Meio Ambiente & Desenvolvimento Humano

sábado, 28 de outubro de 2017

Pré-sal, cleptocracia e a nova aposta suicida do Brasil

À direita e à esquerda, é preciso ouvir os alertas de Palocci sobre a economia predatória do petróleo

País segue investimento 70,5% em combustíveis fósseis, enquanto China e França seguem outro rumo

Pré-sal, cleptocracia e a nova aposta suicida do Brasil
AGÊNCIA BRASIL

O pré-sal é uma “maldição” e os petrodólares que compram “a tudo e a todos” deixaram o Governo brasileiro “entorpecido”. Por mais que me desse gosto ser o autor dessas colocações, elas não são minhas: provêm justamente de uma das pessoas que mais fizeram para que o país mergulhasse de cabeça no poço escuro da economia do petróleo, o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci Filho.

Numa carta de desfiliação partidária que já nasceu um clássico, Palocci, o outrora gênio político responsável pelo sucesso do Governo Lula e atualmente persona non grata do petismo, fez alertas graves sobre a obsessão dos donos do poder no Brasil pelos hidrocarbonetos. Tais alertas passaram batidos no noticiário, dado o teor de nitroglicerina do restante do texto. Mas é fundamental que eles sejam relidos e compreendidos, à direita e à esquerda.

Ao dizer que a descoberta das reservas supostamente fabulosas do pré-sal transformou o Governo brasileiro numa cleptocracia, Palocci revela um segredo de polichinelo. A chamada “maldição dos recursos naturais” é um fenômeno conhecido e bem estudado pelos economistas: países que encontram dinheiro fácil no subsolo começam a deixar de fazer investimentos produtivos em outros setores da economia. Acabam dependentes de uma única commodity e primarizados. Em geral, esse mesmo dinheiro cria uma casta política corrupta, mina a democracia e, quando ele acaba, ou quando o preço da commodity despenca, deixa em seu lugar um Estado falido e uma população na miséria.
O exemplo mais recente é a Venezuela, mas pense na Rússia dos anos 1990, no Iraque devastado, no Irã linha-dura, na corrupta Nigéria e na feudal Arábia Saudita, onde as mulheres acabam de conquistar o direito de... dirigir. A civilizada Noruega, que guardou num porquinho o dinheiro dos royalties do petróleo, o Canadá e os até recentemente democráticos EUA são exceções que confirmam a regra.

Nem é preciso ir muito longe atrás de exemplos. Basta olhar para o Rio de Janeiro, onde a riqueza petroleira alimentou um Governo cujo chefe está na cadeia – e, quando as receitas começaram a despencar, deixou atrás de si um Estado em frangalhos e uma janela aberta para a ressurgência do poder dos traficantes de drogas.

Palocci se esqueceu de dar esse aviso, mas a situação vai piorar. O petróleo enquanto mola-mestra da economia mundial está com os dias contados. Os veículos elétricos estão entrando no mercado nos países desenvolvidos a uma velocidade muito maior do que indicavam as projeções, constatação que fez a revista The Economist decretar em agosto em sua capa “a morte do motor a combustão interna”. De acordo com alguns estudos, os carros elétricos podem levar a demanda por petróleo ao pico já na próxima década e adquirir domínio do mercado em 2035. Para quem e por quanto tempo o Brasil espera vender petróleo?

Outro fator que ameaça encurtar o sonhado futuro petroleiro do país é a realidade climática. Mesmo sem El Niño, 2017 se encaminha para ser o segundo ou terceiro ano mais quente da história. Num intervalo de três meses assistimos a uma onda de calor brutal na Europa, monções assassinas na Ásia e três superfuracões no Atlântico. A capital do Brasil raciona água e as hidrelétricas estão mais uma vez a perigo. A única forma de mitigar essa realidade é uma implementação rápida e ambiciosa do acordo do clima de Paris. Só que a matemática de Paris é implacável: a maior parte das reservas de hidrocarbonetos do mundo terá de ficar no subsolo para que o objetivo final do tratado (salvar a humanidade) seja cumprido.

O Governo do Brasil parece ainda não ter entendido isso. Depois que a turma do Palocci deixou o poder, o país dobrou a aposta no petróleo e virou o novo queridinho das petroleiras estrangeiras. No próximo dia 27, o país realizará um aguardado leilão de blocos do pré-sal que, aventa-se, poderá render até US$ 36 bilhões (ironicamente, no mesmo dia, o Itamaraty estará discutindo com a sociedade civil a atuação do Brasil na próxima conferência do clima.) Também em outubro poderá ser promulgado um plano de eficiência energética em veículos, o Rota 2030, que dá passe livre aos veículos de carga a diesel. O atual presidente mantém a mesma proporção de investimentos em fósseis que sua antecessora: 70,5% do total de investimentos em energia. Ao mesmo tempo, e na contramão de nações como China e França, cortou investimentos em ciência, educação e inovação, reduzindo a chance de diversificar a economia no médio prazo.

O plano parece suicida. Enquanto a transição para economia descarbonizada acontece de Pequim a Palo Alto, o Brasil vai despejar bilhões em infraestrutura pesada para extrair e processar combustíveis fósseis e incentivar uma indústria automobilística para fabricar as carroças do século 21.

Em sua cela, no Paraná, Antonio Palocci pode ter o consolo de não fazer parte dele desta vez.

Carlos Rittl é secretário-executivo do Observatório do Clima, uma rede de 43 organizações da sociedade civil



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quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Várzea da Roça - Banco do Brasil, com data de encerramento



Apesar do potencial econômico, o retrocesso não dar trégua a Várzea da Roça

Valdir Rios
18 out 2017 


Conforme matéria postada por AGMAR RIOS, o BB de Várzea da Roça,   deverá suspender suas atividades a partir do dia 20 de novembro próximo.  
Neste caso seria manter a agência conforme se encontra, já que desde o dia 25 de junho de 2017, encontra-se fechada devido um assalto  que deixou o prédio onde funciona o banco bastante destruído.
Por conta de omissão do estado na Segurança Pública, o BB esquecendo sua função  social, alega a falta de segurança para deixar clientes e cidadãos desassistidos. Isso na certeza que os lucros continuaram a serem contabilizado. 
Na sua visão de mercado os correntistas se manterão, já que as contas deverão ser transferidas para uma agência de Capim Grosso, segundo relata o site de Agmar.

                                                           NOTA

Infelizmente o retrocesso em Várzea da Roça tem sido algo que vem a cada tempo tomando uma maior dimensão, não estamos sabendo lidar e ou valorizar nosso patrimônio.

Além do PODER PÚBLICO não demonstrar que está na briga pra valer na defesa da cidade e seus munícipes, grande parte da sociedade organizada se acomodou e enquanto isso vai acumulando-se uma soma de perdas pra já tão sofrida Várzea da Roça. 

A causa pública já não denota um sentido coletivo. Em um canibalismo social desenfreado grande parte dos envolvidos na política vivem a brigar pelo MEU!?, AQUI E AGORA?! os acordos servem apenas pra ganhar eleições e parte deles sendo ou não concretizados só ajudam a prosseguir uma maior limpeza imoral nos cofres públicos.

O município de Várzea da Roça não tão distante de algumas outras realidades da  política nacional, tem sido uma miniatura (gigante) de um modelo decadente e apodrecido representado pelos caciques políticos em BRASÍLIA.

Tá na hora de uma verdadeira reflexão aonde se quer chegar, bem como a forma.

Continuaremos a seguir os paredões? Continuaremos a nos perseguir armados num corre corre onde a vida do próximo perde valor desde que haja garantia de uma vaga seja de emprego, um carro ou contrato? Continuaremos a valorar pessoas e nos bastidores manter os conhecidos e obscuros acordos das já tão conhecidas figuras (existem em ambos os lados).

Pensar a cidade, planejar a cidade, discutindo e propondo soluções, para a partir destes posicionamentos  buscar avanços que a cidade tanto carece.

Poucas cidades do porte de Várzea da Roça tem o seu potencial  para se desenvolver economicamente.

Se as pessoas perceberem e atuarem neste sentido um dia teremos a cidade que todos nós sonhamos, caso contrario maiores lamentações virão infelizmente.

Continuando este modelo político instalado,  o passar do tempo só mostrará o quanto estamos errado e muitas vezes covardes em nossas atitudes
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segunda-feira, 16 de outubro de 2017

País reforçará ação climática com a sociedade

ESPECIAL// Conferência do Clima ocorrerá em novembro, na Alemanha. Espaço Brasil sediará debates e fortalecerá engajamento do país no tema.

Segunda, 16 Outubro 2017 17:30
MMA
 
Gilberto Soares/MMA                                                                                                    Conferência reunirá países em Bonn

LUCAS TOLENTINO

Um risco global pode estar a caminho. A comunidade científica já alertou que a temperatura média do planeta subirá caso não sejam reduzidas as emissões de gases de efeito estufa geradas pela indústria, pela queima de combustíveis e por outras fontes. Esse aquecimento poderá expor pessoas mundo afora a incêndios florestais, secas e diversos eventos extremos. Diante do cenário alarmante, mais de 190 países reúnem-se todos os anos em encontros que ficaram conhecidos como as Conferências do Clima, com o objetivo de amenizar a questão.

A próxima edição do evento ocorrerá em novembro e será tema de uma série de matérias que o Ministério do Meio Ambiente (MMA) publica a partir de hoje (16/10), sempre às segundas-feiras. Essa será a vigésima terceira edição da reunião anual, que atende pelo nome oficial de 23ª Conferência das Partes (COP 23) da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC, na sigla em inglês). Serão duas semanas, entre 6 e 17 de novembro, de negociações e debates em Bonn, na Alemanha.

Pioneiro na agenda, o Brasil apresentará os avanços na ação climática nacional e debaterá as diversas questões ligadas ao tema em uma área montada pelo governo federal dentro da Conferência. O Espaço Brasil na COP 23 envolverá representantes de órgãos públicos, do setor privado, da academia e da sociedade civil em debates sobre o que é necessário fazer para conter a mudança do clima a nível nacional e mundial.

CRIATIVIDADE

O principal objetivo da COP 23 será avançar na regulamentação do Acordo de Paris, um esforço mundial em que cada país tem seu papel frente à mudança do clima. Considerada uma das mais ambiciosas, a meta brasileira envolve todos os setores da economia. “Precisamos ser criativos com especialistas do setor financeiro que possam projetar mecanismos inovadores”, declarou o secretário de Mudança do Clima e Florestas do Ministério do Meio Ambiente, Everton Lucero, em debate com o setor industrial.

A ação climática proposta pelo Acordo de Paris é vista pelo Brasil como uma oportunidade de desenvolvimento sustentável do país. De acordo com Lucero, setores como a bioenergia e a bioquímica podem ser impulsionados a partir desse novo cenário global. “O desafio é reunir especialistas em engenharia financeira e garantir que a nossa economia possa prosperar e a competitividade ser mantida”, acrescentou o secretário.

O engajamento na questão climática é global. Anfitriã da Conferência que, em 2015, estabeleceu o Acordo de Paris, a França também reconhece esse potencial de desenvolvimento. “Energias renováveis e novas tecnologias de baixo carbono conquistam o mercado com preços competitivos, o que confirma que está sendo realizado, no mundo todo, uma transição energética irreversível”, avaliou o ministro-conselheiro da Embaixada da França no Brasil, Gilles Pécassou, em audiência no Senado Federal.

EMISSÕES

O Brasil tem diversas frentes de ação para cumprir suas metas. Pelas estimativas oficiais, o setor de energia é responsável por 37% das emissões líquidas brasileiras, conforme os dados mais recentes do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, referentes a 2014. A agropecuária responde por 33% das emissões, seguida pelos setores de mudança de uso da terra e florestas (18%), processos industriais (7%) e tratamento de resíduos (5%).

O MMA é responsável por diversos programas que atuam na redução de emissões, chamada de “mitigação” no jargão das conferências. O projeto Siderurgia Sustentável é uma dessas iniciativas e fomenta a produção de carvão limpo e eficiente (carvão vegetal) para ser usado pelo setor. No Brasil, cerca de 30% da produção de ferro gusa e aço já usa o carvão vegetal como fonte. Enquanto isso, no mundo, o uso de combustíveis fósseis nesse segmento chega a 98,5%.

O Projeto Eficiência Energética em Edificações (Projeto 3E) também atua na mitigação ao promover melhores práticas de uso da energia junto à sociedade. A iniciativa parte da constatação de que o setor de edificações responde por mais de 40% da eletricidade consumida no país. A partir daí, o 3E desenvolve um mercado de eficiência em prédios públicos e comerciais por meio de ações como avaliações do consumo em órgãos públicos e treinamentos para etiquetagem de eficiência energética em edificações.

O ACORDO DE PARIS

Concluído em dezembro de 2015, na COP 21, o Acordo de Paris é um esforço mundial para “manter o aumento da temperatura média global bem abaixo dos 2 °C acima dos níveis pré-industriais e buscar esforços para limitar o aumento da temperatura a 1,5 °C”. Para isso, cada país apresentou sua meta de corte de emissões, conhecida como Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC).
A meta brasileira é reduzir 37% das emissões de gases de efeito estufa até 2025, com indicativo de cortar 43% até 2030 – ambos em comparação a 2005. Como forma de alcançar o objetivo, a NDC brasileira propõe, entre outras coisas, restaurar e reflorestar 12 milhões de hectares de florestas e aumentar a participação de bioenergia sustentável na matriz energética brasileira.




Confira os principais termos para entender a COP 23:

UNFCCC – A Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC) foi criada como um dos resultados da Rio 92, a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, realizada há 25 anos no Rio de Janeiro. A UNFCCC reúne, hoje, mais de 190 países signatários que atuam com foco em medidas para mitigar a mudança do clima e se adaptar a ela.

COP – A Conferência das Partes (COP) é o órgão supremo da UNFCCC. Todos os anos, representantes dos países signatários reúnem-se, na COP, para adotar medidas e acompanhar o andamento dos acordos estabelecidos anteriormente. A cada ano, a reunião ocorre em uma cidade diferente. A 23ª edição da COP será realizada em Bonn, onde fica a sede da UNFCCC. A presidência da COP 23 será exercida pela República das Ilhas Fiji.

NDC – As Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) representam o compromisso dos signatários da UNFCCC com a redução de emissões de gases de efeito estufa em seus próprios territórios. Ao longo do processo de conclusão do Acordo de Paris, cada país apresentou a sua meta com percentuais de corte de emissões, prazos e ações para atingi-los.

http://www.mma.gov.br/index.php/comunicacao/agencia-informma?view=blog&id=2618
Assessoria de Comunicação Social (Ascom/MMA)
(61) 2028-1227/ 1311/ 1437
imprensa@mma.gov.br

 

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domingo, 15 de outubro de 2017

'Pássaros encardidos' revelam desconhecido grau de poluição do ar

Pesquisadores americanos estudaram vestígios de carbono negro preso nas penas de aves para entender a magnitude da poluição na área industrial dos Estados Unidos no século 19.

fonte:g1 natureza

Por BBC

 Imagem do pica-pau de 1901 (em cima) e de 1982 (embaixo) (Foto: Divulgação/Carl Fuldner and Shane Dubay)

partículas de fuligem que se enroscaram nas penas de pássaros e com eles voaram pelos céus nos últimos 100 anos estão levando cientistas a repensarem os dados da poluição do ar no mundo.

Pesquisadores americanos mediram os índices de carbono negro encontrado em 1,3 mil exemplares de alpacas, pica-paus e pardais no último século.
Eles produziram a imagem mais completa que já se viu da qualidade histórica do ar em partes industriais dos Estados Unidos.
O estudo também ajuda a compreender como as mudanças climáticas têm acontecido ao longo da história.

Ar cheio de fumaça

O carbono negro, um composto da fuligem, é resultado da queima de madeira ou combustíveis fósseis.
O ar sujo tornou-se um grande problema na medida em que a industrialização avançava em toda a Europa e nos Estados Unidos no final do século 19.
As cidades logo foram cobertas pela fuligem graças à queima de carvão não regulamentada em casas e fábricas.
Embora o enorme impacto do carbono negro sobre a saúde das pessoas que vivem em centros urbanos tenha sido reconhecido há décadas, só nos últimos anos os cientistas entenderam o papel que ele desempenha nas mudanças climáticas.
Quando essa substância está suspensa no ar, ela absorve a luz do sol e faz aumentar o aquecimento da atmosfera. 

Quando ela atinge o solo, aumenta a velocidade do derretimento da neve e do gelo - a presença do carbono negro tem sido associada à diminuição das geleiras na região do Ártico. 


Estudo

Pesquisadores americanos têm tido dificuldades para encontrar registros precisos da quantidade de carbono negro emitido pelo chamado "cinturão da indústria" dos Estados Unidos - nas regiões de Chicago, Detroit e Pittsburgh - no final do século 19.
Esse novo estudo usa uma abordagem pouco comum para medir a escala de fuligem dessa região dos Estados Unidos nos últimos 100 anos.
Os cientistas percorreram coleções de museus de história natural da região e estudaram os vestígios de carbono negro preso nas penas e asas de pássaros enquanto voavam pelo ar cheio de fumaça.
Os pesquisadores conseguiram estimar com precisão a quantidade de fuligem em cada pássaro fotografando todos eles e medindo a quantidade de luz que era refletida.
"Nós recorremos aos museus de história natural e vimos que aves de 100 anos atrás estavam sujas, cobertas de fuligem", afirmou Shane DuBay, da Universidade de Chicago, que é co-autor do estudo.
"Nós vimos que os pássaros de hoje em dia estavam mais 'limpos' e sabíamos que, em algum momento do tempo, os pássaros haviam 'se limpado' - quando nós fizemos a primeira análise usando o reflexo das fotos, nós ficamos perplexos: 'uau, aqui há uma precisão enorme!'".
A análise em cerca de mil pássaros mostra que os níveis de carbono negro chegaram a um pico na primeira década de 1900 e que a qualidade do ar na virada do século estava pior do que havia se pensado antes.
O estudo mostra que, durante a Grande Depressão nos Estados Unidos, o uso do carvão diminuiu. Ele voltou a se intensificar durante a Segunda Guerra Mundial, mas começou a ter nova queda logo depois, quando novos combustíveis, como gás, passaram a ser utilizados para o aquecimento de casas - e quando formas de carvão menos poluidoras passaram a ser queimadas.
Além de ter trazido mais precisão para a ideia que se tinha da linha do tempo da poluição na parte industrial dos Estados Unidos, essa pesquisa também indica que os estoques de emissões atuais subestimam os níveis atmosféricos de carbono negro no início da era industrial.

Quando ela atinge o solo, aumenta a velocidade do derretimento da neve e do gelo - a presença do carbono negro tem sido associada à diminuição das geleiras na região do Ártico. 

 O Pipilo erythrophthalmus de from 1906 (em cima) e o de 2012 (embaixo) (Foto: Divulgação/Carl Fuldner and Shane Dubay)

Estudo

Pesquisadores americanos têm tido dificuldades para encontrar registros precisos da quantidade de carbono negro emitido pelo chamado "cinturão da indústria" dos Estados Unidos - nas regiões de Chicago, Detroit e Pittsburgh - no final do século 19.
Esse novo estudo usa uma abordagem pouco comum para medir a escala de fuligem dessa região dos Estados Unidos nos últimos 100 anos.
Os cientistas percorreram coleções de museus de história natural da região e estudaram os vestígios de carbono negro preso nas penas e asas de pássaros enquanto voavam pelo ar cheio de fumaça.
Os pesquisadores conseguiram estimar com precisão a quantidade de fuligem em cada pássaro fotografando todos eles e medindo a quantidade de luz que era refletida.
"Nós recorremos aos museus de história natural e vimos que aves de 100 anos atrás estavam sujas, cobertas de fuligem", afirmou Shane DuBay, da Universidade de Chicago, que é co-autor do estudo.
"Nós vimos que os pássaros de hoje em dia estavam mais 'limpos' e sabíamos que, em algum momento do tempo, os pássaros haviam 'se limpado' - quando nós fizemos a primeira análise usando o reflexo das fotos, nós ficamos perplexos: 'uau, aqui há uma precisão enorme!'".
A análise em cerca de mil pássaros mostra que os níveis de carbono negro chegaram a um pico na primeira década de 1900 e que a qualidade do ar na virada do século estava pior do que havia se pensado antes.
O estudo mostra que, durante a Grande Depressão nos Estados Unidos, o uso do carvão diminuiu. Ele voltou a se intensificar durante a Segunda Guerra Mundial, mas começou a ter nova queda logo depois, quando novos combustíveis, como gás, passaram a ser utilizados para o aquecimento de casas - e quando formas de carvão menos poluidoras passaram a ser queimadas.
Além de ter trazido mais precisão para a ideia que se tinha da linha do tempo da poluição na parte industrial dos Estados Unidos, essa pesquisa também indica que os estoques de emissões atuais subestimam os níveis atmosféricos de carbono negro no início da era industrial.
Quando ela atinge o solo, aumenta a velocidade do derretimento da neve e do gelo - a presença do carbono negro tem sido associada à diminuição das geleiras na região do Ártico.

Estudo

Pesquisadores americanos têm tido dificuldades para encontrar registros precisos da quantidade de carbono negro emitido pelo chamado "cinturão da indústria" dos Estados Unidos - nas regiões de Chicago, Detroit e Pittsburgh - no final do século 19.
Esse novo estudo usa uma abordagem pouco comum para medir a escala de fuligem dessa região dos Estados Unidos nos últimos 100 anos.
Os cientistas percorreram coleções de museus de história natural da região e estudaram os vestígios de carbono negro preso nas penas e asas de pássaros enquanto voavam pelo ar cheio de fumaça.
Os pesquisadores conseguiram estimar com precisão a quantidade de fuligem em cada pássaro fotografando todos eles e medindo a quantidade de luz que era refletida.
"Nós recorremos aos museus de história natural e vimos que aves de 100 anos atrás estavam sujas, cobertas de fuligem", afirmou Shane DuBay, da Universidade de Chicago, que é co-autor do estudo.
"Nós vimos que os pássaros de hoje em dia estavam mais 'limpos' e sabíamos que, em algum momento do tempo, os pássaros haviam 'se limpado' - quando nós fizemos a primeira análise usando o reflexo das fotos, nós ficamos perplexos: 'uau, aqui há uma precisão enorme!'".
A análise em cerca de mil pássaros mostra que os níveis de carbono negro chegaram a um pico na primeira década de 1900 e que a qualidade do ar na virada do século estava pior do que havia se pensado antes.
O estudo mostra que, durante a Grande Depressão nos Estados Unidos, o uso do carvão diminuiu. Ele voltou a se intensificar durante a Segunda Guerra Mundial, mas começou a ter nova queda logo depois, quando novos combustíveis, como gás, passaram a ser utilizados para o aquecimento de casas - e quando formas de carvão menos poluidoras passaram a ser queimadas.
Além de ter trazido mais precisão para a ideia que se tinha da linha do tempo da poluição na parte industrial dos Estados Unidos, essa pesquisa também indica que os estoques de emissões atuais subestimam os níveis atmosféricos de carbono negro no início da era industrial.
Quando ela atinge o solo, aumenta a velocidade do derretimento da neve e do gelo - a presença do carbono negro tem sido associada à diminuição das geleiras na região do Ártico.

Estudo

Pesquisadores americanos têm tido dificuldades para encontrar registros precisos da quantidade de carbono negro emitido pelo chamado "cinturão da indústria" dos Estados Unidos - nas regiões de Chicago, Detroit e Pittsburgh - no final do século 19.
Esse novo estudo usa uma abordagem pouco comum para medir a escala de fuligem dessa região dos Estados Unidos nos últimos 100 anos.
Os cientistas percorreram coleções de museus de história natural da região e estudaram os vestígios de carbono negro preso nas penas e asas de pássaros enquanto voavam pelo ar cheio de fumaça.
Os pesquisadores conseguiram estimar com precisão a quantidade de fuligem em cada pássaro fotografando todos eles e medindo a quantidade de luz que era refletida.
"Nós recorremos aos museus de história natural e vimos que aves de 100 anos atrás estavam sujas, cobertas de fuligem", afirmou Shane DuBay, da Universidade de Chicago, que é co-autor do estudo.
"Nós vimos que os pássaros de hoje em dia estavam mais 'limpos' e sabíamos que, em algum momento do tempo, os pássaros haviam 'se limpado' - quando nós fizemos a primeira análise usando o reflexo das fotos, nós ficamos perplexos: 'uau, aqui há uma precisão enorme!'".
A análise em cerca de mil pássaros mostra que os níveis de carbono negro chegaram a um pico na primeira década de 1900 e que a qualidade do ar na virada do século estava pior do que havia se pensado antes.
O estudo mostra que, durante a Grande Depressão nos Estados Unidos, o uso do carvão diminuiu. Ele voltou a se intensificar durante a Segunda Guerra Mundial, mas começou a ter nova queda logo depois, quando novos combustíveis, como gás, passaram a ser utilizados para o aquecimento de casas - e quando formas de carvão menos poluidoras passaram a ser queimadas.
Além de ter trazido mais precisão para a ideia que se tinha da linha do tempo da poluição na parte industrial dos Estados Unidos, essa pesquisa também indica que os estoques de emissões atuais subestimam os níveis atmosféricos de carbono negro no início da era industrial.
Quando ela atinge o solo, aumenta a velocidade do derretimento da neve e do gelo - a presença do carbono negro tem sido associada à diminuição das geleiras na região do Ártico.

Estudo

Pesquisadores americanos têm tido dificuldades para encontrar registros precisos da quantidade de carbono negro emitido pelo chamado "cinturão da indústria" dos Estados Unidos - nas regiões de Chicago, Detroit e Pittsburgh - no final do século 19.
Esse novo estudo usa uma abordagem pouco comum para medir a escala de fuligem dessa região dos Estados Unidos nos últimos 100 anos.
Os cientistas percorreram coleções de museus de história natural da região e estudaram os vestígios de carbono negro preso nas penas e asas de pássaros enquanto voavam pelo ar cheio de fumaça.
Os pesquisadores conseguiram estimar com precisão a quantidade de fuligem em cada pássaro fotografando todos eles e medindo a quantidade de luz que era refletida.
"Nós recorremos aos museus de história natural e vimos que aves de 100 anos atrás estavam sujas, cobertas de fuligem", afirmou Shane DuBay, da Universidade de Chicago, que é co-autor do estudo.
"Nós vimos que os pássaros de hoje em dia estavam mais 'limpos' e sabíamos que, em algum momento do tempo, os pássaros haviam 'se limpado' - quando nós fizemos a primeira análise usando o reflexo das fotos, nós ficamos perplexos: 'uau, aqui há uma precisão enorme!'".
A análise em cerca de mil pássaros mostra que os níveis de carbono negro chegaram a um pico na primeira década de 1900 e que a qualidade do ar na virada do século estava pior do que havia se pensado antes.
O estudo mostra que, durante a Grande Depressão nos Estados Unidos, o uso do carvão diminuiu. Ele voltou a se intensificar durante a Segunda Guerra Mundial, mas começou a ter nova queda logo depois, quando novos combustíveis, como gás, passaram a ser utilizados para o aquecimento de casas - e quando formas de carvão menos poluidoras passaram a ser queimadas.
Além de ter trazido mais precisão para a ideia que se tinha da linha do tempo da poluição na parte industrial dos Estados Unidos, essa pesquisa também indica que os estoques de emissões atuais subestimam os níveis atmosféricos de carbono negro no início da era industrial.

 O Pipilo erythrophthalmus de from 1906 (em cima) e o de 2012 (embaixo) (Foto: Divulgação/Carl Fuldner and Shane Dubay)

"A maior descoberta e implicação do nosso estudo é que nós estamos recuperando concentrações relativas de carbono negro atmosférico que são mais altas do que estimamos previamente com outros métodos", disse Shane DuBay.
"Isso ajuda a compreender qual foi o papel do carbono negro no clima no passado. E entendendo isso, podemos pensar de maneira mais precisa em qual será o cenário do clima no futuro".
Agora a ideia é refinar essa abordagem inovadora de pesquisa para que ela possa ser adaptada e utilizada em outras partes do mundo que também têm um grande histórico de poluição industrial.
"Estamos muito animados com a perspectiva de expandir o projeto para o Reino Unido, que também tem uma história ainda mais longa na indústria e mais antiga de coleta da história natural", afirmou outro co-autor, Carl Fuldner.
"Alguns dos materiais dos museus do Reino Unido vão ainda mais longe no passado, então os resultados que poderíamos encontrar em um estudo comparativo desse seriam muito emocionantes".
O estudo foi divulgado na publicação científica "Proceedings of the Natcional Academy of Sciences (PNAS)". 

 Calhandra-cornuda de 1904 (em cima) e de 1966 (embaixo) (Foto: Divulgação/Carl Fuldner and Shane Dubay)


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VIDHA LINUS

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