Meio Ambiente & Desenvolvimento Humano

sábado, 26 de outubro de 2019

O Horto Florestal de Camaçari pede socorro.


ECOFOTOGRAFIA. O ColorirCidade visita o horto florestal e faz uma radiografia da situação.

 

26 out 2019   21:38h

VALDIR RIOS
Engenheiro Ambiental e Radialista 


Neste sábado (26), membros do ColorirCidade estiveram no horto florestal da cidade, para verificar de perto a degradante situação e apresentar ao prefeito, propostas visando sensibiliza-lo, de modo a acelerar as prometidas obras de requalificação do espaço.

O HORTO FLORESTAL

Encravado no centro da cidade entre a Avenida Radial C e a Praça da Simpatia, o horto florestal conta com uma área aproximada de 30 mil metros quadrados. Há possibilidade da pratica de trilhas, caminhadas, piqueniques, encontros, eventos culturais e visitação acadêmica, além de varias outras possibilidades de uso para atividades esportivas, de recreação e cultural.

Existe um largo número de arvores e vegetação nativa e outras espécies exóticas.
O que chama atenção são algumas arvores centenárias que chegam a atingir mais de 25 metros de altura com uma frondosa copa.
Dentre esses exemplares existem a paineira, pau-brasil, bambu, a Camaçari, ficus, aroeira, seringueira e algumas castanheiras.
Alguns pinus e amendoeiras estão com o problemas fitossanitário, necessitando de maior atenção e cuidados no controle de pragas a perceber cupins.

A REALIDADE
                                          Engenheira Ambiental e Segurança: LIDIANE MOTA
  
Desde o início da atual gestão já se falava da requalificação do horto florestal, mas infelizmente os projetos não avançaram e o projeto ambicioso de transformar aquele horto no melhor parque ambiental da região metropolitana não saiu do papel.

“As condições desse local se tornou mais deficiente pela falta de cuidados necessários para manter esse espaço adequado ao uso. Em seu entorno há pessoas que buscam qualidade de vida através de atividades físicas e esportivas. 
Com a requalificação desse espaço que tem o privilégio de ser contemplado pela exuberante natureza, pode-se promover mais qualidade de vida aos camaçariense, pois quando se pensa em qualidade de vida não podemos desvincular à natureza, pois ela  é inerente a vida humana". VÂNIA CÁSSIA – Psicóloga e participante do ColorirCidade.

PROBLEMAS ENCONTRADO


Além do entulho, lixo, falta de poda e limpeza da vegetação rasteira que invade as calçadas, outro problema detectado é a presença de esgoto vindo de residências e ou empresas vizinhas ao horto.
As portarias de acesso, a iluminação interna e a antiga sede encontram-se destruídos e assim não há nenhum controle de entrada, visitação, sistema de segurança e fiscalização. Totalmente abandonado o local é ponto de usuário de drogas, desova e constantemente é ouvido nas emissoras locais, reclamação de moradores sobre assaltos.


A PROPOSTA DO COLORIRCIDADE

O grupo pretende ter um encontro com o gestor municipal, para pedir celeridade nas obras. De imediato, deve requerer um apoio para uma ação voluntaria, para roçagem, capina, limpeza das calçadas e retirada do entulho.
A data do mutirão será definida após o dialogo com o prefeito da cidade.

REGISTRO FOTOGRÁFICO:



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segunda-feira, 14 de outubro de 2019

Praia da Aldeia Hippie em Arembepe, é adotada pelo grupo ColorirCidade.

Óleo e lixos. Rios e praias pedem socorro.

14 out 2019 12:20h
VALDIR RIOS
Eng. Ambiental e Radialista
Fotos: Voluntários

 

Neste final de semana, o grupo de voluntários denominado ColorirCidade-Camaçari, retornaram a Arembepe na Praia da Aldeia Hippie, só que desta vez para realizar a limpeza do óleo que contaminou as praias dos estados nordestinos.

Foto: Professora Lenilda e Alunos

No sábado (12), foi realizado um trabalho de reconhecimento, limpeza e planejamento para que os trabalhos fossem realizados sem riscos aos participantes, trazendo os melhores resultados na retirada do óleo.

No domingo (13), os trabalhos reiniciaram no trecho I, como revisão e coleta do material que a maré alta trouxe de volta a praia, compreendido entre Aldeia Hippie e Arembepe, já que o trabalho mais intenso teria sido feito no dia anterior.

No primeiro trecho, já existiam 3 (três) BAGs de rafia, contendo o material solidificado sendo indicação de que grupos ou Órgãos ambientais, já teria feito um trabalho mais intenso.
Os BAGs contendo o material, continuam na praia, com necessidade urgente de ser feito a retirada. Com as altas temperaturas o material retoma sua forma liquida/pastosa podendo escoar na praia.


No trecho II, entre o Emissário Submarino da CETREL até aldeia Hippie, os trabalhos aumentaram devido a maior quantidade de óleo encontrado na água e nas praias. No emissário, o óleo também estava encrustado nas pedras e enterrada na areia, dificultando o serviço. Laminas de óleo sobre a água, foram verificadas em alguns pontos.


A falta de respeito dos usuários (banhistas e comerciantes) da Praia do e Emissário e Rio Capivara deixou os voluntários indignados. Recentemente no Dia Mundial de Limpeza de Praia, foram retirados pelo ColorirCidade em parceria com o Tiro de Guerra de Camaçari, aproximadamente 500 kg de resíduos sólidos (lixo), principalmente entre o rio e a costa.

Sem as devidas práticas sustentáveis ou fiscalização por parte dos Órgãos Públicos competentes, qualquer local serve para que o gerador de resíduos sólidos descarte seu lixo, sendo fácil encontrar na areia, vegetação, ou corpos hídricos: copos descartáveis, latas, garrafas PETs, canudos e outros materiais plástico.

O ColorirCidade, deve retornar ao emissário/Rio Capivara, para realizar atividades inclusive de educação ambiental junto aos comerciantes.

Há uma ideia para que se forme grupos de voluntários nas parais baianas atingidas. Este coletivo deverá adotar uma praia de acordo sua localização territorial. Como guardiões terão como objetivo desenvolver atividades para a preservação do meio ambiente e quando necessário solicitar apoio dos grupos parceiros.

 
Fotos:Janete em Porto do Sauípe 14 out 2019

Está previsto inicialmente para este próximo domingo (20), o deslocamento do ColorirCidade para atender um chamado da comunidade em Porto do Sauípe município de Entre Rios (1 h 12 min (81,0 km) via BA-099). A localidade está com dificuldade para sozinhos resolverem o problema do óleo em sua praia e foz do rio.

Conheça melhor o ColorirCidade-Camaçari:

REGISTRO FOTOGRÁFICO DO COLORIRCIDADE:



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domingo, 6 de outubro de 2019

Camaçari: Povoado de Parafuso. Patrimônio material e imaterial esquecido ao tempo.

ColorirCidade realiza seu Ecofotografia em PARAFUSO.


 

06 out 2019

VALDIR RIOS
Eng. Ambiental e Radialista
71 99168-5797


O ColorirCidade – Camaçari, esteve neste domingo (06), realizando uma visita no Povoado de Parafuso que fica a 8 Km aproximado da sede do município Camaçari.

O grupo é formado por amigos e pessoas que vão se integrando e como voluntários buscam transformar com pequenas ações a forma em que as pessoas se harmonizam com seu espaço, seja rua, praça, escola, povoado e demais espaços de convivência coletiva. Veja matéria do repórter Alex: https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=10212063463501563&id=1823685492

A ação deste final de semana teve como propósito apresentar para própria população de Camaçari e região metropolitano o quanto o Povoado de Parafuso possui de atrativos a ser explorado.

A Igreja da praça, a velha estação, o pequeno mercado a própria pracinha da estação mesmo que precisando de reformas, possui uma sedução às lentes das câmaras fotográficas ou celulares que a cada click leva o visitante a querer adentrar na história, cultura e no próprio patrimônio que por vez encontra-se fechados ou em péssimo estado de conservação e abandono como o mercado e a estação.


A velha estação apesar de não está apta a receber turistas devido a sua estrutura oferecer riscos de acidente, não deixa mesmo assim, de transportar o visitante ao tempo de ouro onde o apito da locomotiva era escutado ao longe e com daí a certeza que vinha o progresso, o desenvolvimento e melhoria econômica do município e população.

O descarrilhamento de um vagão que transportava pinos parecidos com parafusos para fixação de trilhos originou o nome de umas das mais tradicionais localidades de Camaçari, Parafuso. A história é preservada pela cultura da oralidade, ou seja, é passada de geração em geração pelos moradores locais. UPB (2015).

A prainha é um local onde o Rio Joanes criou uma linda paisagem, onde pescadores retiram e alguns poucos barraqueiros retiram seu sustento.


O local carece de melhorias e algumas intervenções de infraestrutura. Calçadas, banheiros públicos, além de serviços essenciais como limpeza pública, coleta de resíduos sólidos, implantação de lixeiras e processo de educação ambiental aos envolvidos trariam grandes benefícios a quem vive da atividade local.

A verdade é de que o atrativo da prainha é maior ao horizonte, onde os olhos não veem detalhes.
A baronesa, as águas turvas com tom de efluente sanitário, lixo às margens do lago, o estado de conservação, estilo e volume alto do som nas barracas, são itens negativos.

Segundo o Engenheiro Ambiental Gerson Iran é possível através de pequenas ações desenvolver um turismo sustentável. Veja sua fala:


As arvores com suas sombras, as canoas a espera do pescador e o colorido das flores se esforçam no intuito de tornar aquele ambiente em um espaço agradável, para que a frequência de pessoas seja mantida.

“Antes da foto, o lixo”.

Em sua caminhada o grupo ainda retirou lixo da praça, reforçando uma campanha quem buscam massificar o lema: ANTES DA FOTO, O LIXO. A ideia é de que o turista antes de fazer foto já deve está preocupado com o destino final do lixo que foi produzido.

A jornada a seguir, deverá acontecer no final de semana vindouro e terão como homenageadas Nossa Senhora Aparecida padroeira do Brasil e Irmã Dulce que estará sendo canonizada no domingo próximo.

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VIDHA LINUS

CONSULTORIA AMBIENTAL LICENÇAS,ELABORAÇÃO EIV, PRAD. Av Radial B, 122 Bairro Mangueiral CEP 42807-380 CAMAÇARI - BAHIA 71 3040 5033 99168 5797 VBRAMBIENTAL@YAHOO.COM.BR

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