Meio Ambiente & Desenvolvimento Humano

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Inteligência artificial identifica pensamentos suicidas

Algoritmo é capaz de avaliar as alterações produzidas no cérebro quando pacientes pensam em conceitos relacionados ao suicídio

2 nov 2017, 14h57 - Publicado em 31 out 2017, 16h39
fonte:VEJA.COM


Uma equipe de pesquisadores desenvolveu um novo algoritmo capaz de identificar pessoas com pensamentos suicidas, analisando alterações produzidas no cérebro quando os pacientes pensam em conceitos relacionados ao suicídio, como “morte”, “crueldade” e “problemas”. A inteligência artificial, criada por cientistas americanos, foi descrita em uma pesquisa publicada nesta segunda-feira na revista científica Nature.
Segundo a publicação, o suicídio é a segunda causa de morte entre os adultos jovens nos Estados Unidos e o estudo oferece um novo foco para poder avaliar a desordem psiquiátrica. “Obtivemos uma janela para o cérebro e para a mente, esclarecendo como as pessoas com pensamentos suicidas pensam sobre conceitos relacionados com o suicídio e as emoções”, explicou o coautor do estudo, Marcel Just, professor de psicologia da Universidade Carnegie Mellon, nos Estados Unidos. “O que é central nesse novo estudo é que podemos dizer se alguém está pensando em se suicidar pela maneira como pensa sobre assuntos relacionados com a morte.”
Para chegar à descoberta, os pesquisadores apresentaram uma lista de dez palavras relacionadas com a morte, outras dez com conceitos positivos e outras com ideias negativas a dois grupos. Um dos grupos era formado por dezessete pessoas com conhecidas tendências suicidas e o outro por dezessete pessoas sem essa tendência.
Eles desenvolveram um algoritmo capaz de identificar reações a seis conceitos que discriminavam os dois grupos. Durante o experimento, os participantes deveriam pensar sobre cada conceito enquanto estavam conectados a um scanner cerebral.
O programa conseguiu identificar com 91% de precisão se um participante pertencia ao grupo de indivíduos com tendências suicidas. Os especialistas também fizeram um experimento similar para determinar se o algoritmo poderia detectar aqueles que tinham tentado suicídio. O programa teve 94% de precisão.
“Mais exames sobre essa abordagem com uma maior representação determinarão a habilidade [do algoritmo] de prever um futuro comportamento suicida”, indicou o outro coautor do estudo, David Brent, do Departamento de Psiquiatria da Universidade de Pittsburgh, também nos Estados Unidos. “Isso poderia dar aos médicos, no futuro, uma maneira de identificar, supervisionar e, talvez, intervir nesse pensamento alterado e distorcido que caracteriza as pessoas suicidas”, completou o cientista.
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Por que este é o momento mais perigoso para a humanidade?

As mudanças climáticas e a guerra nuclear são as maiores ameaças a serem enfrentadas em meados do século


fonte:elpais
Imagem do filme 'Mad Max: Fúria na estrada'.
imagem do filme 'Mad Max: Fúria na estrada'. WARNER BROS

A humanidade já esteve a ponto de desaparecer. Foi depois da terrível erupção vulcânica de Toba, na Indonésia, há 75.000 anos. Esta enorme erupção lançou tal quantidade de materiais na atmosfera que causou "efeitos comparáveis aos cenários de inverno nuclear". "A população humana parece ter passado pelo gargalo da garrafa neste momento; de acordo com algumas estimativas, caiu para cerca de quinhentas fêmeas reprodutoras em uma população mundial de aproximadamente 4.000 indivíduos", explica Michael Rampino no livro Global Catastrophic Risks (Riscos Catastróficos Globais). "Talvez este tenha sido o pior desastre que já recaiu sobre a espécie humana, pelo menos se a gravidade for medida por quão próximo o resultado esteve do terminal", destaca.
É mais provável que morramos no fim do mundo que em um ataque terrorista ou em um acidente de avião
Segundo a teoria da catástrofe de Toba, a cinza da erupção bloqueou a entrada de luz solar e as temperaturas caíram rapidamente, tornando as condições de vida extremamente difíceis, o que levou os seres humanos à beira da extinção. Uma espécie hoje decisiva na história da Terra, capaz de deixar marca na escala geológica, e que agora corre o risco de passar pelo gargalo da garrafa de maneira semelhante, já que estamos a apenas dois minutos e meio do apocalipse.
De acordo com o relógio simbólico do fim do mundo, criado pelo Boletim dos Cientistas Atômicos, chegar à meia-noite significa o abismo, e as condições atuais da humanidade nos levaram às 23h57 e 30 segundos. É o ponto mais próximo do cataclismo final, desde que a ex-URSS e os EUA exibiram seu poderio termonuclear em 1953. A instável e atrevida gestão do poder atômico mostrada por Donald Trump, juntamente com as mudanças climáticas, levou este painel de cientistas, que conta com 15 prêmios Nobel, a adiantar o relógio — que em 1991 estava a 17 minutos do juízo final. Antes do relógio ser criado, há 70 anos, ninguém poderia imaginar a humanidade se autodestruindo, e a ideia de que a raça humana poderia desaparecer era tão remota quanto um supervulcão ou um gigantesco meteorito.
Mas vivemos em tempos voláteis, embora não vejamos isso. É mais provável que morramos no fim do mundo, durante o hipotético evento que acaba com a humanidade, do que em um ataque terrorista ou em um acidente de avião. Estamos bem perto, segundo alguns dos acadêmicos dedicados a estudar os riscos existenciais, aqueles que comprometem nossa viabilidade como espécie. Como chegaremos em 2050?
Poucos se dão conta de que a ameaça de um holocausto nuclear é muito maior hoje do que foi durante a maior parte da Guerra Fria
“A maioria das pessoas não está ciente do perigo”, afirma Phil Torres, autor do recém-publicado Moral Bioenhancement and Agential Risks: Good and Bad Outcomes, da Pitchstone (numa tradução livre, Moralidade, Previsão e Prosperidade Humana: Riscos Existenciais). “Poucos se dão conta de que a ameaça de um holocausto nuclear é muito maior hoje do que foi durante a maior parte da Guerra Fria. E o negacionismo climático continua sendo inaceitavelmente generalizado, em especial entre os republicanos nos Estados Unidos”, acrescenta Torres. Para este especialista, um dos maiores desafios é encontrar a maneira de não paralisar a população ao difundir o que disse recentemente Stephen Hawkings: que este é o momento mais perigoso da história da humanidade.
De conscientizar sobre os riscos Teresa Ribera entende bastante. É considerada uma das artífices do Acordo de Paris, especialista nas mudanças climáticas, sem dúvida um dos maiores perigos que teremos de combater em 2050. “É particularmente delicada a situação de populações vulneráveis em países em desenvolvimento nos quais a falta de solidariedade internacional e as dificuldades intrínsecas para fazer frente a cenários de mudanças climáticas severas causam deslocamentos e sofrimento e, com isso, instabilidade local e mundial”, observa Ribera, diretora do Instituto para o Desenvolvimento Sustentável e as Relações Internacionais.

Deter as mudanças globais do clima

Ribera projeta dois cenários bem diferentes para 2050. Por um lado, um de mudanças climáticas intensas, sem mais redução de emissões que a da inércia, com mudanças de uso de solo aceleradas e sem estratégias de adaptação: “Estaríamos nos aproximando de um cenário Mad Max: um mundo cheio de conflitos por acesso a recursos básicos, com injustiças e fragilidades que alimentariam populismos e reações violentas. Um mundo no qual a fragilidade dos ecossistemas e a virulência dos impactos das mudanças climáticas dificultariam a segurança alimentar, inundariam zonas baixas densamente povoadas, deixariam fora de serviço a infraestrutura básica de mobilidade, energética ou de fornecimento de água, além de provocar verões de cinco meses, muito mais dias acima de 40ºC e com mínimas não inferiores a 25ºC e incêndios cada vez maiores e virulentos em climas mediterrâneos como o espanhol”.
Stephen Hawking acredita que este é o momento mais perigoso da história da humanidade
Por outro lado, um cenário no qual adotaríamos todas as medidas para conseguir uma economia baixa em carbono: “Não poderíamos escapar de muitos dos efeitos que a inércia do sistema climático nos impõe, mas, sim, evitar os mais graves, as enormes consequências da falta de preparo e uma normalização progressiva para o futuro de nossos netos”. Ribera acredita que nos movemos peto desse segundo cenário, se bem que “é provável que não obtenhamos o melhor em redução de emissões nem com a aplicação das medidas que nos ajudem a estar preparados para os impactos”.
As mudanças climáticas são a maior ameaça para a saúde do século XXI, segundo um relatório da The Lancet e Nações Unidas. Nas grandes cidades do planeta, as inundações severas se duplicarão em 2050 enquanto 4 bilhões de pessoas sofrerão com problemas de acesso a água. Nessa data, dobrará o número de mortes decorrentes do ar poluído em boa parte dos países em desenvolvimento. As populações urbanas expostas aos furacões chegarão a 680 milhões de pessoas. Mais de 1 bilhão de pessoas padecerá com as ondas de calor (em 2015 foram 175 milhões), sendo particularmente letais para crianças pequenas e idosos, que constituirão grande parte da população em alguns países.
Se as tendências atuais persistirem, em 2050 haverá mais quilos de plástico que de peixes no mar. Nesse ano, milhões de pessoas em todo o mundo não poderão ter acesso aos peixes como fonte básica de proteínas; pode ser que em 2048 já não contemos com outros alimentos de origem marinha selvagem, segundo um estudo publicado na Science. No entanto, será preciso aumentar em 70% a disponibilidade de alimentos para satisfazer as demandas dos mais de 9 bilhões de humanos povoando o planeta. A África terá que triplicar sua produção agrícola para poder atender às necessidades de uma população que terá duplicado, enquanto os rendimentos agrícolas cairão 20% em razão dos efeitos do aquecimento. “Nos próximos 50 anos será necessário produzir mais alimentos no planeta que os produzidos nos últimos 400 anos, com a restrição adicional de garantir que os limites planetários cruciais para o meio ambiente não sejam sobrepujados no processo”, resumia The Lancet.
Se não houver intervenção contra as mudanças climáticas nos aproximaríamos de um cenário Mad Max: um mundo cheio de conflitos por acesso a recursos básicos, com injustiças e fragilidades que alimentariam reações violentas
Embora Torres considere que hoje os riscos mais preocupantes sejam decorrentes das mudanças climáticas e um conflito nuclear, acredita que há “uma série de perigos ainda mais sinistros no horizonte”, associados com tecnologias emergentes que poderiam permitir aos terroristas criar novos tipos de patógenos ou construir grandes arsenais de armas, inclusive os derivados de uma superinteligência artificial. Para 2050, este especialista fala do risco de uma pandemia, do aumento de conflitos pelas mudanças climáticas, da perda de biodiversidade mundial –“estamos nas primeiras etapas do sexto evento de extinção maciça em 3,8 bilhões de anos, e a causa é a atividade humana”. “Mas o risco existencial mais preocupante antes de 2050 envolve um ator maligno que usa biologia sintética ou nanotecnologia avançada para infligir dano global à humanidade”, afirma. E acrescenta: “É bastante inquietante imaginar pessoas como Ted Kaczynski [o Unabomber] ou algum combatente apocalíptico do Estado islâmico tendo acesso às tecnologias de amanhã”.
Os teóricos dos riscos existenciais da humanidade falam dos perigos que representam atores decisivos: desde o líder carismático de uma potência atômica a um terrorista global, passando por um erro humano que provoque um desastre inesperado. Sabendo que as decisões dos próximos 50 anos marcarão os próximos 10.000, há um ator que aparece como determinante; Donald Trump. “As políticas climáticas imprudentes de Trump, sua retórica incendiária sobre a Coreia do Norte e o terrorismo islâmico estão contribuindo para uma situação de segurança global mais precária”, afirma Torres, diretor do Projeto para a Futura Prosperidade Humana. “Nunca estivemos em uma situação como esta. Agora mais que nunca necessitamos de sabedoria e visão de futuro. No entanto, temos Trump no Salão Oval, respaldado por um poderoso partido político que continua ignorando as terríveis advertências dos cientistas”, lamenta.
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Conheça as superfrutas da Mata Atlântica, ricas em antioxidantes

Pesquisadores identificaram altos teores de antioxidantes e anti-inflamatórios em cinco frutas nativas pouco conhecidas pelos brasileiros

Por Da Redação
fonte:veja.com
Bacupari-mirim
Você já ouviu falar de grumixamaubajaíaraçá-piranga ou cereja-do-rio-grande? De acordo com estudos brasileiros publicados recentemente nas revistas científicas Plos One e Journal of Functional Foods, essas são frutas raras nativas da Mata Atlântica, ricas em antioxidantes e substâncias anti-inflamatórias, assim como outras conhecidas do mercado, como o açaí e as frutas vermelhas (morango, mirtilo, amora e framboesa).
Segundo pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e da Universidade de São Paulo (USP), devido à falta de cultivadores e de conhecimento do público algumas dessas espécies estão em risco de extinção. Por outro lado, tem crescido o número de pessoas que procuram alimentos com alto teor de nutrientes.
“Hoje, o mercado para este tipo de superalimentos é o que mais cresce no mundo, principalmente o americano. Os pesquisadores de lá ficam assustados quando veem que temos uma grande biodiversidade de frutas e não as apresentamos ao mundo”, disse à BBC Brasil Severino Matias de Alencar, da Escola Superior de Agricultura da USP, um dos autores do estudo. “Queríamos trabalhar com frutas nativas e foi uma dificuldade encontrar onde elas estavam plantadas.”

A pesquisa

Apesar das dificuldades, Helton Josué Muniz, conhecido como o maior “frutólogo” do país, cultiva quase 1.400 espécies de frutas exóticas em sua fazendo em Campina do Monte Alegre, no interior de São Paulo. Ele foi um dos colecionadores de frutas raras que ajudaram a equipe de pesquisa a estudá-las.
Depois de analisarem folhas, sementes e frutos das cinco espécies, os pesquisadores descobriram que por causa das propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias, que retardam a formação e a ação de radicais livres nas células, que causa envelhecimento e morte celular, elas podem ser consideradas funcionais para o organismo.

Propriedades funcionais

“Os alimentos funcionais são aqueles que, além da função nutritiva, podem ajudar a prevenir doenças crônicas, como problemas do coração, diabetes e câncer”, disse à BBC Brasil Pedro Rosalen, da Faculdade de Odontologia da Unicamp em Piracicaba.
Esse era o principal objetivo da pesquisa, que buscava encontrar novas frutas nativas com alto poder nutritivo e com respostas científicas e econômicas positivas, como o açaí“Nosso alvo eram as propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias por que são grandes necessidades da indústria farmacêutica. No futuro, queremos isolar e identificar as moléculas ativas que fazem parte dessas frutas, que podem se tornar medicamentos importantes”, disse Rosalen.
“Descobrimos que as substâncias químicas presentes nas frutas impedem que uma quantidade exagerada de células de defesa cheguem ao local da inflamação, produzindo mais destruição do que defesa. Por conta disso, temos um processo mais controlado. Não é que o corpo se defende menos, mas se defende na medida certa.”
Com isso, o consumo das superfrutas pode ajudar nos processos inflamatórios, naturais do organismo, que causam doenças como diabetes, aterosclerose e Alzheimer, por exemplo.

As mais ricas

araçá-piranga, amarelado e mais ácido, é uma das frutas ameaçadas de extinção e tem o maior potencial anti-inflamatório entre as outras frutas estudadas. “Ele reduziu a migração de células de defesa em 62%, um índice muito alto para uma fruta”, explicou Rosalen.
Já a grumixama e a cereja-do-rio-grande, parecidas com as frutas vermelhas silvestres que já conhecemos, são as que mais possuem antioxidantes. “Elas são como ‘berries’ [frutas vermelhas pequenas, como morango e mirtilo, em inglês] brasileiras. São fusões da cereja com a amora. Doces, mas com um teor de ácido ideal. São minhas preferidas”, disse Alencar.
A cor avermelhada da fruta é formada pelos próprios compostos de antocianinas, o que pode ser um dos sinais da presença das substâncias. “Pelo tipo de fruta já dá para saber se ela é boa ou não. Pela própria cor da fruta já dá para saber se ela tem antioxidante, se é boa para a saúde. A gente vai aprendendo com o tempo”, disse Muniz.
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Aumenta proteção às tartarugas

Novos equipamentos devem reduzir captura e morte incidentais dos quelônios nas águas territoriais. Portaria foi publicada nesta semana.

Terça, 07 Novembro 2017 18:30
fonte:mma

PAULENIR CONSTÂNCIO
Os barcos pesqueiros que operam nas águas territoriais brasileiras devem estar preparados para salvar as tartarugas marinhas capturadas incidentalmente durante a pesca. Portaria interministerial, publicada nessa segunda-feira no Diário Oficial da União, torna obrigatória a utilização de equipamentos e define os procedimentos para soltar os espécimes capturados pelos anzóis do espinhel.
Segundo o analista ambiental Gilberto Sales, coordenador substituto do Centro Tamar, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), as medidas devem reduzir em até 60% o número de tartarugas capturadas nessa modalidade de pesca, além de reduzir consideravelmente a mortandade dos demais. “É mais um passo para mitigar os efeitos da pesca sobre a população de tartarugas”, avalia o oceanólogo.
As medidas afetam quatro, das cinco espécies de tartaruga presentes no litoral do país. Elas fazem parte da lista de espécies ameaçadas de extinção. Sua pesca constitui crime ambiental e a captura incidental é de registro obrigatório no livro de bordo das embarcações.
Portaria 74/2017, dos ministérios do Meio Ambiente e da Indústria e Comércio, dá prazo de um ano para que toda a frota pesqueira esteja adaptada às novas regras. As mudanças são dirigidas aos barcos que pescam na modalidade de espinhel horizontal de superfície, uma das mais utilizadas em águas brasileiras e com altas taxas de capturas incidentais. Outras modalidades são objeto de estudos para regulamentação.
Os equipamentos para soltura foram pesquisados pela organização não governamental Fundação Pró Tamar (Projeto Tamar) em parceria com o Centro Tamar. A obrigatoriedade do uso de anzóis circulares, eficientes na redução e captura dos quelônios (nome científico desse grupo de espécies) e de equipamentos para o manejo a bordo de indivíduos menores, foram acertadas com o setor pesqueiro no Comitê Permanente da Gestão dos Atuns e Afins após a aprovação, também, do Subcomitê Científico (SCC).
A mudança no setor pesqueiro deverá contribuir para a recuperação das espécies tartaruga-cabeçuda e tartaruga-oliva, classificadas no Lista Nacional de Espécies Ameaçadas de Extinção como “em perigo”; a tartaruga-verde, “espécie vulnerável”; e a tartaruga-de-couro, “criticamente em perigo”, as mais afetadas pela pesca com espinhel.
Os novos equipamentos vão permitir que os pescadores desenganchem o anzol, cortem a linha, cortem o anzol ou puxem a tartaruga para ser liberada dentro do barco e devolvida ao mar. O espinhel de superfície é uma extensa linha onde são colocados vários anzóis de pesca, como em um varal, possibilitando a captura de um grande números de peixes de superfície.
Tartaruga-de-couro, espécie Criticamente Em Perigo no Brasil (Foto: Projeto Tamar)

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Tecnologia é capaz de detectar 17 doenças pela respiração

Dispositivo desenvolvido por pesquisadores de Israel identificou doenças, como Parkinson e cânceres com 86% de precisão

Por da Redação
8 nov 2017, 16h18 - Publicado em 7 nov 2017, 21h32
fonte:veja.com

Com uma baforada no dispositivo identifica-se mais de dez doenças (CNN/Reprodução)

Uma tecnologia experimental que vem sendo desenvolvida desde 2007 mostrou-se capaz de identificar a composição química da respiração de uma pessoa por meio de uma baforada e, com isso, rastrear 17 doenças. O feito foi divulgado por pesquisadores do Instituto Technion, de Israel.
O mecanismo de ação se dá pelo fato de a tecnologia chamada de ‘Na-Nose’ utilizar nano-raios para analisar a respiração. Assim, de acordo com os primeiros estudos, tornou-se capaz de identificar com 86% de precisão doenças como de Parkinson, vários tipos de câncer, insuficiência renal, esclerose múltipla e doença de Crohn (doença inflamatória do trato gastrointestinal).
Entre as explicações para tamanha acurácia, acredita-se que cada um de nós tenha uma “impressão digital” química única. Fora isso, os cientistas explicaram que cada doença também possui uma assinatura química particular e que pode ser detectada em nossa respiração.
A tecnologia ‘Na-Nose’, que consiste em uma câmara de sensor com tubo respiratório e software, seria capaz de detectar esta química precisa da doença, interpretando o impacto na nossa impressão química usual. E, ao contrário da maioria dos exames, incluindo exames de sangue padrão, a tecnologia de análise de respiração não é invasiva — um benefício que a maioria dos pacientes apreciaria.
“Eu diria que nossa tecnologia, em muitos casos, é equivalente à precisão da tecnologia invasiva atualmente disponível”, disse Hossam Haick, líder dos estudos.  “Para algumas doenças, incluindo o câncer gástrico, a ‘Na-Nose’ tem uma taxa de precisão até maior do que atualmente as tecnologias disponíveis”, acrescentou.  O pesquisador também revelou que o estudo subjacente foi licenciado por sete empresas, na esperança de criar um produto comercial. Ele espera que as empresas, cada uma especializadas em uma aplicação diferente, traduzam a ciência e a tecnologia do laboratório para a produção em massa.
Cães, moscas e ratos
Embora ‘Na-Nose’ possa parecer revolucionário, diagnósticos através de cheiro datam da antiguidade.
“Sabe-se que os gregos antigos já detectavam certas doenças através do hálito e cheio presente na urina”, disse o Dr. Mangilal Agarwal, diretor do Instituto Integrado de Desenvolvimento de Nanosistemas, e professor associado do Centro Médico Richard L. Roudebush, em Indianápolis, nos Estados Unidos. O médico, que não esteve envolvido no projeto, adiantou que os pesquisadores do instituto já trabalham em uma série de projetos de diferentes formas de diagnóstico de doenças, incluindo hipoglicemia (baixo nível de açúcar no sangue), câncer de próstata e câncer de mama.
“Toda respiração é caracterizada por cheiros ou biomarcadores voláteis necessários para identificar muitas doenças”, disse ele. “Nós sabemos disso porque hoje, cães treinados são capazes de detectar hipoglicemia e crises epilépticas, certos tipos de câncer, moscas que fazem o mesmo, além de ratos que foram capazes de detectar mostras de secreções humanas que continham bactérias causadoras de tuberculose, na África”
Pesquisas similares estão sendo realizadas em Espanha, Letônia, Bélgica, Inglaterra, Itália e vários cantos dos Estados Unidos.
“O diagnóstico rápido pode ajudar a identificar a resposta de tratamento mais adequada”, afirmou Agarwal. Mas rapidamente fez uma observação: “As reivindicações de alta precisão do grupo de pesquisa de Haick são muito razoáveis, se o resultado não for mascarado, de alguma forma, por influências ambientais”, disse Agarwal.
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VIDHA LINUS

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