sexta-feira, 21 de julho de 2017
Produção brasileira de grãos deverá crescer 21,5% em 10 anos, estima ministério
A produção brasileira de grãos deverá aumentar em 21,5% nos próximos 10 anos, chegando a 288,2 milhões de toneladas, um acréscimo de 51 milhões de toneladas em relação à atual safra (2016/2017), de 237,2 milhões de toneladas.
Plantação de soja em Goiás Marcelo Camargo/Arquivo/Agência Brasil
A estimativa está em estudo de projeção da produção agropecuária brasileira para a próxima década divulgado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).
A pesquisa envolve 29 produtos, como grãos, carnes, leite, frutas, fumo, celulose, papel e outros. Segundo o estudo, milho e soja continuarão puxando a expansão dos grãos até a safra 2026/27. Em 10 anos, 60% da produção de soja serão destinados ao mercado externo.
A previsão de crescimento da área plantada de todas as lavouras é de 13,5%, saindo dos atuais 74 milhões de hectares para 84 milhões de hectares. Já área de grãos deve aumentar 17,3% neste período.
A produção de carnes bovina, suína e aves deverá crescer em 7,5 milhões de toneladas na próxima década, com acréscimo de 28% em relação à produção de carnes de 2016/2017. As carnes de frango (33,4%) e suína (28,6%) devem apresentar maior crescimento nos próximos anos, de 33,4% e 28,6%, respectivamente. A produção de carne bovina deve aumentar 20,5% entre o ano-base e o final das projeções, segundo o estudo do ministério.
Soja
Já o relatório Perspectivas Agrícolas 2017-2026, divulgado na semana passada pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), indica uma expectativa de crescimento e um cenário em que o Brasil deve ultrapassar os Estados Unidos como o maior produtor de soja mundial em dez anos.
De acordo com o documento, a produção de soja no Brasil deve aumentar 2,6% por ano, o maior crescimento entre os principais produtores do grão, já que dispõe de mais terras, se comparado a Argentina, que tem crescimento projetado de 2,1% por ano; e os Estados Unidos, de 1% por ano.
Por:Agência Brasil-Mariana Tokarnia – Repórter
Edição: Luana Lourenço
Publicado em: 21 de Julho de 2017 17:58
http://portaldoamazonas.com/producao-brasileira-de-graos-devera-crescer-215-em-10-anos-estima-ministerio
Atari ensaia relançamento de videogame que marcou anos 1970 e 80
Empresa pega carona na onda retrô e planeja colocar no mercado duas novas versões do clássico Atari 2600

Por Isabel Hamdan
access_time18 jul 2017, 18h37 - Publicado em 18 jul 2017, 16h51
Divulgação/Divulgação)
Mesmo que não tenha jogado, é bem provável que você já tenha ouvido falar do Atari 2600, o console mais popular do mundo nas décadas de 1970 e 1980. A empresa, pioneira em popularizar e tornar o videogame um sistema de entretenimento doméstico, anunciou em junho o lançamento de um novo console chamado “AtariBox” (caixa Atari). Nesta semana, mais detalhes do novo produto foram revelados.
Console Atari 2600 (Divulgação/VEJA/VEJA)
O novo console terá duas versões, uma com características semelhantes ao Atari 2600 original, com faixas pretas em relevo e detalhe simulando madeira, e outro com desenho mais moderno, em preto e vermelho. Sobre o hardware, ele possui uma entrada HDMI, 4 portas USB, uma saída para WAN (internet à cabo) e um slot para cartão de memória SD – não há uma entrada aparente para os famosos cartuchos originais.
A Atari pega carona nos relançamentos da japonesa Nintendo, que em 2016 esgotou dos mercados em poucos minutos o Nintendo Clássico e programa para 2017 a volta do SuperNintendo – ambos em edições limitadas, sem a previsão de novos relançamentos.
Ainda não há nada de muito concreto para ver neste momento, além de algumas imagens liberadas pelo marketing da empresa – mas elas são a prova de que a companhia, que declarou falência em 2013, está buscando na onda retrô uma chance de se reerguer no mercado de games.

(Divulgação/Divulgação)
Já se sabe que, além dos jogos clássicos, o novo console também contará com games recentes. Mas a empresa não revela preço, recursos ou data de lançamento: diz que outras informações sobre o relançamento do videogame virão pouco a pouco e que quer apenas, nas próprias palavras, “fazer isso direito”.
Olimpíada Internacional de Matemática: ao vencedor, as batatas?
As reflexões sugeridas pela Olimpíada Internacional de Matemática (IMO 2017), que está sendo realizada pela primeira vez no Brasil, no Rio de Janeiro.
Por João Batista Oliveira
access_time21 jul 2017, 18h29 - Publicado em 21 jul 2017, 10h33
“Ao vencido, ódio ou compaixão; ao vencedor, as batatas”. Com esta frase, Machado de Assis concluiu o seu romance Quincas Borba.
A Olimpíada Internacional de Matemática (IMO 2017), ora em curso no Rio de Janeiro, sugere pelo menos três reflexões. Primeiro, cabe lembrar que Matemática é importante. No nível mais elementar, requer saber que o sinal de igualdade (=) se refere a uma equação em que as quantidades de cada lado se equivalem. Quantos brasileiros sabem disso e de suas implicações? Para exercer a cidadania no século XXI, precisamos dominar muitas competências matemáticas, que vão da capacidade de contar, fazer estimativas, calcular porcentagens, interpretar gráficos, avaliar se um determinado estudo se refere a uma correlação ou a uma causalidade. O que se cobra no Pisa é essencialmente o que todos precisam saber.
Isso leva ao segundo ponto: o quanto os brasileiros sabem disso, aos 15 anos de idade? Muito pouco – menos de 3% dos brasileiros alcançam nota suficiente para estar no nível 4 do Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Alunos) em matemática – nível que reflete os conteúdos mínimos necessários para serem considerados cidadãos matematicamente corretos. Dadas as atuais políticas educacionais em curso, não há previsão de que isso irá mudar nas próximas décadas.
Mas falemos de coisas boas. Olimpíadas são oportunidade de celebrar os campeões, de premiar o esforço, a dedicação – e não simplesmente o talento das pessoas. A Olimpíada Brasileira de Matemática funciona como uma “fase eliminatória” para a Olimpíada Internacional. Um brilhante estudo da recém-doutoranda Diana Moreira contradiz o “bruxo das Laranjeiras” (Machado de Assis).
Na Olimpíada Brasileira de Matemática, são distribuídos prêmios aos 4% melhores alunos das séries finais do ensino fundamental e do ensino médio, com base nos resultados da Fase II do certame – que reúne os 5% melhores da Fase I. Esses prêmios têm efeitos fantásticos: os alunos premiados continuam a melhorar o seu desempenho. Mas tem muito mais: seus colegas de escola também melhoram significativamente seus resultados em anos posteriores. Importante: o prêmio é só um reconhecimento, não há dinheiro envolvido.
Há batatas para todos – as batatas que um ganha também alimentam os outros. Aos poucos, os economistas vão descobrindo e revelando o que a humanidade já sabe há milênios, e a psicologia já confirmou há pelo menos 70 anos. O termo “efeito vicário” é usado para explicar esses fenômenos: prêmios e punições ao que uma pessoa faz levam os outros a tirarem lições e modelar o seu caráter e o seu comportamento.
Há duas lições importantes. Primeiro, é muito bom reconhecer, valorizar, celebrar e premiar o bom resultado. Segundo, para melhorar, precisamos conviver com pessoas melhores do que nós e reconhecer que são melhores. Dessa forma, haverá mais vencedores e mais batatas para todos.
http://veja.abril.com.br/blog/educacao-em-evidencia/olimpiada-internacional-de-matematica-ao-vencedor-as-batatas/
http://veja.abril.com.br/blog/educacao-em-evidencia/olimpiada-internacional-de-matematica-ao-vencedor-as-batatas/
Autismo: os avanços científicos por trás de um grande enigma
Transtorno afeta 1 em cada 68 crianças. Em breve, uma tecnologia que ajuda na detecção precoce do transtorno estará disponível nos consultórios pediátricos
Por Natalia Cuminale
21 jul 2017, 20h03

“O início foi muito difícil. Suspeitei que houvesse algo errado quando ele era ainda muito pequeno, com 1 ano e 6 meses. O Fred não falava. A pediatra, a fonoaudióloga e os professores na escola afirmavam que estava tudo bem. Comentei com meu terapeuta: ‘Acho que estou me sabotando, coloco defeito no meu filho e todos dizem que ele é perfeito’. Foi quando ele me aconselhou a procurar ajuda. O Fred foi diagnosticado com 2 anos e 3 meses por um neuropediatra. No começo, tive de me sacrificar financeiramente. Vendi tudo, mas valeu a pena. Comemorei cada avanço: as primeiras três palavras na mesma frase; as sete primeiras, que me pareceram um discurso. O irmão mais novo, o Eduardo, ajudou muito na evolução dele, na comunicação. Outro dia, eu estava no carro e o Fred falava tanto que eu quase virei para trás para pedir que ficasse quieto. Você imagina isso? Ele fala pelos cotovelos. Até pouco tempo atrás, eu não conseguia dizer a frase ‘meu filho é autista’ sem cair em prantos. Hoje, vibro e, com orgulho, lembro de tudo o que ele conseguiu sendo autista.” (Jonne Roriz/VEJA)
Em 9 de setembro de 1930, nasceu Donald Triplett, no Mississipi, Estados Unidos. Ele foi a primeira pessoa que recebeu o diagnóstico oficial de autismo. O garoto tinha 4 anos quando, em uma carta de 33 páginas, o pai, Beamon, relatava o comportamento peculiar, desconectado dos familiares, com indícios de uma inteligência fora do padrão e alta capacidade de memorização de seu filho ao psiquiatra Leo Kanner, chefe do departamento de psiquiatria infantil do Hospital Johns Hopkins, um dos mais respeitados especialistas daquele tempo. “Ele nunca demonstra alegria quando vê o pai ou a mãe. Parece fechado em sua concha e vive dentro de si”, escreveu. Algum tempo depois, Kanner apontava para um distúrbio até então desconhecido, caracterizando uma síndrome específica. As crianças observadas, segundo ele, tinham “lampejos de brilhantismo”, “uso distintivo de linguagem” e “desejo básico de solidão e mesmice”. Era o transtorno do espectro autista, como é chamado atualmente pelos cientistas.
Calcula-se que, nos Estados Unidos, uma a cada 68 crianças tem autismo, com proporção de uma menina para quatro meninos. Desde que o ‘caso 1’ foi descrito, em 1943, o conhecimento sobre o transtorno, ainda misterioso, avançou muito. Na área da prevenção, uma tecnologia conhecida como rastreamento ocular (eye-tracking) deverá estar disponível nos consultórios pediátricos em breve. O equipamento será capaz de verificar a direção do olhar da criança e observar mais de perto se há risco para o desenvolvimento do autismo. A ferramenta será tão essencial quanto a balança para acompanhar o ganho de peso ou a régua para medir o crescimento infantil. Hoje, o diagnóstico do distúrbio é clínico, feito a partir de questionários e observação do comportamento do paciente. Os principais sintomas são dificuldade de comunicação e interação, além de padrões restritivos e repetitivos de comportamento. Os sinais surgem até os três anos de idade, sendo que podem ser detectados a partir dos 18 meses de vida.
Diz Guilherme Polanczyk , psiquiatra da infância e adolescência da USP: “O reconhecimento da doença e a intervenção precoce podem fazer a diferença na vida de uma criança com autismo”. Durante os primeiros anos de vida, o cérebro é ainda um órgão de enorme plasticidade. Tem a capacidade de se adaptar a novos mecanismos de funcionamento mediante os estímulos recebidos. Portanto, as terapias têm potencial de melhorar a comunicação, estimular o relacionamento afetivo e reduzir os comportamentos repetitivos.
quinta-feira, 20 de julho de 2017
Unicamp ultrapassa USP e fica em primeiro em ranking de educação
Em 2016, as posições estavam invertidas, com a USP ainda em primeiro lugar. Mas no cálculo deste ano, a Unicamp teve maior influência nas pesquisas e na relação produtiva com a indústria.
Universidade Estadual de Campinas teve maior influência nas pesquisas e na relação produtiva com a indústria e lidera lista na América Latina
Por Da Redação
access_time20 jul 2017, 08h24 - Publicado em 20 jul 2017, 08h10

Brasil perdeu posições no ranking latino-americano (Luciano Claudino/Codigo19/Folhapress)
A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) superou a Universidade de São Paulo (USP) e se tornou a melhor da América Latina, segundo o ranking internacional Times Higher Education, que busca calcular quais são as melhores universidades do mundo.
Confira abaixo as 10 primeiras colocadas na América Latina:
- Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) – Brasil
- Universidade de São Paulo (USP) – Brasil
- Pontifícia Universidade Católica do Chile – Chile
- Universidade do Chile – Chile
- Universidade dos Andes – Colômbia
- Instituto de Tecnologia e Ensino Superior de Monterrey México
- Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) – Brasil
- Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) – Brasil
- Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) – Brasil
- Universidade Nacional Autônoma do México – México
Embora o Brasil ainda domine a lista entre as universidades latino-americanas mais bem colocadas no rankings — 32 posições de 81 —, mais de 20 perderam posições.








