O Sertanejo terá que contar com a fé, cobrar e ajudar a preservar o Jacuipe, para que seus tormentos não sejam ainda maiores
03 Fev 2017 18:10
Valdir Rios
Cidade São josé do Jacuipe - Divisa com Várzea da Roça |
Confiante
em suas visões distorcidas, parte da população assim como gestores públicos
descomprometidos, não tem dado a devida atenção aos problemas que
continuadamente tem dado causa a morte dos rios. Neste dilema, com todo esse descaso, a recuperação torna-se mais difícil e
obviamente mais cara.
Assim,
neste habito degradante, para a maioria
da população, toda esta problemática não é algo questionável ou se é, suas
atitudes na demonstram isso. Tanto que transparece ser natural os contaminantes
oriundos de esgotos, agrotóxicos, até lixo e efluentes hospitalares que vem rio
acima (jusante) fazerem parte do seu dia a dia convivendo com tudo isso sem
nenhuma ou pouca atitude tomar.
Apesar
do rio percorrer um trecho de 437 Km, até chegar a sua foz no Rio Paraguaçu, observando-se
em alguns pontos e pontes da BA 130 e BR 324, é possível, por meio de uma amostragem simbólica, verificar
que a situação do Jacuípe, se agrava em Gavião, Riachão e Feira de Santana. No
município de São José do Jacuípe na divisa com Várzea da Roça, apesar das
baronesas denunciar um certo volume de carga orgânica, ainda assim, a olho nu, o
rio, apresenta um quadro melhor devido a retenção que as barragens do França,
Morrinhos e de São José fazem com parte das impurezas.
O
Rio Jacuípe é o principal afluente do Paraguaçu, que por sua fez abastece
grande parte das cidades do recôncavo e da capital baiana (Salvador). Apesar da
qualidade das suas águas serem questionadas, abastecem ainda assim os
municípios do Vale a qual leva seu nome, e numa espécie de blender com as águas
da Barragem de Pedras Altas, também sai dos reservatórios feito em sua calha
uma média de 50% das águas que matam a sede da população da região Sisaleira.
A
gestão das águas neste e demais rios da região tem sido uma caixa preta que
poucos possuem o acesso e quase nada de concreto há de informação. Tendo a
certeza apenas do abandono governamental que por décadas permeia o rio, tendo o descaso levado a morte, agravado, com pesca predatória, uso
indiscriminado de agrotóxicos (principalmente em lavouras que por muito tempo
era cultivadas às sua margens), a aplicação de herbicidas, e o avanço da
destruição da Caatinga.
Somente
resta crê que uma população consciente, gestores novos com maior compromisso
ambiental e um Ministério Público da Bahia e um INEMA atuante, possa dar uma
repaginada na história desse e tantos outros rios que estão morrendo, para que
também não morra aqueles que dependem destas águas para sobreviver.
Tendo
uma carga tributária alta como é no Brasil, que se trabalha quatro dos doze
meses do ano pra repassar pro governo, seria de esperar melhor eficiência na
gestão dos recursos naturais e nos serviços essências e indispensáveis a população.
VALDIR BARRETO RIOS
Eng. Ambiental e Radialista
71 9 9168 5797 (zap)
vbrambiental@yahoo.com.br
Parabéns Valdir, muito bem narrado a história do nosso grandioso Rio Jacuípe, que vem contribuindo tanto para a sobrevivência de muitas gentes, financeiramente e tbm na alimentação; para o ser humano, e como tbm animal, é lamentável o que vem acontecendo, pena que muitos não tem a compreensão de zelar e preservar sua própria saúde, e o bem que tanto lhe serve!!!
ResponderExcluirObrigado, precisamos cobrar maiores ações, porque as ações ambientais tem ficado muito nos discursos de políticos e empresas, além disso a população precisa reconhecer e agir, sem os recursos naturais não haverá vida.Abraços
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