Meio Ambiente & Desenvolvimento Humano

domingo, 28 de abril de 2019

CAATINGA - Vegetação, alimento, cultura, superação e rock. Rock?

A caatinga como história de um povo

VALDIR RIOS
Eng. Ambiental e Radialista
28 abril 2019 14:05


A caatinga é um dos biomas importantes do Brasil, a sua vegetação diferente dos demais, resiste aos longos períodos de estiagem. Além de alimentar os animais silvestres com frutos e folhagens o catingueiro (morador deste habitat), mata também a sede e fome tanto sua como do seu rebanho, seja caprino, bovino.
Por entre estas vegetações ou em um recanto de quintal ou fazenda, se produz um dos melhores mel do país, contribuindo inclusive com a exportação brasileira.
A diversidade da florada e as várias espécies de abelha existente na caatinga, permite colher um produto com sabores e cores diferenciadas.

A CULTURA


A cultura do Catingueiro se assemelha muito ao nordestino, até porque grande parte deste bioma se concentra nesta região. Avançando ao norte de minas a caatinga da a este povo peculiaridades destas bandas.
O povo do norte de minas carrega traços nordestino desde o samba, piega e  alguns alimentos como a carne do sol que em essência é a mesma mudando detalhes e o nome como Catira e carne serenada (Montes Claros).

O vale do Jequitinhonha interliga Bahia/Minas e aproxima ainda mais aquela gente, seja pela sua cultura ou mesmo pela boa pinga produzida nos alambiques da região de Vitoria da Conquista ou na cidade de Salinas-MG, dita como a Capital Brasileira da Cachaça (bebida genuinamente brasileira).

A musicalidade é tão forte que até o rock faz parceria com estilos tradicionais. Foi o que se propôs a fazer o musico Valdir Rocha ao compor Samba do Licuri, misturando o rock extraído da sua guitarra com a voz afinada com cantadeiras de roda.

Confira:



DADOS DO MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE



A caatinga ocupa uma área de cerca de 844.453 quilômetros quadrados, o equivalente a 11% do território nacional. Engloba os estados Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Piauí, Sergipe e o norte de Minas Gerais. Rico em biodiversidade, o bioma abriga 178 espécies de mamíferos, 591 de aves, 177 de répteis, 79 espécies de anfíbios, 241 de peixes e 221 abelhas. Cerca de 27 milhões de pessoas vivem na região, a maioria carente e dependente dos recursos do bioma para sobreviver. A caatinga tem um imenso potencial para a conservação de serviços ambientais, uso sustentável e bioprospecção que, se bem explorado, será decisivo para o desenvolvimento da região e do país. A biodiversidade da caatinga ampara diversas atividades econômicas voltadas para fins agrosilvopastoris e industriais, especialmente nos ramos farmacêutico, de cosméticos, químico e de alimentos. 

AGROTÓXICOS INIMIGO MAIOR DA CAATINGA

Além da degradação, da desertificação e problemas do clima, o bioma enfrenta um dos principais inimigos, O uso do agrotóxico e do herbicidas no  solo estão afetando a vida não só da fauna e flora, más também trazendo consequências de saúde a população, que a cada dia vê o câncer se alastrar disseminando vidas.


A produção do mel tem sido afetado, tanto por  contaminação direta, como a morte de milhares de abelha sensíveis a estes venenos.

O novo governo aumenta a crise existente no meio ambiente. Desconhecendo os estudos, libera cada vez mais o uso de agrotóxicos até mesmo proibido na Europa e Estados unidos. O contrabando de parte deste agrotóxicos tem sido praticado sem uma medida de combate eficaz.

Não foi surpresa a noticia da contaminação das águas por agrotóxicos, que concessionaria na Bahia serve a população. Surpresa mesmo seria se estes dados fossem diferentes, conhecendo a realidade do abandono das barragens por este interior baiano,


Share:

sexta-feira, 19 de abril de 2019

SEMANA SANTA I - 11 Km de peregrinação, ecologia e esporte, marcam a Sexta-Feira Santa

Morrinhos – Monte e capela de São Roque recebem grupo de peregrinação esportiva

19 abril 2019 12:51h
VALDIR RIOS
Eng. Ambiental e Radialista
(71) 99168-5797



Nesta sexta-feira um grupo de peregrinos, esportistas e amantes da natureza, seguiram a pé estrada adentro até a Capela de São Roque no Monte dos Morrinhos.

O roteiro teve um percurso aproximado de 11 Km, com tempo de 2 horas, com passagens por riachos e áreas de caatinga.


Durante o percurso algumas paradas para registro fotográfico, descanso e travessias por cima de cercas em locais onde a estrada tinha alagamentos devido ultimas chuvas.

O que mais chamou atenção do grupo oi uma cadelinha que desde a saída de Várzea da Roça acompanhou grupo durante toda trajetória, como uma guardiã, somente seguindo adiante após o último participante passar por ela.



Coincidência ou não, vale lembrar que São Roque o padroeiro de Morrinhos e também do monte é considerado o protetor dos cães.

ENTENDENDO A HISTÓRIA

Imagem: Diocese de Blumenau                  

"Na viagem de volta, ele mesmo se viu acometido pela doença. Em Piacenza, norte da Itália, com uma ferida grande na perna (um bulbo de peste), se escondeu num bosque, isolando-se para não contagiar ninguém.
Abatido, teria morrido de fome se não tivesse sido encontrado por um cão. O cão, pertencente a um homem poderoso, Palastrelli, roubava da mesa de seu senhor restos de comida que trazia até o bosque.
Ao notar, dias seguidos, o estranho comportamento do animal, Palastrelli decidiu segui-lo. Ao encontrar Roque, vendo que seu cão roubava para socorrer um doente, ficou bastante comovido e auxiliou dando suporte para que o peregrino se recuperasse.
Para celebrar essa intensa ligação entre santo e cão – seres marcados por bondade, dedicação, fidelidade – a iconografia de São Roque sempre o representa com o bastão do andarilho, acompanhado pelo querido animal peludo que carregava na boca um bocado de alimento, um pedaço de pão ou coisa assim".

Texto na integra:  TERRA.COM.BR

A cadelinha solitária ganhou carinhosamente do grupo o nome de FUTUROSA, passando a ser a mascote do projeto turístico que deve ser implantado nos Morros do Jacaré e de São Roque (Morrinhos).

O sol e os arbustos criaram um ambiente adequado a trilha, tanto que crianças participaram e viu-se até pessoas da terceira idade, morro acima sem reclamar de cansaço.

Na pequena e aconchegante capela, pessoas reversavam para suas orações, deixar lembranças ou objetos de promessas. 

Um grupo aproveitou o momento para entoar cantos e benditos católicos que fazem parte das tradições religiosas do nordeste. 

Velas, cruz, imagens sacras e um pequeno cruzeiro ao lado da capela, harmonizam o pequeno espaço criando um ambiente de saudosismo para os mais idosos.

O projeto do Professor Erico, dentro de um planejamento turístico (em discussão), tem condições de ajudar fomentar a economia local, oferecendo aos visitantes opções variadas de eventos ligados aos aspectos: religiosos, esportivo, culturais, gastronômicos e até acadêmico.

Pensando na rede turística, após os eventos da Semana Santa, um grupo de trabalho formado por interessados, devem se reunir para um planejamento da SEMANA SANTA 2020.

 REGISTROS FOTOGRÁFICOS:

1. O percurso


2. Chegada ao pé do monte




3. Subida ao monte





4. Do Alto  Morro




5. A paisagem





Share:

VIDHA LINUS

CONSULTORIA AMBIENTAL LICENÇAS,ELABORAÇÃO EIV, PRAD. Av Radial B, 122 Bairro Mangueiral CEP 42807-380 CAMAÇARI - BAHIA 71 3040 5033 99168 5797 VBRAMBIENTAL@YAHOO.COM.BR

QUAL SEU IDIOMA?

Postagens mais visitadas

Total de visualizações de página

ARQUIVOS DO BLOG

Arquivo do blog