Meio Ambiente & Desenvolvimento Humano

segunda-feira, 20 de março de 2017

Em meio à seca, caixa d´água volta a alagar ruas em Várzea da Roça


20 mar 2017

Em meio à crise hídrica que a região se encontra, um fato contraditório voltou a se repetir na manhã de segunda-feira 20 de março. Onde a  caixa d´água da cidade de Várzea da Roça desperdiçou vários litros de água alagando algumas ruas.

Segundo um morador da cidade Anadilson Pacheco, esse problema vem acontecendo desde o início de 2017 e além de deixar várias ruas totalmente inundadas como a Valmir Chaves, Maria Neuza e a Avenida Ayrton Senna vem causando grandes prejuízos aos proprietários dos imóveis existentes nessas localidades.
“Parece que desta vez fizeram de propósito porque o desperdício foi ainda maior que nos dias anteriores.” Disse Anadilson. 

Segundo ele, foram realizados vários contatos junto à gerência local da EMBASA para que o problema fosse resolvido, sendo informado um equipamento que não está em bom funcionamento e no  entanto, nenhuma providência foi tomada até o momento, e assim todos os dias vem tendo vazamentos de grandes proporções no reservatório.



Da redação do VR14
Jorge Henrique 


DISPONÍVEL: http://www.vr14.com.br/2017/03/em-meio-seca-caixa-dagua-volta-alagar.html
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domingo, 19 de março de 2017

O combate a alguns alimentos regionais, aplicação da Lei ou pretextos outros?

Operação Carne Fraca, o que ela nos diz?

19 mar 2017 22:23h
VALDIR RIOS


As feiras livres do interior, sempre foi espaço único de exposição e venda de  alimentos, tipicamente regional.  

Ir ao interior e não experimentar uma carne do sol com feijão de corda ou bode seco com farofa d’água, com diz o ditado  é o mesmo que “ir a Roma e não ver o Papa”.

Foto: Zuriel Rios


Alguns produtos que se destacam com produção ligada ao homem do campo:
·         
  • Derivados do leite

Requeijão, queijo, manteiga de fazenda e manteiga de garrafa;
  • ·         Doces

Doce de leite, mamão, de mandioca, cocadas (coco, ouricuri, leite), rapadura e vários outros produtos
    Pêta, alimento feito de fécula de mandioca
  • ·         Derivados da mandioca

Tapioca (goma), Beiju (tapioca), Quebradinha (espécie de beiju quebrado), farinha, biscoito, brinvidade, peta ...;
  • ·         Da produção animal

Ovos de quintal , galinha caipira (quintal), carne seca (bode), e carne do sol (boi).



Estes são poucos dos  produtos que apesar da perseguição do ESTADO, ainda se acha em algum município do interior da Bahia, caso não se tenha um amargo prenuncio da presença de agentes da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia - ADAB.

Longe de questionar a aplicação da Lei, o que se devia esperar do Estado é o apoio para que estes produtos sejam negociados em perfeitas condições  de higiene e outras garantias sanitárias.

Os mecanismos do governo devem agir como  parceiro do pequeno produtor, de forma a preservar as tradições, fomentando a economia local.

O pequeno produtor poderia até ser punido desde quando o ESTADO  fornecesse condições igualitárias, ao trato a que se dá aos grandes empresários. 

Desta forma, facilitando  acesso ao credito, capacitação e carga tributária diferenciada de modo a tornar estes produtos acessíveis tanto aos clientes de sempre, bem como novos mercados.

Ao invés disso o que se vê é representantes do Governo, de forma truculenta,  e desrespeitosa, a destruir produtos de pais e mães de família que trazem um pouco do que possuem, em lombos de jumentos e bicicletas, para depois de vendidos nas feiras livres, garantir um pouco de feijão a mesa, de forma a saciar a fome nestas difíceis épocas de seca.

O que se espera diante desta operação “CARNE FRACA” é que o governo urgentemente, reveja as políticas voltadas aos alimentos regionais.

Em épocas, em que ate o milho que se dar a galinha, está impregnados por produtos perigosos ao ponto de matar varias destas aves de um produtor na cidade de Várzea da Roça, é questionável às ações dos tipos que a ADAB, tem promovido ultimamente no interior da Bahia,

Garantir aos consumidores produtos sem agrotóxicos, conservantes químicos ou substancias desconhecidas, que maiores males causam a saúde da população, deveria ser a verdadeira obrigação do Estado.

O produto regional, as comidas típicas também são patrimônios de um povo. Assim, torna necessário discutir e adequar a aplicação da lei à esta produção, já que o nordestino precisa continuar a comer CARNE DO SOL (boi), CARNE SECA (bode) rapadura, farinha e requeijão, pra continuar sendo forte e tocar este Brasil adiante.


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Isto é carne de frango de verdade. E nenhum animal morreu

Startup americana investe em proteína animal cultivada em laboratório

Frango cultivado em laboratório da startup Memphis Meat (Memphis Meat/Reprodução)

São Paulo – Responda rápido: quando aquele filé de frango crocante chega estalando ao seu prato, você se pergunta de onde ele veio? Como foi produzido? Se foi criado em condições adequadas? Não espere uma resposta do coitado, porque….bom, a essa altura ele já está em outro plano. Mas, e se o animal não precisasse ser morto para você saciar seus desejos à mesa?
Isso já é possível, pelo menos tecnologicamente. E, não, não estamos falando de proteínas vegetais derivadas de soja, mas de carne de verdade. Nesta semana, a startup americana Memphis Meat anunciou o desenvolvimento dos primeiros filés de frango e de pato cultivados em laboratório.
Eles são produzidos a partir de amostras de células dos animais que, ao serem colocadas em uma solução com nutrientes químicos, crescem e se multiplicam formando o mesmo tecido do animal.
Quanto ao sabor, praticamente não há diferença em relação à carne de abatedouro, segundo os participantes da degustação promovida pela startup durante lançamento do produto nesta semana nos Estados Unidos.
O grande diferencial da carne de laboratório é a capacidade de atacar três problemas graves associados à produção convencional de proteína animal: a degradação do meio ambiente, a questão do bem-estar animal e as preocupações sanitárias e de saúde.
“A galinha e o pato estão na mesa de tantas culturas ao redor do mundo, mas a maneira como as aves convencionais são criadas acarreta grandes problemas para o meio ambiente, bem-estar animal e saúde humana. Nosso objetivo é produzir carne de uma forma melhor, para que seja deliciosa, acessível e sustentável, afirma Uma Valeti, co-fundadora e CEO da Memphis Meat em nota à imprensa. 

O único empecilho entre o seu prato e o frango high tech é o custo, atualmente proibitivo. Segundo o jornal The Wall Street Journal, meio quilo de carne de frango de laboratório não sai por menos de US$ 9.000 [sim, 9 mil dólares]”, mas esse custo está caindo rapidamente a cada novo lote, disse ao site Gizmodo Steve Myrick, vice-presidente de desenvolvimento de negócios da empresa.
A expectativa é de que, quando as carnes sem abate chegarem às lojas até 2021, o custo coincidirá com o da carne regular encontrada hoje nos mercados. E isso não é futurologia. O hambúrguer de laboratório apresentado ao mundo em 2013, pelo cientista Mark Post, da Universidade Maastricht, na Holanda, passou de 1 milhão de reais para pouco menos de 40 reais a unidade em dois anos.
“Qualquer consumidor que queira consumir [nossa] carne por razões éticas ou financeiras deverá ser capaz de fazê- lo e ter essa opção no mercado”, disse Schulze.
A plataforma tecnológica que a empresa está construindo para produzir carne sem sacrifício animal também permitirá que, no futuro, ela manipule a textura e o perfil nutricional de seus produtos, buscando agregar características mais saudáveis e nutritivas.
“Acreditamos realmente que este é um salto tecnológico significativo para a humanidade”, diz Valeti, “e uma  oportunidade de negócio incrível para transformar uma gigantesca indústria global e contribuir para resolver alguns dos problemas de sustentabilidade mais urgentes do nosso tempo”.
Na foto abaixo, um prato confeccionado com tiras de pato cultivado em laboratório pela startup:

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Ponte entre Brasil e Guiana Francesa é inaugurada

Entre outros eventos, a programação contou com o encontro de autoridades francesas e brasileiras no meio da ponte

Portal Amazônia, com informações do Governo do Amapá
Uma cerimônia simbólica organizada por uma comitiva de autoridades francesas marcou a abertura oficial da Ponte Binacional que liga o Amapá ao Platô das Guianas. O evento aconteceu sob uma fina chuva neste sábado (18) mas que não atrapalhou a programação.

Chefiando a delegação de autoridades brasileiras, o governador do Amapá, Waldez Góes, destacou que o funcionamento da Ponte Binacional aumentará a presença dos poderes centrais do Brasil e da França na fronteira de Oiapoque e Saint George. “Estou convicto de que a presença de órgãos do poder central das duas nações será intensificada nesta faixa de fronteira. E, com isso, chegam os investimentos e se fortalecem os compromissos com outros projetos para a região”, enfatizou o governador amapaense.


Foto: Wenndel Paixão/Secom


Waldez Góes exemplificou os investimentos que o Executivo tem para o município de Oiapoque, como a implantação de uma Escola em Tempo Integral, a licitação de 17 km de asfalto para a mobilidade urbana e a retomada do Programa Luz Para Todos, que beneficiará várias comunidades até o Distrito do Cassiporé.
Cerimônia
Entre outros eventos, a programação contou com o encontro de autoridades francesas e brasileiras no meio da ponte, logo após o corte das fitas que inaugurou a obra. As fitas tinham as cores das bandeiras do Brasil e da França. Depois do corte, elas foram cortadas em várias partes e entregues às autoridades brasileiras e franceses.

Em seguida, as delegações dos dois países percorreram a metade do trajeto do lado francês de mãos dadas representando a cooperação internacional entre os povos, com a fita do país vizinho no paletó. Eles fizeram o percurso até o dispositivo preparado do lado francês para a fala das autoridades. Na ocasião, os franceses deram as boas-vindas aos brasileiros.

Cooperação
“Esse é um momento que será muito frutífero para a relação do Brasil e da França. Os vizinhos brasileiros vão poder trabalhar junto conosco para o desenvolvimento dos dois países”, saudou o prefeito da Guiana Francesa, Martan Jaguer. As demais autoridades francesas destacaram a importância da cooperação internacional a partir da ponte.


 

Autoridades francesas e brasileiras se encontraram para a abertura oficial da ponte. Foto: Wenndel Paixão/Secom


Para o senador Randolfe Rodrigues (Rede), os dois povos devem se inspirar nos indígenas que há muitos séculos se relacionam sem nenhuma fronteira entre as etnias. “Este é o ensinamento que as populações originárias nos deixam. Que este exemplo inspire a partir da inauguração dessa ponte, a relação que teremos entre Amapá e Guiana Francesa”, enfatizou o parlamentar.
Entusiasta de movimentos culturais, o deputado federal Cabuçu Borges (PMDB) fez referência ao desenvolvimento cultural entre os dois países a partir da ponte. 
Também presente no evento, a ministra Vera Campelli, cônsul-geral do Brasil na Guiana Francesa, que expressou a grande expectativa em torno das outras etapas da abertura da Ponte Binacional. “A gente espera que não demore a definição dos acordos que estão pendentes para a liberação de cargas, passageiros e outras relações pendentes. Com o pleno funcionamento da ponte, podemos pensar em ampliar o comércio e outras frentes de cooperação”, avaliou.
O diretor geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Valter Casimiro, agradeceu aos parlamentares amapaenses que alocaram recursos para a construção do pátio aduaneiro do lado brasileiro. A obra está em fase de construção e a expectativa é que seja inaugurada até o segundo semestre deste ano.
Além do senador Randolfe Rodrigues e deputado federal Cabuçu Borges, a cerimônia de abertura da Ponte Binacional contou com a presença dos senadores Davi Alcolumbre (DEM), João Capiberibe (PSB), deputados estaduais Antônio Furlan (PTB) e Raimunda Beirão (PMB), prefeita de Oiapoque, Maria Orlanda, prefeito de Macapá, Clécio Luís Vieira, vereadores de Oiapoque e o presidente em exercício do Tribunal de Justiça do Amapá (Tjap), desembargador Gilberto Pinheiro. E, ainda, os secretários do Governo do Amapá.

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Ibama detalha regras sobre exportação de produtos da floresta

Ação foi promovida pelo Comitê Gestor do Plano Nacional da Cultura Exportadora (PNCE) do Estado do Amazonas

Portal Amazônia, com informações de assessoria

O seminário “Exportação de Produtos da Floresta”, promovido pelo Comitê Gestor do Plano Nacional da Cultura Exportadora (PNCE) do Estado do Amazonas em parceria com a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), discutiu na última quarta-feira (15) em Manaus as normatizações e regras que regem o processo de exportação de produtos e subprodutos que contenham matéria-prima de origem florestal, incluindo espécimes em risco de extinção.
 

As normas regem os processos de exportação de produtos com matérias-primas de origem florestal (Foto:Reprodução/Ronaldo Rosa)


A palestra foi ministrada pelo chefe da Divisão Técnico Ambiental do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama) no Amazonas, Geandro Guerreiro Pantoja, que destacou as principais regras definidas pela legislação ambiental. Em especial, artigos mencionados na Lei nº 11.284 de 2 de março de 2006 e na Lei 4.771 de 15 de setembro de 1965, e as Instruções Normativas (IN) do Ibama como a nº 21 de 23 de dezembro de 2014 e a de nº 15 de 22 de dezembro 2011, além da Portaria do Ministério do Meio Ambiente (MMA) nº 443 de 17 de dezembro de 2014.
DOF

Pantoja abordou ainda a normatização descrita no âmbito do sistema Documento de Origem Florestal (DOF), bem como orientações para procedimentos. O DOF é a licença obrigatória para transporte e armazenamento de produtos florestais de espécies nativas do Brasil. Outro tópico destacado foi sobre o processo de solicitação e emissão de licenças do Ibama para a importação, exportação e reexportação de espécimes, produtos e subprodutos da fauna e flora silvestre brasileira, e da fauna e flora exótica, constantes ou não nos anexos da Convenção Internacional sobre o Comércio das Espécies da Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção (Cites).

“De fato, esse tema do seminário contém muitas regras e recomendações e também dispõe de muitos documentos necessários. É assunto que daria para fazer um mestrado específico com alta carga horária. Mas, estamos à disposição dos interessados para esclarecer todas as dúvidas que tiverem”, frisou Pantoja.

O diretor do Ibama salientou ainda a implantação do Sistema Nacional de Controle da Origem e dos Produtos Florestais (Sinaflor), plataforma que controlará todo o processo da origem da madeira, do carvão e de outros produtos e subprodutos florestais, além de rastrear desde autorização de exploração até o transporte, armazenamento, industrialização e exportação. 

“É um sistema mais seguro e mais rigoroso. Já está sendo utilizado em fase de teste em Roraima e irá funcionar no Amazonas ainda nesse primeiro semestre”, informou.

A coordenadora geral de Comércio Exterior da Suframa, Sandra Almeida, frisou que o seminário marcou a abertura do calendário de atividades públicas do PNCE, atualmente coordenado pela autarquia. “Promovemos seminários como esses, de acordo com a demanda dos interessados em exportar. A aquisição desses conhecimentos específicos é essencial para o sucesso no empreendimento de quem quer vender produtos oriundos da fauna e da flora da Amazônia para outros países”, observou.
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Biopirataria na Amazônia será tema de audiência pública em Manaus

Objetivo é discutir como evitar a apropriação indevida do patrimônio genético e do conhecimento tradicional

 Redação
Foto: Gleilson Miranda/Secom AC

A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Caama) realizará, no fim de abril, uma audiência pública para debater a questão da biopirataria na Amazônia. O objetivo será ampliar e discorrer sobre como evitar a apropriação indevida do patrimônio genético e do conhecimento tradicional. 

O presidente da Comissão, deputado estadual Luiz Castro (Rede), solicitou a audiência depois de uma reunião, na quinta-feira (16), com a Secretária de Controle Externo no Amazonas do Tribunal de Contas da União (TCU), Lúcia de Fátima Ribeiro Magalhães. 

Conforme a secretária, o Tribunal realizou uma auditoria operacional destinada a identificar e conhecer as ações de combate à biopirataria do patrimônio genético da Amazônia, tendo como referência a atuação do Ibama no Estado do Amazonas. O trabalho foi apreciado por meio do Acórdão 2864/2016, do TCU.

Para a audiência pública, serão convidados o Ibama, o Centro de Biotecnologia da Amazônia, as secretarias de meio ambiente (municipais e estadual), além de organizações não-governamentais e outras instituições com trabalho nas questões ambientais.

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Museu do Amanhã leva título de Edifício Verde Mais Inovador

Inaugurado em 2015, museu se destacou por ações como uso das águas geladas do fundo da Baía de Guanabara em sistema de ar-condicionado e captação de energia solar

por Portal BrasilPublicado17/03/2017 11h50Última modificação17/03/2017 11h55
Foto: Tomaz Silva/Agência BrasilEdifício se destaca por ações de sustentabilidade como a captação de energia solar
Edifício se destaca por ações de sustentabilidade como a captação de energia solar
O Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, foi reconhecido como o Edifício Verde Mais Inovador do planeta durante o MIPIM Awards. A premiação é realizada na mais importante exposição mundial do setor imobiliário, que ocorre na cidade de Cannes, na França.
O espaço derrotou a construção 119 Ebury Street, em Londres, a sede da Siemens em Munique, na Alemanha, e o Värtan Bioenergy CHP-Plante, em Estocolmo, na Suécia.
Para o ministro do Turismo, Marx Beltrão, a premiação consagra um modelo vencedor de aproveitamento do ambiente urbano. “O Museu é um importante exemplo para o setor turístico no Brasil, tanto em relação à sustentabilidade quanto pela criação de atrativos que reforcem a movimentação de visitantes nos destinos nacionais”, destaca.
Cartão-postal sustentável
Inaugurado em 2015, no Pier Mauá, o Museu do Amanhã já recebeu 1,5 milhão de visitantes, uma média de 5 mil por dia, e é considerado um dos principais cartões-portais do Rio de Janeiro.
O edifício se destaca por ações de sustentabilidade como a captação de energia solar e o uso das águas geladas do fundo da Baía de Guanabara no sistema de ar-condicionado.
A unidade ocupa uma área de 15 mil metros quadrados e é fruto de um investimento de R$ 250 milhões, organizado em parceria entre a Prefeitura do Rio, a Fundação Roberto Marinho e com patrocínio do Banco Santander.
Presente à premiação, o secretário-geral da Fundação, Hugo Barreto, agradeceu ao ministro Marx Beltrão pelo apoio à divulgação da candidatura do espaço.
Durante o MIPIM, o estande do MTur foi palco da distribuição de materiais e de um vídeo sobre o museu. Com as iniciativas sustentáveis adotadas, a estimativa é de que o museu economize anualmente 9,6 milhões de litros de água e 2,4 mil Megawatts/hora de energia elétrica.

Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério do Turismo
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Brasil somará 16 sítios em lista internacional de proteção de áreas úmidas

Três unidades de conservação, administradas pelo ICMBio, serão incluídas à Lista de Ramsar, que já reconhece 13 áreas nacionais

por Portal BrasilPublicado17/03/2017 16h13Última modificação17/03/2017 16h24
Divulgação/ICMBio

Desde sua adesão à convenção, em 1996, o Brasil promoveu inclusão de 16 unidades de conservação à Lista de Ramsar

O Brasil contará, agora, com 16 sítios de Ramsar, que são zonas úmidas de Importância Internacional. Três novas propostas de áreas aprovadas pelo País junto à Convenção sobre Zonas Úmidas de Importância Internacional, sediada na Suíça, serão somadas com outros 13 espaços delimitados já reconhecidos.
A lista conta com o Parque Nacional de Anavilhanas (AM), o Parque Nacional do Viruá (RR) e a Estação Ecológica do Taim (RS) – unidades de conservação (UCs) geridas pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
O anúncio oficial será feito durante as celebrações do Dia Mundial da Água, em 22 de março. A certificação ocorrerá ainda no primeiro semestre de 2017, em data a definir.
Zonas úmidas
A Convenção sobre Zonas Úmidas de Importância Internacional, mais conhecida como Convenção de Ramsar, estabelece marcos para ações nacionais e para a cooperação entre países com o objetivo de promover a conservação e o uso racional de áreas úmidas no mundo. Essa iniciativa está fundamentada no reconhecimento, pelos países, da importância ecológica e do valor social, econômico, cultural, científico e recreativo de tais áreas.
O presidente do ICMBio, Ricardo Soavinski, considera as áreas úmidas muito importantes pela sua biodiversidade e, sobretudo, pelos importantíssimos serviços dos ecossistemas que elas prestam.
“As unidades de conservação são a melhor forma de conservar os ecossistemas e prestar esses serviços à sociedade e, por isso, devem ser reconhecidas e prestigiadas”, ressalta.
Segundo Soavinski, o reconhecimento de uma convenção internacional, como a de Ramsar, agora também para os parques nacionais de Anavilhanas e do Viruá e para a Estação Ecológica do Taim, valoriza os esforços feitos pelo Brasil e promove interações internacionais de aprendizado que permitem a melhoria da gestão feita pelo ICMBio.

Convenção

Desde sua adesão à convenção, em 1996, o Brasil promoveu a inclusão de 16 unidades de conservação à Lista de Ramsar, o que permite a obtenção de apoio internacional para desenvolvimento de pesquisas, o acesso a fundos internacionais para financiamento de projetos e a criação de um cenário favorável à cooperação internacional.
Em contrapartida, o Brasil assume o compromisso de manter as características ecológicas dos sítios – os elementos da biodiversidade e os processos que os mantêm – e deve atribuir prioridade para sua consolidação diante de outras áreas protegidas, conforme previsto no Plano Estratégico Nacional de Áreas Protegidas.
Fonte: Portal Brasil, com informações do ICMBio e MMA.
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Wangari Maathai, uma mulher pelo Quênia e pelas árvores

“Os cidadãos fazem as pequenas coisas e isso é que faz a diferença. Minha pequena coisa é plantar árvores”Wangari Maathai
 Por Giuliana Ferrari               
Wangari Maathai. Foto: Martin Rowe/Oregon State University

Quando se fala de heróis e ídolos da ciência, muito se diz sobre o papel dos homens, e pouco, ou menor reconhecimento, é dado às mulheres que estiveram lado a lado dessas figuras históricas. Empunhando a própria ciência, elas lutaram e lutam contra a corrente de um mundo imperiosamente masculino. Os obstáculos não são poucos, mas acredito que, ao contar a história de mulheres importantes para o mundo, seja possível traçar um fio de esperança e motivação às meninas e mulheres do mundo que estejam interessadas na formação de conhecimento científico e na preservação da Natureza. E é com base nesta última que este artigo vos apresenta uma mulher fantástica: Wangari Maathai, a fundadora de um programa aclamado internacionalmente de replantio de áreas inteiras degradadas no Quênia, no Leste da África.
Wangari Muta Maathai nasceu na área rural de Nyeri, Quênia, no dia primeiro de abril de 1940. Estudou em ambientes católicos por toda a vida e após concluir os estudos em uma escola só para meninas recebeu a oportunidade de viajar para os Estados Unidos e estudar na St. Scholastica College em Atchison, Kansas, onde adquiriu o diploma em Ciências Biológicas. Wangari sempre foi apaixonada pela riqueza e diversidade de sua terra natal; quando criança, brincara por entre nascentes de rios e aprendera a respeitar as forças naturais. De volta ao Quênia, Wangari tornou-se a primeira mulher no Leste e Centro da África a ter o título de PhD, e a primeira mulher a ingressar como professora associada e também presidente do Departamento de Anatomia Veterinária da Universidade de Nairóbi.
Em seu livro autobiográfico, Unbowed, Wangari discorre sobre os inúmeros desafios que permearam sua vida acadêmica. Desde o descontentamento e eventuais sabotagens de seus colegas homens que não suportavam ver uma mulher como chefe do Departamento, a dissabores com o então presidente do Quênia, Daniel arap Moi, em uma época de extrema instabilidade política neste país até então unipartidário.
Em 1979, após um complicado e público divórcio, no qual tabloides aproveitaram as declarações de seu marido Mwangi de que ela era uma mulher “impossível de se domar” e com um “gênio muito forte”, Wangari viu-se em um mar de problemas. Foi presa por desacato, desalojada da casa provida pela Universidade devido aos custos do processo e obrigada a deixar os filhos com o ex-marido enquanto tentava arranjar outro emprego.
Em 1982, Wangari foi impedida de assumir o cargo de representante de sua região natal no Parlamento e, quando levou o caso à corte judicial, o juiz presente negou a legitimidade da representação com base em uma acusação ilegal de falta de documentos.
Wangari era parte da tribo dos Kikuyus, a mais populosa do Quênia, e devido a complicações ideológicas pós-colônia, muitos quenianos viam com desconfiança Kikuyus à frente do governo. Assim, quando Wangari se candidatou à presidência do Conselho Nacional de Mulheres do Quênia (NCWK, em inglês), armações políticas impediram por duas vezes seu sucesso, embora ela tenha conseguido o cargo de vice em 1980. Após conseguir finalmente o cargo de presidente do Conselho, o presidente Moi retirou grande parte do apoio financeiro e condenou NCWK à falência.
Muitos poderiam ter desistido após essa onda de infortúnios e sabotagens políticas e pessoais. Wangari tinha o apoio internacional de cientistas e grupos humanitários, mas era odiada por metade do Quênia e virou a persona non-grata de ninguém menos do que o presidente do país.
Cinturão Verde
Em entrevista. Seattle, 2009. Foto:
Em entrevista. Seattle, 2009. Foto: s pants/Flickr
"O plantio de árvores em áreas degradadas não é um simples ato de romantismo ingênuo"
Porém Wangari Maathai não era mulher de desistir. Durante sua estadia no Conselho Nacional de Mulheres, Wangari fundou o The Green Belt Movement (Movimento do Cinturão Verde, em tradução livre) em 1977. Este movimento era uma resposta a um problema ambiental crescente nas planícies anteriormente férteis: os rios estavam secando e as mulheres reclamavam da diminuição de comida, além da dificuldade de conseguir lenha. Wangari percebeu uma linha lógica na situação: os rios morriam porque as árvores que seguravam a erosão do solo eram exploradas maciçamente pela indústria madeireira.
Como bióloga, mulher e humanitária, Wangari sabia que o problema, espalhando-se pelo Quênia, levaria famílias à miséria. Como é comum em situações de insegurança social, mulheres e crianças são os que sofrem o pior baque. Juntando-se a mulheres interessadas em mudar o paradigma, Maathai fundou o movimento e começou uma ação teoricamente simples, mas com um alto poder transformador: plantar árvores.
O plantio de árvores em áreas degradadas não é um simples ato de romantismo ingênuo. Árvores de raízes extensas e profundas seguram as partículas de terra em blocos, impedindo o carreamento de grande quantidade de solo por chuva e vento, além de auxiliarem na criação e manutenção de lençóis freáticos. Em uma perspectiva mais ampla, o replantio de florestas também permite o retorno e a chegada de animais que foram expulsos pela degradação, além de manter a biodiversidade da área e diminuir o risco de extinção de espécies confinadas a pequenos fragmentos florestais.
A sacada genial de Wangari foi aliar a demanda pela restauração das áreas com uma segunda demanda igualmente urgente: dinheiro para as famílias. Maathai angariou um fundo monetário para pagar uma pequena quantia por cada árvore plantada e, reconhecendo a falta de apego à terra como um dos problemas crescentes no Quênia, montou seminários e grupos de discussões para informar os participantes de seus direitos cívicos e envolvê-los na educação ambiental.
Durante a expansão do Green Belt Movement (GBM), Wangari enfrentava problemas financeiros pessoais e dentro do próprio movimento. Um resgate foi provido por Wilhelm Elsrud, da Sociedade Florestal da Noruega, ao oferecer uma parceria com o GBM, e o cargo de coordenadora a Wangari. Com o novo emprego, Maathai foi capaz de deslocar todos seus esforços para o programa. Mais dinheiro permitiu assalariar também os maridos e filhos das mulheres que plantavam árvores, os quais ao serem alfabetizados podiam manter registros precisos das sementes e plântulas plantadas.
Nem mesmo com o sucesso do Movimento Wangari conseguiu se desvencilhar das armadilhas políticas de Moi. No final da década de 80, o presidente insistiu que o Conselho Nacional de Mulheres devia se preocupar apenas com "questões femininas" - ignorando o panorama integrado de fatores sociais e ambientais - o que implicou na saída de Wangari do NCWK para se dedicar exclusivamente ao GBM. Em outubro de 1989, Maathai soube de um plano para construir um complexo midiático no meio do Parque Uhuru, perto do centro financeiro de Nairóbi. Protestos liderados por Maathai foram classificados pelo presidente Moi como liderados por uma "mulher louca" e eventualmente ela foi presa com os demais manifestantes reunidos no parque.
À época Wangari já era reconhecida internacionalmente e pressão foi feita para que ela fosse libertada. Com o reconhecimento de seu trabalho, Wangari conseguiu expandir os trabalhos do GBM e o levou para além do Quênia. Seu objetivo agora era unificar toda a África em um ideal comum: a conservação de suas águas e restauração de suas florestas.
Wangari Maathai. 2007. Foto: Center for Neighborhood Technology
Wangari Maathai. 2007. Foto: Center for Neighborhood Technology/Flickr
Wangari representa a junção necessária do pensamento ecológico com as demandas humanitárias em um planeta abarrotado. Ela sabia que não se pode resolver um problema ambiental sem trazer os habitantes das áreas próximas à causa e sem mitigar e aliviar os efeitos negativos de uma população exposta a diversos problemas sociais. A derrubada de florestas inteiras tem alterado o ciclo de chuvas e condenando áreas degradadas a secas prolongadas, em um processo conhecido como desertificação.
Os problemas enfrentados pelo Quênia na época, e que infelizmente se estendem até hoje, não são exclusivos deste país africano: séculos de políticas expansionistas imperialistas nas Américas, na África e na Oceania, aliadas a posteriores governos corruptos e mal gerenciamento de recursos, criaram uma matriz complexa de áreas densamente povoadas encravadas em hotspots de biodiversidade cada vez mais ameaçados. Hoje, desertificação e fragmentação de habitat por espécies exóticas são as principais ameaças à biodiversidade do planeta; de certa forma, ações integradas como a de Wangari Maathai não são apenas inspiradoras: são o símbolo de uma necessidade.
Wangari Maathai deixou um extenso legado. Escreveu 4 livros e ganhou cerca de 50 prêmios nacionais e internacionais - incluindo o Nobel da Paz de 2004 pelo seu trabalho humanitário, e o Conservation Scientist Award da Columbia University (USA) no mesmo ano. Em 2009 Wangari foi nomeada Mensageira da Paz pelas Nações Unidas, levando a mensagem de plantio baseado em comunidades locais pelo mundo. Mas as vidas de símbolos mundiais também são finitas, e em 25 de setembro de 2011, aos 71 anos, Wangari faleceu devido a complicações de um câncer nos ovários. Entretanto, o GBM continua vivo e em ação.
O legado de Wangari Maathai nos ensina a incentivar as meninas a também sentirem amor pela ciência, e o GBM continua vivo e em ação. Em um mundo urgente por medidas de conservação ambiental a longo prazo, e por mudanças na mentalidade pública quanto aos problemas ambientais de sua região, precisamos sim de mulheres de “gênio forte”. Política e ambientalismo nunca foram assuntos excludentes para Maathai. Por que seriam? Estratégias de conservação baseadas única e exclusivamente em áreas isoladas são cada vez mais uma raridade. É preciso engajar a sociedade para realizar projetos efetivos e duradouros. Mais que isso, precisamos de pessoas apaixonadas pela natureza e sua biodiversidade, que combatam a corrente de destruição com afinco e empatia. E empatia, para a mulher incrível que foi Wangari Maathai, é a palavra que reverbera.

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VIDHA LINUS

CONSULTORIA AMBIENTAL LICENÇAS,ELABORAÇÃO EIV, PRAD. Av Radial B, 122 Bairro Mangueiral CEP 42807-380 CAMAÇARI - BAHIA 71 3040 5033 99168 5797 VBRAMBIENTAL@YAHOO.COM.BR

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