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sábado, 30 de junho de 2018

Bahia é o estado com maior risco de retorno da poliomielite

Menos da metade das crianças foi imunizadas em 15% do municípios baianos.

Sáb , 30/06/2018 às 12:11 | Atualizado em: 30/06/2018 às 17:08
ESTADÃO - Lígia Formenti e Redação




O Ministério da Saúde admite haver alto risco de retorno da poliomielite em pelo menos 312 cidades brasileiras. O alerta foi feito na quinta-feira, 28, em uma reunião com secretários estaduais e municipais de saúde. "É uma situação gravíssima", afirmou a coordenadora do Programa de Imunização, Carla Domingues. A Bahia é o estado com a situação mais grave, pois 15% dos municípios imunizaram menos da metade das crianças, quando a recomendação é que a cobertura vacinal seja superior a 95%.
Estes municípios baianos estão na lista de maior risco para pólio, juntamente com as outras cidades brasieliras que não conseguiram atingir nem 50% da cobertura vacinal. "Uma cidade com esses indicadores tem todas as condições de voltar a transmitir a doença em nosso País. Será um desastre para a saúde como um todo." O último caso registrado no Brasil foi em 1990. Quatro anos depois, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou a doença erradicada das Américas.
O estado do maranhão aparece logo atrás da Bahia, com 14,29% dos municípios que imunizaram menos que 50% das crianças. Em todo o País, apenas Rondônia, Espírito Santo e Distrito Federal não têm cidades sob risco elevado.
O quadro geral é muito preocupante. Pelos dados do Ministério da Saúde, no ano passado 22 unidades da federação não atingiram a cobertura considerada ideal. Também em 2017, pelo menos 800 mil crianças estavam sem o esquema completo de vacinação - que compreende três doses do imunizante.
"Acendemos a luz vermelha", resumiu Carla. A preocupação ganha corpo sobretudo em um momento em que voltou a ser discutida a entrada do poliovírus derivado. Na Venezuela, autoridades sanitárias cogitaram a possibilidade de que uma menina teria sido contaminada por essa mutação do vírus.
Quando a vacina em gotas é dada para a criança, o vírus atenuado contido no imunizante pode ficar presente no ambiente por quatro a seis semanas, criando o que se chama de efeito rebanho. De quebra, a população que tem contato com o vírus atenuado também fica protegida contra a doença.
O problema é que nesse período, em raríssimas ocasiões, o poliovírus pode ter contato com outros vírus, como o rotavírus, sofrer uma mutação e, com isso, criar uma nova onda de infecções. Essa hipótese foi descartada no caso da criança venezuelana, mas a preocupação persiste.
A presidente da Sociedade Brasileira de Imunização, Isabella Ballalai, observa que o risco aumenta nos casos em que a cobertura vacinal é menor. "Daí a necessidade de a imunização ser, sempre, mantida em 95%."
Isabella classificou o indicador brasileiro como "inacreditável e inadmissível". Carla observa que a queda mais expressiva ocorreu nos últimos dois anos. Para tentar reduzir o risco, o Ministério da Saúde deverá fazer entre os dias 6 e 31 de agosto uma campanha nacional de vacinação contra pólio.
Outras doenças 
Carla reforça ainda que as taxas de cobertura vacinal no País caíram de forma expressiva. "Parece que estamos retomando à década de 80 com as cobertura vacinais." Como exemplo, ela citou as vacinas tríplice viral (sarampo, rubéola e caxumba), pentavalente (difteria, tétano, coqueluche, meningite por Haemophilus influenzae tipo b e poliomielite) e pneumococo. "Não houve desabastecimento em nenhum desses casos", observou.
Para ela, os indicadores mostram a necessidade de se refletir sobre o que está sendo feito na ponta da assistência. Ela observa que o programa de imunização oferta 14 vacinas. "É preciso ter simultaneidade. Montar um calendário de forma a ofertar, numa só visita ao posto, mais de um imunizante." No esquema ideal, afirma, os pais levam a criança nove vezes durante o ano ao posto de vacinação. "Se isso não é feito da forma adequada, esse número aumenta para 10, 11, 12", observa.
A resistência em dar mais de uma vacina no mesmo dia pelos profissionais de saúde poderia ser resolvida com reforço na capacitação. O mesmo se aplica ao preenchimento das fichas de vacina. Poucos são os municípios que seguem a recomendação de fazer registro da vacinação nominal. "As anotações são feitas apenas por dose. Isso dificulta que seja realizada uma busca das crianças que estão com calendário atrasado", diz Carla.
Horários
Para ela, é preciso também maior racionalidade na forma da oferta da vacina, como horários mais flexíveis, que se encaixem na rotina de trabalho dos pais. "Postos funcionam das 8h às 11 e das 14 às 17 horas. Não são todos pais que podem levar seus filhos nesses horários várias vezes ao ano."
A abertura de muitas salas de vacina, por sua vez, seria contraproducente. "É preciso escala. As doses precisam ser abertas e usadas rapidamente. Caso contrário, há desperdício." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Os inesperados benefícios da maternidade tardia

Estudos recentes põem em dúvida tudo o que você já ouviu sobre a maternidade e o relógio biológico

ser mãe

Nem os contos de fadas, nem a pressão social ou familiar, nem sequer o relógio biológico puderam frear o atraso da maternidade entre as mulheres espanholas. Segundo o último relatório do Instituto Nacional de Estatística da Espanha (INE) sobre o movimento natural da população em 2016, a idade média da maternidade naquele país alcançou um dado histórico: 32 anos (dois anos a mais que em 2006).

“A maioria dos países ocidentais está em um processo de atraso na idade de ter um bebê por causa da dificuldade de conciliar a vida profissional e dos últimos impactos da crise econômica”, diz o sociólogo Santiago Pardilla Fernández. Ao contexto socioeconômico somam-se a questão da fertilidade e o estigma de ser mãe mais velha: mães com “menos energia”, “mais cansadas” e que “parecem avós”, para mencionar só alguns dos mais batidos argumentos sobre o tema. Tudo isso cria um cenário bastante pessimista para a mães tardias, que só piora com os estudos científicos que relacionam a idade da mãe aos inconvenientes no desenvolvimento do feto.

Agora um grupo de pesquisadores parece (finalmente) ter dado trégua a essas mães. Em um estudo publicado em fevereiro no International Journal of Epidemiology, um grupo de cientistas analisou a associação entre idade materna e capacidade cognitiva em crianças de 10 anos. Para isso, os pesquisadores compararam três grandes estudos longitudinais realizados no Reino Unido durante os anos 1958, 1970 e de 2000 a 2002, com amostras de 10.000 crianças cada um.

Os resultados foram surpreendentes. Apesar de a relação entre idade materna e capacidade cognitiva ser negativa no estudo dos anos 1950, isto é, os filhos de mães de entre 35 e 39 anos tinham pontuações cognitivas piores que os filhos de mães jovens, no de 2000 a relação se inverteu: as crianças nascidas de mães com idades entre 35 e 39 anos alcançavam resultados significativamente melhores nos testes cognitivos que os das mais jovens.

Não tinha a ver com a idade, mas com o dinheiro

Segundo explicam os pesquisadores, nos anos 1950 as mulheres que tinham filhos com mais de 30 anos tinham concebido entre cinco e seis vezes antes, ou seja, não eram primíparas (de primeira gestação). Isso era um agravante para o desenvolvimento cognitivo porque os irmãos maiores tinham mais acesso aos recursos parentais: hoje até se relaciona a falta de atenção dos pais que trabalham longe de seus filhos a alterações no cérebro que afetam negativamente o quociente intelectual (QI).

Além disso, as famílias numerosas eram, em geral, mais pobres; a pobreza tem sido relacionada ao desenvolvimento do cérebro devido a três fatores derivados da falta de recursos: desnutrição, más condições sanitárias e os desafios impostos às crianças. Naquela época “o filho que vinha quando a mãe tinha 35 já se criava sozinho”, brinca Armando Bastida, enfermeiro de Pediatria, pai e fundador do grupo Criar com bom senso.

As mães do estudo do ano 2000 que tinham seus descendentes tarde – neste caso, seu primeiro filho, diferentemente das mulheres dos anos 1950 –, tinham preferido desenvolver uma carreira profissional, encontravam-se em um nível socioeconômico mais cômodo e seguiram melhores condutas de saúde durante a gravidez.

Apesar de “se ver em muitos estudos que famílias com menos recursos têm crianças com pior desenvolvimento – gozam de menor acesso a oportunidades ou talvez os pais deem menos importância à leitura e a outras atividades…”, comenta Armando Bastida – as mães tardias de hoje “querem que seus filhos tenham um nível parecido ao seu (estudos, cultura, economia…)”.

Bastida insiste em um ponto-chave do estudo, “as diferenças cognitivas nos pequenos não são determinadas por fatores genéticos ou biológicos associados à idade da mãe, simplesmente tudo o que antes acontecia aos 25 anos agora passou para os 35”.

E tem mais: um estudo recente da Universidade do Sul da Califórnia descobriu que dar à luz depois dos 35 melhora as habilidades mentais... da mãe. Os pesquisadores acreditam que isso se deva ao incremento de hormônios – estrogênios e progesterona – produzidos durante a gravidez, que atuam de forma positiva na química do cérebro e têm maior efeito quanto mais velha for a mãe. Para chegar a essa conclusão, foram feitos testes com 830 mulheres na menopausa: as que tiveram filhos a partir dos 35 mostravam melhor memória verbal e cognição.

Além dos fatores biológicos, demográficos e sociais favoráveis às mães tardias, não se pode menosprezar o fato de que, segundo um estudo da Universidade de Aarhus, na Dinamarca, elas educam impondo menos castigos e com menos violência verbal que as mais jovens, o que repercute no bem estar emocional das crianças. Neste sentido, outro estudo, realizado na Universidade Columbia (EUA), mostra que “os pais mais velhos podem ser menos resistentes que os mais jovens, mas têm mais experiência e conhecimento”, por isso “a desvantagem biológica está em certo grau equilibrada pela vantagem social”.

Verão os filhos crescer, sim

Embora as gestações com trinta e tantos anos sejam associadas a uma maior probabilidade de complicações, como aumento da incidência de síndrome de Down e maior risco de hipertensão e diabetes gestacional, elas também oferecem vantagens em nível de saúde. Num estudo publicado na American Journal of Public Health, feito com uma amostra de mais de 20.000 mulheres, os pesquisadores detectaram que aquelas que foram mães depois dos 25 anos – considerado biologicamente como o momento de ouro para a reprodução – na verdade tinham 11% mais chances de viverem até os 90 anos.

Indo mais fundo: em outro estudo, realizado na Escola de Medicina da Universidade de Boston (EUA), examinou-se a expectativa de vida das mães mais velhas e concluiu-se que as mulheres que tiveram seu último filho depois dos 33 anos reúnem mais probabilidades de viver até os 95. E não só isso: ao que parece, têm o dobro de chance de viverem até os 95 em relação àquelas que tiveram seu último filho antes de completar 30 anos.

“Obviamente isso não significa que as mulheres devam esperar para terem filhos em idades mais avançadas, a fim de melhorar sua expectativa de vida”, afirma o autor do estudo, o médico Thomas Perls: “A capacidade natural de ter um filho numa idade avançada provavelmente indica que o sistema reprodutivo da mulher está envelhecendo lentamente e, portanto, o resto do seu corpo também”. Essas conclusões indicam que as mulheres talvez sejam a força por trás da evolução de variantes genéticas que retardam o envelhecimento e ajudam as pessoas a viverem até uma velhice extrema.

Em todo caso, trata-se de uma excelente notícia para as vítimas do odioso comentário de que “as mães velhas não verão seus filhos crescerem”. Pois veja só, a verdade é que não é assim.

MOTIVOS DA INFECUNDIDADE 'MADE IN SPAIN'

A comunidade autônoma espanhola com mães mais jovens é Melilla, com uma média de 29,63 anos, enquanto as mães mais velhas, 32,82 anos, se encontram no País Basco. Se comparamos as estatísticas espanholas com as do resto do mundo (e especialmente dos países desenvolvidos), vemos que a Espanha lidera a demora na maternidade na Europa, pois apresenta uma das mais elevadas médias mundiais quanto à idade ao parir o primeiro filho. O Centro de Estudos Demográficos da Universidade Autônoma de Barcelona (UAB) analisou as tendências e possíveis causas da infecundidade na Espanha no artigo científico intitulado A Infecundidade na Espanha: Tic-tac, Tic-tac, Tic-tac !! (2016) e as resumiu nestas cinco:

1. Mulheres que por razões biológicas não podem ter filhos (infertilidade primária). Na Espanha, representam um nível baixo (2%).
2. Mulheres férteis, mas que não desejam ter filhos (infecundidade desejada). São uma minoria na Espanha, sempre inferior a 5%.
3. Aquelas que podem e queriam ter filhos, mas não o fazem porque consideram que são jovens demais para isso (infecundidade normativa).
4. Mulheres que podem e querem ter filhos e estão nas idades socialmente consideradas corretas para a maternidade, mas decidem adiar a decisão porque não reúnem as condições familiares e/ou materiais ideais (infecundidade transitória).
5. Aquelas mulheres que quando decidem ter filhos não os têm porque não ficam grávidas, experimentando baixa fertilidade ou infertilidade decorrente da idade.
As duas últimas são as causas mais importantes pelas quais as mulheres não têm filhos, por isso os autores do estudo, Albert Esteve, Daniel Devolder e Andreu Domingo, concluem que “como sociedade, deveríamos cogitar a destinação de recursos às nossas vidas e incorporar a criação dos filhos nas primeiras idades como um pilar a mais do Estado do bem-estar”.

ELPAÍS 

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Blue Zones: Os lugares onde as pessoas vivem mais

Alessandra Luglio    ESTADÃO
06 Setembro 2017 | 12h16


 

Você já ouviu falar nas Blue Zones? São diferentes regiões espalhadas pelo mundo onde as pessoas têm uma maior longevidade e melhor qualidade de vida. Nesses lugares, apesar de serem regiões e terem culturas diferentes, muitos têm uma vida além dos 100 anos com muita saúde, felicidade e longe de doenças tão presentes no nosso cenário atual. São lugares onde o estilo de vida é extraordinário e pessoas de mais de 105 anos parecem ter 70. Suas populações apresentam pontos em comum, incluindo uma dieta muito próxima do modelo mediterrâneo, atividade física diária e uma atitude positiva em relação à vida.

Essas regiões surgiram e receberam esse nome após anos de estudos, realizados desde 2004, em locais onde há uma forte relação entre a longevidade e a baixa incidência de doenças crônicas. O conceito começou a ser desenvolvido pelos estudiosos Gianni Pes e Michel Poulain, que descobriram que a província de Nuoro na Sardenha, na Itália, era uma área com alta concentração de centenários. Porém, tomou força e repercussão quando o repórter Dan Buettner reuniu uma equipe de pesquisadores – médicos, antropólogos, demógrafos e epidemiologistas – e lançou um projeto para identificar as áreas do mundo onde a longevidade é maior e estudar suas características. Com o tempo, outras quatro Blue Zones surgiram: a ilha de Ikaria na Grécia, Okinawa no Japão, a península de Nicoya na Costa Rica e a aldeia de Loma Linda, no sul da Califórnia.


Crédito da imagem aqui
Na busca do caminho da longevidade, diversas informações foram colhidas, catalogadas e comparadas. Então, encontraram 9 fatores comuns à essas regiões sobre como podemos viver mais, melhor, com mais saúde, felicidade e paz:
  1. Mova-se naturalmente



As pessoas mais experientes do mundo não frequentam academias, correm maratonas ou fazem musculação. Apenas, vivem em ambientes que naturalmente estimulam o movimento. Cultivam jardins, caminham, utilizam bicicletas, sobem escadas ao invés de elevadores, vão a pé ao trabalho, são próximas da natureza, entre outras.
  1. “O propósito da vida”

Possuem um propósito em suas vidas – um “plano de vida”, ou seja, “o motivo que os fazem acordar pela manhã”. Descobriram seus potenciais. Vivem e trabalham com prazer e tem sua vida exterior alinhada com o seu interior.
  1. Desacelerar


Não importa o lugar do mundo: todos vivem situações de estresse. O estresse constante leva à inflamação crônica, gera diversos problemas de saúde físico e mental e está associado às principais doenças relacionadas à idade. As pessoas mais velhas do mundo desaceleram. Tiram minutos do seu dia para relaxar, descansar a mente, dormir, se concentrar nas refeições e se conectar com algo maior que acreditam no universo
  1. Não há excessos alimentares


Evitam consumir quantidades excessiva de alimentos durante as refeições, principalmente, à noite. Estão atentos ao seu organismo e respeitam a sensação de saciedade, pois o cérebro leva um tempo maior que o estômago para entender que estamos saciados. Esse intervalo entre não estar com fome e sentir-se “cheio” pode ser a diferença entre perder peso ou ganhá-lo.
  1. Alimentação Plant-based


A dieta dos moradores das Blue Zones é 95% plant-based, ou seja, composta por alimentos vegetais íntegros: frutas, vegetais, cereais, leguminosas, tofu, oleaginosas e sementes. Valorizam as leguminosas como feijões, grão de bico, lentilha, ervilha, soja – que são ótimas fontes de proteína vegetal – consumindo-as, pelo menos, 1 xícara por dia. E, também, as oleaginosas sendo uma porção diária. Dessa forma, o consumo de carne vermelha é reduzido na quantidade e porção sendo apenas uma vez na semana e, também, excluem as carnes processadas. Algumas regiões consomem laticínios apenas de leite de ovelha e cabra. Também faz parte da alimentação peixes em quantidade moderada, e evitam os alimentos processados e com açúcar adicionado.

  1. Vinho


Com exceção dos Adventistas de Loma Linda – Califórnia, todos os demais bebem vinho de forma moderada e regular, cerca de 1 a 2 taças ao dia cercados de amigos e/ou alimentos saudáveis. Estudos mostram que os polifenóis, encontrados em vinhos, são excelentes antioxidantes que auxiliam na prevenção de doenças e nos processos degenerativos.
  1. Religiosidade


Praticamente todos os entrevistados, pertenciam a alguma comunidade baseada na religiosidade e na fé, e participavam mais ou menos ativamente de atividades ligadas a suas crenças.
  1. Entes amados em primeiro lugar


Os centenários bem-sucedidos nas Blue Zones colocam suas famílias em primeiro lugar. Isso significa manter os parentes mais idosos por perto. Se comprometem com um parceiro de vida e investem tempo e amor em seus filhos – eles serão mais propensos a cuidar de você quando chegar a hora.
  1. “Tribo certa”


As pessoas mais experientes do mundo escolheram – ou nasceram – em meios sociais que seguem e apoiam comportamentos e hábitos saudáveis.
Não precisamos morar nesses locais para termos uma maior longevidade. Basta seguir esses passos e ir em busca de uma vida melhor, mais longa e muito mais saudável!
Texto baseado em artigos do site Blue Zones. www.bluezones.com

O ESTADÃO
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segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Os espermatozoides têm guarda-costas

Pesquisa descreve células que evitam que o sistema imunológico aniquile os garantidores da descendência

Espermatozoides ‘lutam’ para fecundar os óvulos
Espermatozoides ‘lutam’ para fecundar os óvulos
Os espermatozoides são tão importantes que possuem seu próprio serviço de segurança. Um estudo recente mostrou isso ao descrever em detalhes os dois tipos de células do sistema imunológico encarregadas de proteger as células reprodutoras masculinas. O trabalho, realizado por pesquisadores do Centro Nacional de Pesquisa Científica da França (CNRS, na sigla em francês), estudou os macrófagos dos testículos. Trata-se de células do sistema imunológico que, surpreendentemente, se encarregam de lutar contra o sistema imunológico.

O trabalho, publicado no Journal of Experimental Medicine, surgiu de uma pergunta lógica. Desde o início da vida, o sistema imunológico aprende a diferenciar entre as células do próprio organismo e as alheias, incluindo vírus e outros agentes patogênicos. Qualquer elemento estranho é localizado e destruído. As células reprodutivas começam a ser produzidas muito depois do nascimento, quando o indivíduo atingiu a maturidade sexual. Então, por que o sistema imunológico não as destrói?
O novo estudo, liderado por Michael Sieweke, do Centro de Imunologia de Marselha-Luminy, descreve as propriedades dos dois tipos de macrófagos em camundongos que podem dar uma resposta a essa pergunta. Sua equipe usou um sistema para marcar essas células do sistema imunológico e acompanhar seu caminho desde a medula óssea, onde são produzidas, até seu destino final. Os resultados mostram que essas células protegem os espermatozoides produzindo moléculas que impedem que outras células do sistema imunológico entrem nos testículos e os aniquilem, como explica o CNRS em um comunicado de imprensa.

O estudo detalha que existem dois tipos de macrófagos, células que não só vão ao lugar de uma infecção e destroem os agentes patogênicos, como também regulam a atividade de outras células do sistema imunológico. Existe um tipo que se origina durante o desenvolvimento embrionário e outro que se produz ao longo da vida na medula óssea.

Os dois tipos estão presentes nos testículos. Existe um tipo que é encontrado nas partes responsáveis pela produção de testosterona e que são de origem embrionária, ou seja, estão lá desde o nascimento. O segundo tipo de macrófagos está localizado nos túbulos seminíferos, onde estão as células-tronco que, ao amadurecerem, tornam-se espermatozoides.

O sistema imunológico aprende a diferenciar entre as células do próprio organismo e as alheias. Qualquer elemento estranho é localizado e destruído. Então, por que o sistema imunológico não destrói os espermatozoides?

Os pesquisadores criaram moléculas especiais que se ligam especificamente a um dos dois tipos de macrófagos. Isso permitiu que eles acompanhassem o segundo tipo de células desde a medula óssea até os testículos. Eles descobriram que o corpo só começa a produzir essas células quando chega à puberdade, por exemplo, em camundongos começa duas semanas depois do nascimento. Uma vez que o corpo começa a produzi-los, os macrófagos permanecem nos testículos seguindo os espermatozoides e protegendo-os do resto do sistema imunológico, que poderia aniquilá-los. Os pesquisadores querem esclarecer melhor a relação entre essas células protetoras, os espermatozoides e a testosterona, pois poderia ajudar a criar estratégias contra a infertilidade.

ELPAÍS/BRASIL 

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quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Cientistas lançam jogo de realidade virtual que detecta Alzheimer

Jogo, que pode ser baixado a partir desta terça-feira, pretende estimular o cérebro dos participantes com uma série de tarefas

AFP

O Sea Quest Hero parece um jogo eletrônico no qual os participantes enfrentam labirintos, tentam evitar tiros e fogem de monstros marinhos, mas, na realidade, é uma ferramenta para que os cientistas possam estudar o mal de Alzheimer.

O jogo, que pode ser baixado a partir desta terça-feira em sua versão realidade virtual, pretende estimular o cérebro dos participantes com uma série de tarefas que exigem capacidade de memorização e de orientação para, ao mesmo tempo, coletar dados sobre os primeiros indícios da doença.

Um dos primeiros sintomas do Alzheimer é a perda do senso de orientação, mas existem poucos dados que comparam as capacidades cognitivas em diferentes idades, uma lacuna que o jogo pretende preencher.

O jogo, catalogado como “o mais amplo estudo sobre a demência de toda a história”, foi desenvolvido pela Deutsche Telekom, a organização beneficente britânica Alzheimer’s Research UK e por pesquisadores do University College London e da Universidade de East Anglia.

A versão para smartphones, lançada em 2016, já foi baixada três milhões de vezes em 193 países.
Quando uma pessoa joga durante dois minutos, os cientistas conseguem coletar a mesma quantidade de dados que exigiram quase cinco horas em um laboratório.

“Isto nos deu uma quantidade enorme de informação e realmente nos permitiu entender como homens e mulheres de diferentes idades navegam pelo jogo”, disse à AFP David Reynolds, coordenado de pesquisas no instituto Alzheimer’s Research UK.

Para jogar, os participantes têm que usar “diferentes partes de seu cérebro e as diferentes partes do cérebro são utilizadas de maneira diferente de acordo com os diferentes tipos de demência. Isto também nos permite vincular o que uma pessoa faz ao que acontece em seu cérebro”, completou Reynolds.

Com a versão com tecnologia de realidade virtual os cientistas poderão obter ainda mais informações.
“Com esta tecnologia conseguimos detectar para onde a pessoa está olhando o tempo, assim como para onde está indo”, explicou à AFP Lauren Presser, um dos criadores do jogo.

“Então nós sabemos se as pessoas estão perdidas e como se comportam nestas situações (…) Cada um destes experimentos nos ajuda a obter dados sobre orientação espacial”.

No mundo, quase 50 milhões de pessoas sofrem demência e Alzheimer, segundo estimativas recentes.
Até o ano de 2050 o número pode chegar a 132 milhões de pessoas.

Este espectro de doenças não tem cura, mas os desenvolvedores do jogo esperam que, eventualmente, permita um diagnóstico e um tratamento mais prematuro.

Reynolds disse que o jogo pode ser usado como uma forma de prevenção.

“Sabemos que manter nosso cérebro apto e ativo, assim como manter o corpo apto e ativo, é algo bom e ajuda a reduzir o risco de demência ou desacelera sua progressão”, disse.

http://exame.abril.com.br/ciencia/cientistas-lancam-jogo-de-realidade-virtual-que-detecta-alzheimer/
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Cientistas descobrem planta chinesa que ajuda no combate à osteoporose

Em experimento com ratos, composto da Salvia miltiorrhiza aumentou a densidade mineral óssea em 35%. Segundo pesquisadores canadenses, a substância também chama a atenção pela redução dos efeitos colaterais 

postado em 30/08/2017 09:00

First Light/Divulga??o
Há mais de 2 mil anos, o danshen é usado como tônico cardíaco e anticoagulante, principalmente por orientais. A substância é retirada da raiz da Salvia miltiorrhiza, conhecida no Brasil como sálvia chinesa. Um estudo canadense traz outro potencial terapêutico para a erva tradicional: ela poderá se tornar elemento-chave para tratamentos mais eficazes de prevenção da osteoporose, uma complicação óssea que, só no Brasil, acomete mais de 10 milhões de pessoas, segundo a Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Osteometabolismo (Abrasso).

Pesquisadores da Universidade de Colúmbia Britânica usaram o composto derivado da sálvia chinesa para bloquear a enzima catepsina-K (Catk), que exerce papel fundamental na degradação do colágeno do osso durante a osteoporose. Interferir na ação da Catk é um desafio encarado por diversos grupos de pesquisadores nos últimos anos. O que chama a atenção do trabalho canadense, segundo os autores, é a possibilidade de fazer essa intervenção reduzindo os efeitos colaterais detectados em outros experimentos.


“Todos os ensaios clínicos até o momento falharam devido a efeitos colaterais, como acidente vascular cerebral, fibrose da pele e problemas cardiovasculares. Descobrimos uma maneira de bloquear CatK apenas no tecido ósseo. Pensamos que isso evitará esses outros efeitos negativos”, ressalta, em comunicado, Dieter Brömme, pesquisador na área de proteases e doenças da universidade e participante do estudo, publicado na última edição do Journal of Bone and Mineral Research.

Inicialmente, Dieter Brömme e colegas testaram o composto em células ósseas humanas e de ratos e obtiveram resultados animadores. Depois, fizeram um experimento usando camundongos com células humanas e detectaram que a substância não só  impediu a perda óssea nas cobaias, como aumentou a densidade mineral óssea em 35%, quando comparadas ao grupo de controle.

Ação seletiva

Bloqueadores de enzima funcionam seguindo a um mecanismo de chave e fechadura. No caso da osteoporose, a maioria das drogas em desenvolvimento atua como chave mestra, bloqueando toda a ação da catepsina-K. Os mecanismos relevantes para a prevenção da doença, como a degradação do colágeno, cessam, mas o preço pode ser alto para o paciente.

“A CatK é uma enzima multifuncional, com papéis importantes em outras partes do corpo. Pensamos que o bloqueio total é o que causa efeitos colaterais inesperados em outras drogas”, diz Preety Panwar, um associado de pesquisa no laboratório Brömme. “Nosso composto apenas bloqueia a atividade de CatK de degradação de colágeno, impedindo a quebra não regulamentada de colágeno nos ossos sem quaisquer outros impactos negativos.”

O tratamento básico para a osteoporose tem como principal objetivo aumentar a densidade óssea do paciente. Os bifosfonatos são as drogas mais prescritas e indicadas para as demais doenças ósseas crônicas. Por isso também, a equipe acredita que, confirmados os efeitos em novas etapas da pesquisa, o tratamento com o composto derivado da tradicional erva chinesa poderá ser usado para tratar uma variedade de doenças do osso e da cartilagem, como artrite e certos tipos de câncer.

Preocupação mundial


Especialistas alertam que a osteoporose tem potencial para virar um grande problema de saúde mundial. A Fundação Internacional de Osteoporose (IOF) estima que, globalmente, ocorra uma fratura osteoporótica a cada três segundos. A partir dos 50 anos de idade, uma em cada três mulheres e um em cada cinco homens sofrerão esse tipo de fratura até o fim da vida. E a tendência é de a complicação se agravar, já que haverá recorrência da fratura em cerca de metade desses indivíduos.
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Cacau pode ajudar a tratar o diabetes, mostra estudo americano

Segundo o estudo, os monômeros de epicatequina ajudam na produção de insulina, cuja ação é comprometida em decorrência da doença metabólica

postado em 29/08/2017 06:02

Eduardo Soteras/AFP - 15/11/16


Um composto presente no cacau, base para um dos maiores inimigos da dieta, o chocolate, poderá ser usado para o tratamento justamente de quem deve evitar o açúcar: os diabéticos. O efeito inusitado foi detalhado por pesquisadores da Universidade Brigham Young, nos Estados Unidos, na última edição do Journal of Nutritional Biochemistry. Segundo os autores, os monômeros de epicatequina ajudam na produção de insulina, cuja ação é comprometida em decorrência da doença metabólica.

No diabetes tipo 2, o corpo para de produzir insulina ou não processa adequadamente o açúcar ingerido. O problema ocorre por um colapso das células beta, responsáveis pela produção do hormônio. Segundo Jeffery Tessem, um dos autores do estudo, as produtoras de insulina funcionam melhor e ficam mais fortes quando se aumenta a quantidade de monômeros de epicatequina no corpo. “Eles tornam mais fortes a mitocôndria nas células beta, o que produz mais ATP (fonte de energia de uma célula), resultando em maior liberação de insulina”, resume o também professor de nutrição, dietética e ciência alimentar na universidade norte-americana.

A equipe chegou à conclusão após um experimento com ratos. Inicialmente, as cobaias seguiram uma dieta rica em gordura e sofreram as consequências dela, como o aumento do peso. Quando o composto do cacau foi adicionado à alimentação dos animais, houve redução da obesidade e aumento da capacidade de lidar com a elevação dos níveis de glicose no sangue. “Os monômeros de epicatequina protegem as células, aumentando a capacidade delas de lidar com o estresse oxidativo”, diz Tessem.

O pesquisador ressalta, porém, que a descoberta não avaliza a ingestão de barras de chocolate. “Você provavelmente terá que comê-las em grande quantidade e não vai querer ingerir o tanto de açúcar inerente a esse processo. É o composto no cacau que você está procurando”, explica.

A intenção da equipe é fazer com que os monômeros de epicatequina sejam ingeridos de forma mais saudável e viável.  “Esses resultados nos ajudarão a nos aproximar da ideia de usar esse composto de forma mais eficaz, em alimentos ou suplementos para manter o controle normal de glicose no sangue e até potencialmente o aparecimento do diabetes tipo 2”, cogita Andrew Neilson, coautor do estudo.
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Caroço do abacate pode ser usado na medicina e em soluções industriais

A semente do abacate pode ser usada na produção de plásticos, anticancerígenos e remédios para tratar problemas cardíacos, indica estudo norte-americano

postado em 29/08/2017 06:00


Reprodução


A semente do abacate é geralmente jogada fora após o consumo da fruta. Um desperdício, alertam pesquisadores da Sociedade Americana de Química (ACS, pela sigla em inglês). Os caroços e a casca que os envolve podem ser usados na produção de substâncias com aplicações diversas, da medicina a soluções industriais. A descoberta soma-se aos já conhecidos benefícios da fruta para a saúde, como a grande quantidade de potássio e fibras, além da diminuição dos níveis de colesterol e triglicerídeos no sangue, e a uma recente constatação relacionada à melhora cognitiva na meia-idade.

No caso da equipe norte-americana, a proposta é usar as toneladas de sementes desperdiçadas na produção de medicamentos antivirais, suplementos alimentares, plásticos e cosméticos. De acordo com a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, cerca de 5 milhões de toneladas de abacates foram produzidas no mundo em 2014. Na maioria dos casos, apenas a polpa tem aproveitamento. Mesmo para os produtores que usam os caroços para extrair o óleo de abacate, a casca é descartada antes do processamento.

“É possível que as cascas das sementes de abacates sejam, na verdade, uma grande preciosidade, pois os componentes medicinais dentro delas podem eventualmente ser usados para tratar cânceres, doenças cardíacas e outras complicações para a saúde. Nossos resultados também sugerem que as cascas são uma fonte em potencial de substâncias usadas em plásticos e outros produtos industriais”, diz Debasish Bandyopadhyay, da Universidade do Texas no Vale do Rio Grande e participante do estudo, apresentado no Encontro e Exposição Nacional da Sociedade Americana de Química, em Washington.

Para chegar às conclusões, Bandyopadhyay e a equipe moeram 300 cascas secas do fruto, o que rendeu em torno de 595 gramas de pó, transformados no equivalente a três colheres de chá de óleo e 28 gramas de cera. Usando duas técnicas de análise — cromatografia gasosa e espectrometria de massa —, os investigadores detectaram 116 componentes químicos no óleo e 16, na cera. Muitos deles, inclusive, não foram encontrados nas próprias sementes.

Entre os achados do óleo estavam ácido behênico, usado em cosméticos e medicamentos antivirais; heptacosano, com potencial para inibir o crescimento de células tumorais; e ácido dodecanoico, que aumenta o colesterol bom e reduz o risco de aterosclerose. Na cera, foram descobertas substâncias usadas na produção de plásticos, cosméticos e aditivos alimentares.  Bandyopadhyay conta que a equipe trabalha, agora, manipulando os componentes descobertos a fim de otimizar o seu uso, como no desenvolvimento de remédios com menos efeitos colaterais.


Cérebro turbinado

Os admiradores da polpa do fruto também têm mais um motivo para apreciá-lo. Pesquisa publicada neste mês, na revista Nutrients, mostrou que o consumo diário de abacate aumentou seus efeitos benéficos para quem chegou aos 50 anos. São os reflexos da ação da luteína, um pigmento encontrado em frutas e vegetais que se acumula no sangue, nos olhos e no cérebro e pode agir como um agente anti-inflamatório e antioxidante.

Segundo estudo da Universidade Tufts, nos Estados Unidos, os participantes que seguiram a dieta proposta tiveram aumento da concentração da substância nos olhos em 25%, além de melhora significativa na memória de curto prazo e na habilidade de resolver problemas. “Os resultados desse estudo sugerem que as gorduras monoinsaturadas, as fibras, a luteína e outros componentes do abacate tornam a fruta especialmente eficaz em enriquecer os níveis neurais de luteína, o que pode trazer benefícios não só para a saúde dos olhos, mas também para a do cérebro”, enfatiza Elizabeth Johnson, principal pesquisadora do estudo.

A investigadora conta que os experimentos indicam que é melhor comer a fruta. Os níveis de luteína nos olhos mais do que dobraram nos participantes que fizeram isso se comparados aos que ingeriram suplemento.  “Logo, uma dieta balanceada que inclui essa fruta pode ser uma estratégia efetiva para a saúde cognitiva”, ressalta. Participaram da pesquisa 40 adultos saudáveis, com em média 50 anos, que comeram um abacate fresco por dia durante seis meses. Os pesquisadores monitoraram o aumento gradual da quantidade de luteína nos olhos dos voluntários e a melhora em testes de memória, velocidade de processamento e nível de atenção.

No lugar do abacate, o grupo de controle comeu uma batata ou um copo de grão-de-bico por dia, que possuem o mesmo nível de calorias, mas não contêm luteína. Esse grupo apresentou melhora mais tímida na capacidade cognitiva. Segundo os autores, como os resultados se baseiam no consumo de um abacate inteiro por dia, são necessárias novas pesquisas a fim de determinar se os benefícios podem ser replicados com o consumo da porção diária recomendada: um terço da fruta, que contém 136 microgramas de luteína.

“Enquanto as conclusões de um único estudo não podem ser generalizadas para todas as populações, o resultado da pesquisa ajuda a reforçar e a avançar o corpo de publicações sobre os benefícios do abacate no dia a dia”, diz Nikki Ford, diretora de nutrição do Conselho do Abacate Hass, grupo que promove o consumo da fruta nos Estados Unidos. “Abacates são nutritivos e sem colesterol, com gorduras naturalmente boas. Por isso, são uma forma fácil e deliciosa de se somar mais frutas ao consumo diário saudável de plantas.”
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Estudo realizado por professor da FADBA é destaque em jornal oficial da Sociedade Internacional de Etnofarmacologia.

Fonte: ADVENTISTA.EDU.BR


Raimon Rios, professor de Fisiologia Humana e Parasitologia publicou um artigo no "Journal of Ethnopharmacology", o jornal oficial da Sociedade Internacional de Etnofarmacologia, que se dedica a publicar o uso medicinal tradicional de plantas e outras substâncias. O trabalho foi fomentado pela FAPESB (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia) e teve participação dos professores Hugo Bernardino e Marta Santos, como coautores do trabalho.
Raimon conta que o interesse no tema, que foi produto do mestrado em Imunologia, se deu após um levantamento etnofarmacológico realizado no recôncavo baiano, onde ficou evidente que a população fazia uso cultural de vários produtos vegetais para tratamento empírico de inflamações respiratórias, como asma e alergias. Uma das plantas citadas foi a S. paniculatum.
A S. paniculatum, conhecida popularmente como Jurubeba verdadeira, é muito comum no Brasil e faz parte da Lista de Plantas Medicinais de Interesse do SUS - RENISUS, uma relação de plantas que o Ministério da Saúde elaborou para subsidiar o desenvolvimento de pesquisas sobre plantas medicinais e fitoterápicas. 
“Neste trabalho, utilizamos evidências etnofarmacológicas do uso popular de uma planta chamada popularmente de Jurubeba (seu nome científico é Solanum paniculatum) para inflamações e asma. Este trabalho mostrou evidências in vitro de que a jurubeba poderia alterar a expressão de genes envolvidos em respostas inflamatórias, atenuando a inflamação” explica.
Assim sendo, o estudo justifica o uso popular da Jurubeba em condições de inflamação. Estes resultados, apesar de promissores, são iniciais e mais estudos precisam ser realizados para explicar maiores mecanismos da atividade anti-inflamatória da S. paniculatum. 
Este estudo é o primeiro a testar a ação anti-inflamatória da planta. Fornecendo provas para o uso popular do S. paniculatum em condições inflamatórias. Estudos adicionais devem ser conduzidos para explorar ainda mais o potencial anti-inflamatório do SpE e para elucidar possíveis aplicações clínicas.
Para ter acesso ao artigo completo, clique AQUI (este link poderá ser livremente acessado até o dia 12 de setembro de 2017).

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domingo, 27 de agosto de 2017

Berlim quer instalar mictórios femininos nos banheiros públicos

Berlim quer instalar mictórios femininos nos banheiros públicos

Por Ana Carolina Leonardi            SUPER INTERESSANTE/ABRIL
24 ago 2017, 16h55
 

Berlim vai mostrar ao mundo que é uma cidade inovadora – a começar pelo seu xixi. Um estudo de 99 páginas de “conceito urbano de banheiros” mostrou o plano de construir uma categoria alternativa de privada: um mictório feminino.

Mas nem adianta imaginar um urinol ao lado do outro em uma fila aberta. Mictórios femininos já foram produzidos no Japão, na Itália e na China e, na maioria dos casos, eles ficam dentro de um cubículo. 

O mictório da empresa italiana Matteo Thun & Partners é a opção de design citada pelo relatório. Bem fininho, seu criador destaca que ele tem a vantagem de evitar o contato entre a pessoa e o vaso, além de permitir uma a posição mais “natural e confortável” à usuária. Você pode conferir o produto aqui.

Outra possibilidade que pode ser imitada por Berlin é o urinol feminino usado na Suíça, vizinha da Alemanha. Vista de cima, ela até parece uma privada tradicional,  mas também é fina e com menos espaço para apoio (até porque encostar não é a ideia).  O mictório, mais baixo que o tradicional masculino, seria usado com a mulher de costas para a parede, como em uma privada, mas agachada em posição “de esquiar”, com os joelhos dobrados para chegar no ângulo certo. 


Mas porque se dar ao trabalho de criar um mictório feminino? O relatório aponta três motivos. O primeiro deles é facilitar a vida das mulheres. Em vários locais públicos, há banheiros que só atendem aos homens, com mictórios masculinos, por uma questão de espaço. Quando há banheiro femininos apropriados, as filas são enormes – e esse é um fenômeno que se repete em vários países. Segundo um estudo belga, os banheiros femininos tradicionais têm 30% menos “postos”, porque privadas ocupam mais espaço que os mictórios, então menos gente pode usar o banheiro ao mesmo tempo. A introdução do urinol feminino pode mudar isso.

O segundo motivo é economia de água. Segundo os berlinenses, mulheres chegam a dar descarga até 3 vezes por visita ao banheiro. O maior culpado disso é a necessidade de forrar o assento com papel, por motivos higiênicos. Esse papel, depois, é jogado na privada, e pode demorar umas descargas até descer inteiro (lembrando que fora do Brasil é raro ter um baldinho para jogar lixo no cubículo). Com o mictório, a necessidade de contato com o vaso diminui, e o gasto com água também.

Essa ideia já foi comprada por festivais e universidades na China. A Universidade Normal Shanxi, em Xian, afirma que dá para economizar até 162 mil litros de água por dia se todas as alunas fizerem xixi de pé, usando o mictório feminino.

O último motivo é que o mictório feminino pode ser uma ferramenta para promover banheiros neutros com relação à gênero – ou seja, que pode ser usado por homens, mulheres ou pessoas que não se adequam a nenhum desses grupos. Para isso, falta testar e implantar o design perfeito, adequado para todo mundo.

Mas o objetivo não é abraçar os banheiros neutros de uma vez e, sim, de pouco a pouco. A primeira medida, definida no laboratório, visa dar mais proteção e conforto para pessoas trans ou não-binárias que são obrigadas a usar banheiros masculinos. Portanto, para cada local público em Berlim que oferece banheiros masculinos com mictórios, será obrigatório oferecer banheiros unisex, com cubículos fechados, para quem quiser usar. 

Segundo aquele estudo belga citado ali em cima, as mulheres também ganham com isso: em um banheiro unisex, a espera na fila cai de 6 minutos para apenas um minuto e meio.

https://super.abril.com.br/sociedade/berlim-quer-instalar-mictorios-femininos-nos-banheiros-publicos/ 
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VIDHA LINUS

CONSULTORIA AMBIENTAL LICENÇAS,ELABORAÇÃO EIV, PRAD. Av Radial B, 122 Bairro Mangueiral CEP 42807-380 CAMAÇARI - BAHIA 71 3040 5033 99168 5797 VBRAMBIENTAL@YAHOO.COM.BR

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