita de a escola envolver os alunos com a robótica”.

Como a prova prática exige que se construa um robô, a OBR admite a possibilidade de alguma empresa ou entidade patrocinar a construção do protótipo. De maneira geral, a maioria das escolas compra material para os alunos que, muitas vezes, fazem “vaquinha” (coleta de dinheiro) ou pedem ajuda aos pais, afirmou Aroca.
Em sua décima primeira edição, a OBR espera suplantar com vantagem o resultado do ano passado, que registrou 111.287 estudantes inscritos e 2.968 equipes inscritas na prova prática. O crescimento, segundo o coordenador-geral, está sendo “exponencial” nos últimos cinco anos. Daí, a expectativa para 2017 é atingir 135 mil inscrições.

Novidades

Na avaliação de Rafael Vidal Aroca, trabalhar em um projeto de robótica é uma oportunidade muito relevante para a formação dos jovens, não apenas pelo conhecimento técnico, mas para aprender a trabalhar em equipe, superar desafios, resolver problemas, se organizar. “A gente acredita, e nós vemos resultados disso, no desenvolvimento de habilidades especiais também. Além de aprender um pouco sobre eletrônica, mecânica, matemática, ainda tem essas vantagens. É muito benéfico”, disse.

Este ano, a OBR traz muitas novidades para motivar os alunos. Entre elas, o prêmio 'maker' para a equipe que construir um robô com o menor número de peças de kits prontos, informou Aroca. “A gente está muito animado e contando com a participação dos alunos do ensino fundamental e médio do Brasil”. Outra novidade são os desafios surpresa que acontecerão nas provas práticas, em que tarefas especiais serão sorteadas na hora dos eventos para que as equipes façam adaptações em seus robôs.

Alguns estados farão também a integração da OBR com a Mostra Nacional de Robótica (MNR) que este ano perdeu o apoio do governo federal. “O organizador regional ou estadual vai se responsabilizar por montar uma mostra na região dele”. Exemplos já acertados são da Bahia, do Paraná, de Mato Grosso e do interior de São Paulo. A coordenação-geral está procurando ajudar no que for possível, excetuando recursos financeiros, para dar oportunidade para os alunos mostrarem o que estão criando para benefício da comunidade, dentro e fora da escola.

Desastre natural

O robô construído para disputar a modalidade prática da OBR participa da simulação de um desastre natural. As equipes de estudantes têm então a missão de construir um robô inteligente, sem uso de controle remoto, com um software (programa de computador) interno que o torne capaz de andar por um terreno acidentado, localizar vítimas e resgatá-las para um local seguro. “Isso não é diretamente aplicável à sociedade”, disse o professor da UFSCar. “Mas é um exercício e, em uma escala maior, poderia ser replicado”, destacou Aroca.

Outra atividade nova que a OBR traz este ano prevê que as equipes poderão criar um diário ou 'blog' no Facebook. Aroca declarou que a ideia é incentivar as equipes a trocar informações e se ajudarem mutuamente. A intenção é, nos próximos anos, premiar as equipes que mais compartilharem informações. A primeira equipe a criar uma página na rede social foi a Jegue Robotics, de Fortaleza, Ceará.

Rafael Aroca assegurou que para a educação e formação das crianças e jovens, a robótica é, “sem sombra de dúvida”, uma disciplina interessante. Pesquisas feitas com alunos e professores revelam que trabalhar com robótica ajuda a absorver novos conhecimentos. “Mais de 90% dos alunos e professores relataram que fica mais motivador estudar outras disciplinas quando tem robótica envolvida”. A robótica ajuda a entender conceitos de matemática, geometria, física, até mesmo inglês e português, afirmou. Segundo Aroca, a multidisciplinaridade acaba sendo enfatizada na hora que a escola usa a robótica como elemento para agregar vários assuntos e motivar os estudantes.
Edição: Aécio Amado
Share:

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Enfim, o Brasil tem uma base curricular nacional

O documento, divulgado hoje pelo MEC, é a chance de começar a tirar o país do fundo do poço da educação

Maria Clara Vieira

VEJA/ABRIL
Quase três décadas se passaram desde que o Brasil ingressou – já com atraso histórico – no debate sobre a implantação de um conjunto único de objetivos para a sala de aula. Mas era só a palavra currículo soar em ambientes da academia brasileira para ser rechaçada com toda a fúria: um roteiro para o professor sempre foi visto como camisa de força à liberdade de ensinar. Além disso, um documento que valesse para o país inteiro aniquilaria a possibilidade de se considerar as diferenças regionais na escola. Pois nesta quinta-feira, depois de muito debate, consulta, opinião e revisão, a primeira Base Nacional Comum Curricular (BNCC) brasileira foi anunciada pelo Ministério da Educação (MEC) e estará em pleno vigor em 2019. Uma chance, se bem aproveitada, de o país sair da zona do mau ensino.

Por que uma “base curricular” e não simplesmente um “currículo”? Há diferenças. A base é um documento que diz o que ensinar, matéria a matéria, ano a ano. Estabelece, portanto, metas bem precisas para a sala de aula, mas dá espaço a cada escola ou rede de ensino para chegar lá pelo método que julgar melhor. Em resumo, dita o que transmitir aos alunos, mas não determina como – este, sim, o objetivo do currículo, que caberá às escolas particulares e às redes estaduais e municipais organizar ou reorganizar (no caso daquelas que já têm um).

A base implicará em verdadeira reviravolta na escola e na vida do aluno. Os professores terão de ser treinados, os livros didáticos precisarão ser reescritos tendo a base como espelho e as avaliações oficiais, todas elas, se adequarão aos novos objetivos escolares. Objetivo escolar, aliás, é um conceito elementar que, sem uma base, sempre foi definido pelo próprio professor, segundo suas convicções, ou pelo livro didático, segundo as convicções de seus autores, ou ainda de acordo com a exigência dos exames aos quais os alunos são submetidos. Agora, não. As escolas precisam seguir o roteiro do MEC. Bom para os pais, que podem usar o documento para saber exatamente o que esperar de seu filho naquele ano – e cobrar quando preciso.

O documento trazido a público pelo MEC já é a terceira versão – e última. Vale para o ensino infantil e fundamental; a base do ensino médio deve sair no segundo semestre. É, não há dúvida, uma evolução em relação às duas versões que a antecederam. Apresentadas entre outubro de 2015 e março de 2016, continham excessos de um lado e faltas de outro. Em português, por exemplo, não havia na primeira versão uma única menção a gramática. Em matemática, 40% do conteúdo era reservado a “abordagens regionais”. A disciplina de história restringia-se ao Brasil e à África, praticamente, deixando de lado temas como Grécia Antiga, Renascimento e Revolução Francesa. Também carecia de uma progressão clara de um ano para outro. Era, em suma, um amontoado de conteúdos.

A versão que vingou corrigiu grande parte dessas falhas. Especialistas ouvidos por VEJA pontuaram duas questões que podem ser aprimoradas: falta uma descrição mais objetiva da evolução do aluno na fase de alfabetização, ano a ano, e explicar como a tecnologia entra efetivamente no ensino – o item é mencionado, mas ainda de forma vaga diante de seu potencial de alavancar o aprendizado. “Este é um documento vivo, que pode e deve ser mexido e aprimorado ao longo do tempo, como ocorre em outros países”, diz a secretária executiva do ministério, Maria Helena Guimarães.

No geral, a base tem ambições de aprendizado que não deixam o Brasil atrás de outros países. “Desta vez, o MEC fez a lição de casa. O novo currículo está bem próximo dos padrões internacionais”, afirma a pesquisadora Ilona Becskeházy, que integrou a equipe de avaliadores das outras versões. Um de seus méritos é ser específico não só em relação às disciplinas, mas também no desenvolvimento de competências tão em alta, como raciocínio lógico, capacidade de análise e pensamento científico.

Agora, o documento passará às mãos do Conselho Nacional de Educação, que deve bater o derradeiro martelo até o fim do ano. Depois de tanto debate, tudo indica que ficará como está.
Disponível: http://veja.abril.com.br/educacao/enfim-o-brasil-tem-uma-base-curricular-nacional/
Share:

domingo, 2 de abril de 2017

FNDE lança concurso para premiar boas práticas de agricultura familiar


(Foto: FNDE)

31/03/2017 

 UNDIME


As inscrições já estão abertas

Com o objetivo de incentivar e valorizar experiências exitosas da agricultura familiar no ambiente escolar, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), autarquia vinculada ao Ministério da Educação, lança o concurso Boas Práticas de Agricultura Familiar para a Alimentação Escolar. Trata-se de um processo seletivo que vai reconhecer as melhores ações desenvolvidas nos estados e municípios brasileiros.

O concurso, que faz parte das comemorações pelos 62 anos do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), vai escolher 25 práticas de sucesso, que farão parte de um caderno especial a ser lançado pelo FNDE em outubro de 2017.

“A expansão da agricultura familiar no âmbito da alimentação escolar é um avanço que deve ser reconhecido e valorizado. Quando as secretarias estaduais e municipais de educação investem em produtos de pequenos produtores, o desenvolvimento econômico da região é estimulado”, afirmou o presidente do FNDE, Silvio Pinheiro, destacando que a partir da Lei nº 11.947/2009, ao menos 30% do valor repassado pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar – PNAE deve ser investido na compra direta de produtos da agricultura familiar.

As inscrições do concurso começam nesta sexta-feira, 31, e vão até o dia 14/5, no site de educação corporativa do FNDE – e-FNDE. As práticas podem ser inscritas por gestores, nutricionistas, agricultores familiares, assistentes técnicos de extensão rural, conselheiros de alimentação escolar, pesquisadores, comunidade acadêmica e demais atores envolvidos na execução do programa em suas regiões.

As 25 entidades executoras responsáveis pelas melhores práticas também serão contempladas com uma placa comemorativa de reconhecimento, e as entidades e os autores dos relatos receberão a autorização para utilizar um selo de premiação nos materiais de divulgação impressa ou eletrônica.
Informações sobre as regras do processo seletivo podem ser obtidas no edital do concurso, disponível na página do Pnae, no site do FNDE.

Fonte: Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação 
Share:

VIDHA LINUS

CONSULTORIA AMBIENTAL LICENÇAS,ELABORAÇÃO EIV, PRAD. Av Radial B, 122 Bairro Mangueiral CEP 42807-380 CAMAÇARI - BAHIA 71 3040 5033 99168 5797 VBRAMBIENTAL@YAHOO.COM.BR

QUAL SEU IDIOMA?

Postagens mais visitadas

Total de visualizações de página

ARQUIVOS DO BLOG

Arquivo do blog