Meio Ambiente & Desenvolvimento Humano

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sábado, 15 de abril de 2017

Várzea da Roça - Moradores se reúnem para criar medidas de proteção a fauna e flora da Caatinga


15 abril 2017 19:56h
VALDIR RIOS


Motivados pelo ressurgimento de algumas espécies animais nativos da caatinga, amigos,  amantes da natureza e autoridades se reuniram neste sábado (15), na Câmara de Vereadores de Várzea da Roça, no período da tarde.

Estiveram presentes o comerciante Sidney Sales da Cruz Rios, contador Valfredo Barreto Rios, O presidente da Câmara e vereador Jamilson Nunes e José Maciel, o Secretário de Educação Milton Filho, os ambientalistas, Alan Araújo , Roque O. Rios e Renato Trindade, o Engenheiro Ambiental Valdir Barreto Rios e a Psicóloga Vânia Cássia Silva de Oliveira.
A iniciativa visa fortalecer ações que garantam a preservação da caatinga (fauna e flora) tendo de imediato a meta de conscientizar os caçadores a não caçar e matar espécies como veado catingueiro, tatu, tamanduá aves que até então dava por extinto na região e passou a ser avistado ultimamente com maior frequência.

A ideia é transformar os fazendeiros, proprietários rurais e caçadores em protetores, transformando-se em Amigos da Caatinga.  Para tanto vai ser desenvolvido um trabalho direto com estas pessoas, visando a mudança dos seus hábitos.

Outras frentes foram criadas e algumas reivindicações feitas tanto ao Secretário de Educação Milton Filho, como a Presidente da Casa SR. Jamilson Nunes e ao vereador José Maciel. Ao Secretário foi solicitado a comemoração do dia 05 de junho (meio ambiente) e implantação da Educação Ambiental como disciplina escolar a partir de 2018 conforme prevê LEI Nº 12.056 DE 07 DE JANEIRO DE 2011 que “Institui a Política de Educação Ambiental do Estado da Bahia”.

Para Milton Filho a proposta vem em um momento importante já que somos testemunhos da devastação e dos problemas ambientais que se tem enfrentado por conta da intervenção humana, “sentarei com a equipe para avaliar a forma de atender o pleito” disse.
Aos vereadores foi solicitado a criação de leis que torne mais rígido o controle de herbicidas e outros defensivos no município, de forma que possa amenizar a contaminação do ar, solo e da água.

De imediato ficou acertado campanhas educativas em rádio, redes sociais, carro de som, panfletos e outras frentes nas comemorações do 1º de maio.

Nova reunião ficou marcada para criar ou fortalecer uma entidade voltada às causas ambientais, buscar uma atuação mais firme das autoridades policiais, MP-BA e INEMA, devendo ainda elaborar uma proposta a ser levado ao Executivo Municipal no sentido de criar a Secretária de Meio Ambiente pra fazer valer as Leis Ambientais no município.
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domingo, 2 de abril de 2017

Quanto vale a vida de um bandido?


02 mar 2017  11:41h
VALDIR RIOS

Imagem: ONU (2014)
A inoperância da justiça e o substancial aumento do  crime, faz com que  a sociedade banalize a vida fazendo justiça com as próprias mãos, esquecendo as regras da Lei tornando o convívio social ainda mais instável.

Não é difícil ouvir relatos de que pessoas ocupando cada vez mais o lugar da justiça, fazendo com que ela aconteça nos moldes “olho por olho e dente por dente”.

Os registros destas barbáries,  circula nas redes sociais e pessoas sentem prazer diante das imagens gravadas e vistas nas câmaras de celulares. Chegou-se a um limite do absurdo, que não dar pra dividir qual maior frieza se de quem assiste ou grava tal sena (como se o fosse cinegrafista de um filme de terror).

Algumas  leis criadas  valorizam muito mais o cidadão que se torna bandido, do que ajudar a manter o cidadão firme nos ideais da boa conduta. Esta desvirtuação dos valores éticos é provado em algumas  comparações:

a)    Salário mínimo pago ao trabalhador 933,00,
 auxilio reclusão:
A partir de 01/01/2017
1.292, 43
PORTARIA N°8, DE 13/01/2017
Acesso 01/04/2017: http://www.previdencia.gov.br/servicos-ao-cidadao/todos-os-servicos/auxilio-reclusao/valor-limite-para-direito-ao-auxilio-reclusao/
b)    STF, “famílias de presos mortos têm direito à indenização” (G1,2017).
Pergunta: As das vitimas não tem?
c)    Custo com preso     X   custo com aluno
Um preso no Brasil custa R$ 2,4 mil por mês e um estudante do ensino médio custa R$ 2,2 mil por ano. (CNJ, 2016)

Segundo Ministério da Justiça (2013) as estatísticas podem criar um raio X do crime, apresentando predominância de sexo, cor, escolaridade, localização e  determinada classe social. 

Estes dados e muitos outros deveriam servir como base para mudar esta realidade, já que são sistematizados com objetivos de criar novas ações e políticas sociais  para reduzir os números da  criminalidade.

A meu ver existem duas linhas, uma de quem quer viver sob as regras sociais e com dever de cumpri-la, outra a de quem prefere está na contra mão, infringindo os preceitos mínimos que regem ou pelos menos deveriam reger uma convivência harmoniosa entre os membros desta sociedade. O resto é discussão jurídica, social e cultural, cabendo interpretações diversas ao olhar de cada um.

As leis que levam os delinquentes aos presídios (quando isso acontece) não traz resultados favoráveis, devidos a alguns fatores:

  • ·         Sistema penitenciário falido,
  • ·         Superlotação;
  • ·         A nossa lei não tem vez dentro do sistema carcerário, as regras lá são próprias;
  • ·         Os melhores e mais aparelhados escritórios do crime organizado ficam dentro dos presídios, sendo seu custeio bancado por trabalhadores e mantido sobre a vigília do Estado;
  • ·         A corrupção também opera no sistema carcerário;
  • ·         A melhor faculdade do crime está implantada dentro do sistema prisional.
Diante dos fatos explicitados, torna-se necessário criar um modelo onde o preso se qualifique, trabalhe pra se sustentar e arcar com os danos causados a sociedade. Devendo enquanto encarcerado, se qualificar, adquirir uma profissão e se preparar para viver como cidadão quando resgatar   sua liberdade. 

Se privatizam  outros setores, por que não as cadeias e penitenciárias? Por que não melhorar a atuação do poder judiciário?

Na versão atual, a conta paga por todos brasileiros para melhorar o caráter do indivíduo infrator, não funciona, pois o sistema o devolverá ainda pior do que recebeu.

Se estes recursos fossem aplicados em educação e geração de oportunidades, não existiriam tantos jovens infratores e criminosos. 

O melhor caminho nestes tempos de Lava Jato,  será cobrar soluções  a curto e médio prazo, substituindo o longo prazo pelo termo urgência, já que estamos próximo a um colapso social e as pessoas descrentes da justiça e da força policial, estão tomando  pra si o direito de fazer justiça com as próprias mãos.

Alguns quesitos ajudariam  a reduzir a extensa fila dos delinquentes com destino às faculdades do crime (penitenciarias e casas de detenções). exemplos:

  • A presença do Estado com suas políticas públicas;
  • Formação inicial na educação de base até o ensino superior de qualidade com acesso a todos, conforme direito Constitucional;
  • A atenção do setor público e da própria sociedade na preparação profissional voltado a ocupação laboral e ou produtiva, de acordo com a necessidade local desde o campo às pequenas e grandes cidades;
  •  A reinserção dos valores da Familiar na sociedade contemporânea, com base no respeito mutuo de modo permitir o convívio com as diferenças e  novos contextos sociais.
É difícil  crê numa reformulação para sociedade justa, enquanto grande parte dos governantes sendo corruptos continuarem a utilizar da caneta do poder para ditar regras e manobrar o destino do povo em seu próprio favor.  

O certo é que diante deste cenário continuaremos por muito tempo sem saber o real valor da vida, seja ela do bandido ou do honesto.
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terça-feira, 28 de março de 2017

Cachoeira-BA, Associação Amigos do Rio Paraguaçu volta a demarcar espaço na defesa das questões ambientais


AARP, retoma às atividades após período de recesso

28 Mar 2017  21:11h

VALDIR RIOS  (contribuição PAULA BONATTO)

FOTO (AARP)


Em  ato simples aconteceu  neste sábado (25), a comemoração dos 22 anos da Associação Amigos do Rio Paraguaçu  – AARP. Paralelo a este evento ocorreu a reunião de trabalho para apresentação de propostas a autoridades do município. 

Além de  festejar a data, foi apresentada o novo plano ambiental da AARP aos Secretários Municipais presentes,  o Vice-Prefeito e Sec. De Educação Gevaldo Simões  e Edgar Moura  de Meio Ambiente . 

O local escolhido para o evento foi o Solar Pitanga um antigo e histórico casarão da cidade, que em tempo primórdios manteve uma pequena turbina geradora de energia elétrica para cidade.

Sediada na cidade de Cachoeira Bahia, a instituição que estava  com suas atividades em  recesso, retoma os trabalhos, com nova roupagem no sentido de participar  com maior força das questões ambientais, tanto de Cachoeira como da região, especialmente em localidades com interesse comum na preservação do Rio Paraguaçu.

Alem das autoridades  e diretoria se fizeram presentes o corpo técnico (voluntários) da entidade sendo estes : Psicóloga, biólogo, engenheiros de pesca, ambientais, florestal e elétrico, tendo sido apresentado a todo grupo esclarecendo o papel dentro da AARP. 

O ponto alto da reunião foi a fala dos secretários, que se mostraram bastantes otimistas com a retomada das atividades e os  frutos que a parceria Município e AAPR poderão proporcionar a população. “O engajamento da sociedade, faz com que o poder público busque dar respostas mais rápidas às questões sociais e juntas faz com que os resultados alcançados sejam os ideais” disse Simões. 

De pronto o Secretário de educação se comprometeu inserir a disciplina Educação Ambiental junto a disciplina de Patrimônio, afirmando ser forma eficaz pra já haver esta formação nas escolas de Cachoeira a partir 2017. Ainda sobre a ligação entre as duas disciplinas Patrimônio/Meio Ambiente, ele afirma que o maior patrimônio da humanidade é o meio ambiente o que justifica esta fusão.




Para Edgar Moura secretário de Meio Ambiente, a AARP exercerá um papel primordial no sentido de ajudar no processo de mobilização e educação ambiental, já que a entidade poderá atuar além-fronteiras do município. 

Segundo Moura parte dos resíduos sólidos que impactam o meio ambiente no município, tem como origem municípios vizinhos. Estes resíduos chegam até o município através das águas do Paraguaçu.

Neste momento onde o meio ambiente pede socorro é essencial que este movimento que AARP promove se estenda a reuniões nos bairros, nas escolas, junto às famílias e com demais autoridades inclusive o Prefeito municipal, para que assim todos juntos possamos fazer muito mais por Cachoeira e região, afirmou Moura.


Uma das questões ambientais muito discutida, foi a presença de espécies da fauna e flora marinha em locais do rio onde antes era a água doce do Paraguaçu que ditada o domínio aquático. Este fato segundo membros e moradores, mostra um total desequilíbrio ambiental decorrente de fatores antrópicos devido mau uso dos recursos naturais, principalmente pelos barramentos fluviais  existentes a jusante.

Após o evento  o Engenheiro Elétrico Ariosto da Luz , a Administradora e graduanda em Ambiental Paula Bonatto e o Artista Plástico Tau Tourinho participaram do Programa da VIVA VOZ FM, Rádio Sustentabilidade, falando sobre a AARP, Energias Renováveis, entre outros assuntos com o Engenheiro e Radialistas Valdir Rios e Ademario Pires.

Segundo Diretoria da AARP em breve as reuniões e atividades serão abertas a comunidade, voluntários e interessados nas causas ambientais.


 
  FOTOS  (AARP)
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domingo, 19 de março de 2017

O combate a alguns alimentos regionais, aplicação da Lei ou pretextos outros?

Operação Carne Fraca, o que ela nos diz?

19 mar 2017 22:23h
VALDIR RIOS


As feiras livres do interior, sempre foi espaço único de exposição e venda de  alimentos, tipicamente regional.  

Ir ao interior e não experimentar uma carne do sol com feijão de corda ou bode seco com farofa d’água, com diz o ditado  é o mesmo que “ir a Roma e não ver o Papa”.

Foto: Zuriel Rios


Alguns produtos que se destacam com produção ligada ao homem do campo:
·         
  • Derivados do leite

Requeijão, queijo, manteiga de fazenda e manteiga de garrafa;
  • ·         Doces

Doce de leite, mamão, de mandioca, cocadas (coco, ouricuri, leite), rapadura e vários outros produtos
    Pêta, alimento feito de fécula de mandioca
  • ·         Derivados da mandioca

Tapioca (goma), Beiju (tapioca), Quebradinha (espécie de beiju quebrado), farinha, biscoito, brinvidade, peta ...;
  • ·         Da produção animal

Ovos de quintal , galinha caipira (quintal), carne seca (bode), e carne do sol (boi).



Estes são poucos dos  produtos que apesar da perseguição do ESTADO, ainda se acha em algum município do interior da Bahia, caso não se tenha um amargo prenuncio da presença de agentes da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia - ADAB.

Longe de questionar a aplicação da Lei, o que se devia esperar do Estado é o apoio para que estes produtos sejam negociados em perfeitas condições  de higiene e outras garantias sanitárias.

Os mecanismos do governo devem agir como  parceiro do pequeno produtor, de forma a preservar as tradições, fomentando a economia local.

O pequeno produtor poderia até ser punido desde quando o ESTADO  fornecesse condições igualitárias, ao trato a que se dá aos grandes empresários. 

Desta forma, facilitando  acesso ao credito, capacitação e carga tributária diferenciada de modo a tornar estes produtos acessíveis tanto aos clientes de sempre, bem como novos mercados.

Ao invés disso o que se vê é representantes do Governo, de forma truculenta,  e desrespeitosa, a destruir produtos de pais e mães de família que trazem um pouco do que possuem, em lombos de jumentos e bicicletas, para depois de vendidos nas feiras livres, garantir um pouco de feijão a mesa, de forma a saciar a fome nestas difíceis épocas de seca.

O que se espera diante desta operação “CARNE FRACA” é que o governo urgentemente, reveja as políticas voltadas aos alimentos regionais.

Em épocas, em que ate o milho que se dar a galinha, está impregnados por produtos perigosos ao ponto de matar varias destas aves de um produtor na cidade de Várzea da Roça, é questionável às ações dos tipos que a ADAB, tem promovido ultimamente no interior da Bahia,

Garantir aos consumidores produtos sem agrotóxicos, conservantes químicos ou substancias desconhecidas, que maiores males causam a saúde da população, deveria ser a verdadeira obrigação do Estado.

O produto regional, as comidas típicas também são patrimônios de um povo. Assim, torna necessário discutir e adequar a aplicação da lei à esta produção, já que o nordestino precisa continuar a comer CARNE DO SOL (boi), CARNE SECA (bode) rapadura, farinha e requeijão, pra continuar sendo forte e tocar este Brasil adiante.


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VIDHA LINUS

CONSULTORIA AMBIENTAL LICENÇAS,ELABORAÇÃO EIV, PRAD. Av Radial B, 122 Bairro Mangueiral CEP 42807-380 CAMAÇARI - BAHIA 71 3040 5033 99168 5797 VBRAMBIENTAL@YAHOO.COM.BR

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