Meio Ambiente & Desenvolvimento Humano

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Francisca Mendes readéqua estrutura para ampliar cirurgias cardíacas infantis

Publicado em: 21 de Julho de 2017 17:28

A reestruturação do Hospital Universitário Francisca Mendes (HUFM)  para reforçar o atendimento de crianças cardiopatas está praticamente concluída. Entre as medidas estão a adequação de uma sala exclusiva para cirurgias  cardíacas em crianças, ampliação de  leitos de UTI pediátrica  neonatal e a implantação de protocolo para transferência de pacientes cardiopatas da rede de saúde.  Uma das novidades no atendimento é o exame de ecocardiograma fetal que pela primeira vez será ofertado na rede pública de saúde.

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Foto:Valdo Leão

O hospital pretende aumentar o número de leitos pediátricos e dobrar as cirurgias cardíacas atendendo ao Plano Nacional de Assistência à Criança com Cardiopatia Congênita do Ministério da Saúde (MS).  As cardiopatias congênitas são a terceira maior causa de morte para bebês até trinta dias de vida, segundo dados do MS.

O Governo do Estado investiu R$ 2 milhões através do Fundo de Promoção Social (FPS) na compra   de órteses, próteses e materiais especiais (OPMEs) para reforço de cirurgias.  O governo ainda investiu na manutenção da máquina de hemodinâmica que voltou a funcionar e na compra de outra máquina que já está  sendo instalada para procedimentos cirúrgicos  cardíacos não invasivos e neurológicos.

A nova máquina começa a funcionar no início de agosto. A Siemens, Artis Zee Ceiling,  tem tecnologia de ponta para exames de alta complexidade cardíacas feitas em 15 minutos. O equipamento apresenta imagens de alta resolução em três dimensões (altura, largura e profundidade) e rotação até 360 graus.

Atualmente, o HUFM realiza, em média, 12 cirurgias cardíacas e 10 cateterismos pediátricos por mês. Esta semana, cinco crianças com problemas cardíacos  foram agendadas para procedimento cirúrgico cardíaco no período de 20 a 24 de julho, no Francisca Mendes. A mais nova, com 3 meses, 55 centímetros e pesando 3,25 quilos, vai ter correção  de interrupção do arco aórtico.  Procedimentos de cateterismo cardíaco, através da máquina de hemodinâmica  também estão agendados.

 “A cardiopatia congênita em crianças é um problema nacional, o número é expressivo. O Amazonas precisa de uma logística diferenciada no atendimento à saúde pela dimensão territorial e deslocamento de pacientes para a capital”, destaca o diretor do hospital, Pedro Elias de Souza. Segundo ele, o HUFM está fazendo readequações, comprando materiais especiais, investindo em máquinas de ponta para atender  com qualidade e maior rapidez  crianças e adultos.

Hoje, o ecocardiograma fetal é oferecido somente na rede privada. “O objetivo é realizar o diagnóstico precocemente, ainda no período da gestação. Assim, teremos como referenciar esta gestante para que o bebê já possa ser operado nos primeiros dias de vida. Com esse planejamento, conseguiremos diminuir o risco de vida e aumentar a capacidade e resultado cirúrgico”, explica o médico Ronaldo Camargo, coordenador clínico do Serviço de Cardiologia Pediátrica do HUFM.

Cerca de 700 crianças, 1% dos nascidos vivos, no Estado, apresentam cardiopatia congênita. Destes, 40% precisam ser operados até 1 ano de vida para evitar o óbito. O procedimento mais frequente, a Comunicação Interventricular (CIV), ocorre quando existe um orifício entre as duas câmaras do  coração, os ventrículos esquerdo e direito, causando um hiperfluxo de sangue para os pulmões.

Centro de Referência Cardíaca na região norte

O HUFM é credenciado como Unidade de Assistência em alta Complexidade Cardiovascular e reconhecido como Centro de Referência, na região norte, em cardiologia e cirurgia cardíaca, atendendo, além do Amazonas, outros estados da região norte. Este ano, 155 cirurgias foram realizadas na unidade. Por mês, são realizadas, em média, 750 consultas e 360 ecocardiogramas.

O procedimento de ablação, tratamento de arritmias, com colocação de cateteres  através das imagens da hemodinâmica  vai ser  mais preciso e ágil assim como as cirurgias cardíacas, explica a gestora do Serviço de Hemodinâmica,  Francisca Garcia.

O total de procedimentos realizados em Cardiologia  Intervencionista, Arritmologia, Vascular e Cirurgia Cardíaca totalizou 2.904, no ano passado. Com  a reestruturação de serviços, aquisição de equipamentos e materiais especiais este número será dobrado, segundo a direção do HUFM.

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Produção brasileira de grãos deverá crescer 21,5% em 10 anos, estima ministério

A produção brasileira de grãos deverá aumentar em 21,5% nos próximos 10 anos, chegando a 288,2 milhões de toneladas, um acréscimo de 51 milhões de toneladas em relação à atual safra (2016/2017), de 237,2 milhões de toneladas.

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Plantação de soja em Goiás Marcelo Camargo/Arquivo/Agência Brasil

A estimativa está em estudo de projeção da produção agropecuária brasileira para a próxima década divulgado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

A pesquisa envolve 29 produtos, como grãos, carnes, leite, frutas, fumo, celulose, papel e outros. Segundo o estudo, milho e soja continuarão puxando a expansão dos grãos até a safra 2026/27. Em 10 anos, 60% da produção de soja serão destinados ao mercado externo.

A previsão de crescimento da área plantada de todas as lavouras é de 13,5%, saindo dos atuais 74 milhões de hectares para 84 milhões de hectares. Já área de grãos deve aumentar 17,3% neste período.

A produção de carnes bovina, suína e aves deverá crescer em 7,5 milhões de toneladas na próxima década, com acréscimo de 28% em relação à produção de carnes de 2016/2017. As carnes de frango (33,4%) e suína (28,6%) devem apresentar maior crescimento nos próximos anos, de 33,4% e 28,6%, respectivamente. A produção de carne bovina deve aumentar 20,5% entre o ano-base e o final das projeções, segundo o estudo do ministério.

Soja

Já o relatório Perspectivas Agrícolas 2017-2026, divulgado na semana passada pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), indica uma expectativa de crescimento e um cenário em que o Brasil deve ultrapassar os Estados Unidos como o maior produtor de soja mundial em dez anos.

De acordo com o documento, a produção de soja no Brasil deve aumentar 2,6% por ano, o maior crescimento entre os principais produtores do grão, já que dispõe de mais terras, se comparado a Argentina, que tem crescimento projetado de 2,1% por ano; e os Estados Unidos, de 1% por ano.



Por:Agência Brasil-Mariana Tokarnia – Repórter
Edição: Luana Lourenço
Publicado em: 21 de Julho de 2017 17:58
http://portaldoamazonas.com/producao-brasileira-de-graos-devera-crescer-215-em-10-anos-estima-ministerio
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Atari ensaia relançamento de videogame que marcou anos 1970 e 80


Empresa pega carona na onda retrô e planeja colocar no mercado duas novas versões do clássico Atari 2600



Divulgação/Divulgação)
Mesmo que não tenha jogado, é bem provável que você já tenha ouvido falar do Atari 2600, o console mais popular do mundo nas décadas de 1970 e 1980. A empresa, pioneira em popularizar e tornar o videogame um sistema de entretenimento doméstico, anunciou em junho o lançamento de um novo console chamado “AtariBox” (caixa Atari). Nesta semana, mais detalhes do novo produto foram revelados.
Console Atari 2600 (Divulgação/VEJA/VEJA)
O novo console terá duas versões, uma com características semelhantes ao Atari 2600 original, com faixas pretas em relevo e detalhe simulando madeira, e outro com desenho mais moderno, em preto e vermelho. Sobre o hardware, ele possui uma entrada HDMI, 4 portas USB, uma saída para WAN (internet à cabo) e um slot para cartão de memória SD – não há uma entrada aparente para os famosos cartuchos originais.
A Atari pega carona nos relançamentos da japonesa Nintendo, que em 2016 esgotou dos mercados em poucos minutos o Nintendo Clássico e programa para 2017 a volta do SuperNintendo – ambos em edições limitadas, sem a previsão de novos relançamentos.
Ainda não há nada de muito concreto para ver neste momento, além de algumas imagens liberadas pelo marketing da empresa – mas elas são a prova de que a companhia, que declarou falência em 2013, está buscando na onda retrô uma chance de se reerguer no mercado de games.
(Divulgação/Divulgação)
Já se sabe que, além dos jogos clássicos, o novo console também contará com games recentes. Mas a empresa não revela preço, recursos ou data de lançamento: diz que outras informações sobre o relançamento do videogame virão pouco a pouco e que quer apenas, nas próprias palavras, “fazer isso direito”.

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Olimpíada Internacional de Matemática: ao vencedor, as batatas?

As reflexões sugeridas pela Olimpíada Internacional de Matemática (IMO 2017), que está sendo realizada pela primeira vez no Brasil, no Rio de Janeiro.



“Ao vencido, ódio ou compaixão; ao vencedor, as batatas”. Com esta frase, Machado de Assis concluiu o seu romance Quincas Borba.
A Olimpíada Internacional de Matemática (IMO 2017), ora em curso no Rio de Janeiro, sugere pelo menos três reflexões. Primeiro, cabe lembrar que Matemática é importante. No nível mais elementar, requer saber que o sinal de igualdade (=) se refere a uma equação em que as quantidades de cada lado se equivalem. Quantos brasileiros sabem disso e de suas implicações? Para exercer a cidadania no século XXI, precisamos dominar muitas competências matemáticas, que vão da capacidade de contar, fazer estimativas, calcular porcentagens, interpretar gráficos, avaliar se um determinado estudo se refere a uma correlação ou a uma causalidade. O que se cobra no Pisa é essencialmente o que todos precisam saber.
Isso leva ao segundo ponto: o quanto os brasileiros sabem disso, aos 15 anos de idade? Muito pouco – menos de 3% dos brasileiros alcançam nota suficiente para estar no nível 4 do Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Alunos) em matemática – nível que reflete os conteúdos mínimos necessários para serem considerados cidadãos matematicamente corretos. Dadas as atuais políticas educacionais em curso, não há previsão de que isso irá mudar nas próximas décadas.
Mas falemos de coisas boas. Olimpíadas são oportunidade de celebrar os campeões, de premiar o esforço, a dedicação – e não simplesmente o talento das pessoas. A Olimpíada Brasileira de Matemática funciona como uma “fase eliminatória” para a Olimpíada Internacional. Um brilhante estudo da recém-doutoranda Diana Moreira contradiz o “bruxo das Laranjeiras” (Machado de Assis).
Na Olimpíada Brasileira de Matemática, são distribuídos prêmios aos 4% melhores alunos das séries finais do ensino fundamental e do ensino médio, com base nos resultados da Fase II do certame – que reúne os 5% melhores da Fase I. Esses prêmios têm efeitos fantásticos: os alunos premiados continuam a melhorar o seu desempenho. Mas tem muito mais: seus colegas de escola também melhoram significativamente seus resultados em anos posteriores. Importante: o prêmio é só um reconhecimento, não há dinheiro envolvido.
Há batatas para todos – as batatas que um ganha também alimentam os outros. Aos poucos, os economistas vão descobrindo e revelando o que a humanidade já sabe há milênios, e a psicologia já confirmou há pelo menos 70 anos. O termo “efeito vicário” é usado para explicar esses fenômenos: prêmios e punições ao que uma pessoa faz levam os outros a tirarem lições e modelar o seu caráter e o seu comportamento.
Há duas lições importantes. Primeiro, é muito bom reconhecer, valorizar, celebrar e premiar o bom resultado. Segundo, para melhorar, precisamos conviver com pessoas melhores do que nós e reconhecer que são melhores. Dessa forma, haverá mais vencedores e mais batatas para todos.

http://veja.abril.com.br/blog/educacao-em-evidencia/olimpiada-internacional-de-matematica-ao-vencedor-as-batatas/
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Autismo: os avanços científicos por trás de um grande enigma

Em 9 de setembro de 1930, nasceu Donald Triplett, no Mississipi, Estados Unidos. Ele foi a primeira pessoa que recebeu o diagnóstico oficial de autismo. O garoto tinha 4 anos quando, em uma carta de 33 páginas, o pai, Beamon, relatava o comportamento peculiar, desconectado dos familiares, com indícios de uma inteligência fora do padrão e alta capacidade de memorização de seu filho ao psiquiatra Leo Kanner, chefe do departamento de psiquiatria infantil do Hospital Johns Hopkins, um dos mais respeitados especialistas daquele tempo. “Ele nunca demonstra alegria quando vê o pai ou a mãe. Parece fechado em sua concha e vive dentro de si”, escreveu. Algum tempo depois, Kanner apontava para um distúrbio até então desconhecido, caracterizando uma síndrome específica. As crianças observadas, segundo ele, tinham “lampejos de brilhantismo”, “uso distintivo de linguagem” e “desejo básico de solidão e mesmice”. Era o transtorno do espectro autista, como é chamado atualmente pelos cientistas.
Calcula-se que, nos Estados Unidos, uma a cada 68 crianças tem autismo, com proporção de uma menina para quatro meninos. Desde que o ‘caso 1’ foi descrito, em 1943, o conhecimento sobre o transtorno, ainda misterioso, avançou muito. Na área da prevenção, uma tecnologia conhecida como rastreamento ocular (eye-tracking) deverá estar disponível nos consultórios pediátricos em breve. O equipamento será capaz de verificar a direção do olhar da criança e observar mais de perto se há risco para o desenvolvimento do autismo. A ferramenta será tão essencial quanto a balança para acompanhar o ganho de peso ou a régua para medir o crescimento infantil.  Hoje, o diagnóstico do distúrbio é clínico, feito a partir de questionários e observação do comportamento do paciente. Os principais sintomas são dificuldade de comunicação e interação, além de padrões restritivos e repetitivos de comportamento. Os sinais surgem até os três anos de idade, sendo que podem ser detectados a partir dos 18 meses de vida.
Diz Guilherme Polanczyk , psiquiatra da infância e adolescência da USP: “O reconhecimento da doença e a intervenção precoce podem fazer a diferença na vida de uma criança com autismo”. Durante os primeiros anos de vida, o cérebro é ainda um órgão de enorme plasticidade. Tem a capacidade de se adaptar a novos mecanismos de funcionamento mediante os estímulos recebidos. Portanto, as terapias têm potencial de melhorar a comunicação, estimular o relacionamento afetivo e reduzir os comportamentos repetitivos.
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quinta-feira, 20 de julho de 2017

Unicamp ultrapassa USP e fica em primeiro em ranking de educação

Em 2016, as posições estavam invertidas, com a USP ainda em primeiro lugar. Mas no cálculo deste ano, a Unicamp teve maior influência nas pesquisas e na relação produtiva com a indústria.







Universidade Estadual de Campinas teve maior influência nas pesquisas e na relação produtiva com a indústria e lidera lista na América Latina

 
   
Candidatos realizam prova da primeira fase da Unicamp
 Brasil perdeu posições no ranking latino-americano (Luciano Claudino/Codigo19/Folhapress)
A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) superou a Universidade de São Paulo (USP) e se tornou a melhor da América Latina, segundo o ranking internacional Times Higher Education, que busca calcular quais são as melhores universidades do mundo.
Confira abaixo as 10 primeiras colocadas na América Latina:
  1. Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) – Brasil
  2. Universidade de São Paulo (USP) – Brasil
  3. Pontifícia Universidade Católica do Chile – Chile
  4. Universidade do Chile – Chile
  5. Universidade dos Andes – Colômbia
  6. Instituto de Tecnologia e Ensino Superior de Monterrey México
  7. Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) – Brasil
  8. Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) – Brasil
  9. Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) – Brasil
  10. Universidade Nacional Autônoma do México – México
Embora o Brasil ainda domine a lista entre as universidades latino-americanas mais bem colocadas no rankings — 32 posições de 81 —, mais de 20 perderam posições.
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Brasil deve produzir equipamentos de radioterapia a partir de 2018, diz ministro

 Publicado em: 20 de Julho de 2017 18:26

O Brasil deverá passar a produzir, a partir de fevereiro do ano que vem, equipamentos de radioterapia no país. A previsão foi dada hoje (20) pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros, que participou da entrega de um equipamento de radioterapia no Hospital Universitário de Brasília (HUB) . “Isso vai baratear o custo de manutenção, que hoje é em dólares, com técnicos vindos do exterior e peças vindas do exterior. Teremos técnicos no Brasil e peças com preço em moeda nacional para a manutenção desses aparelhos”.

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O ministro da Saúde, Ricardo Barros, durante entrega de aparelho de radioterapia para o Hospital Universitário de Brasília (HUB)José Cruz/Agência Brasil

O Ministério da Saúde e a empresa Varian Medical Systems iniciaram em março de 2016, em Jundiaí (SP), a construção da primeira fábrica de aceleradores lineares da América Latina. Quando foi anunciado, em 2015, a previsão era que a fábrica entrasse em funcionamento no até o final de 2018.

Segundo o Ministério da Saúde, atualmente são 283 aparelhos de radioterapia no Brasil. Os aceleradores lineares são usados para tratamento de pacientes com câncer.

Demanda

De acordo com a pasta, em 2016 foram realizados 26,5 milhões de procedimentos de radioterapia, quimioterapia e cirurgias oncológicas, além dos exames preventivos de mamografias e papanicolau. Em 2017, desde janeiro até o momento, foram registrados 8,15 milhões de procedimentos.

A demanda, no entanto, é crescente. Somente no Distrito Federal, a fila para ter acesso à radioterapia é de mais de 800 pacientes, o que é “acima do razoável”, segundo o secretário de Saúde do DF, Humberto Lucena Pereira da Fonseca.

Por lei, o paciente com câncer tem direito de se submeter ao primeiro tratamento no Sistema Único de Saúde (SUS) no prazo de até 60 dias contados a partir do dia em que for firmado o diagnóstico em laudo patológico, conforme a necessidade terapêutica do caso registrada em prontuário único.

“Esperamos avançar muito rapidamente na oferta de serviços até para cumprir a Lei dos 60 dias, que não temos podido cumprir por falta de infraestrutura”, diz o ministro. “Mas estamos avançando o mais rápido que podemos para poder ofertar às pessoas mais serviços e serviços mais perto das pessoas, possibilitando novas instalações onde o cidadão viaje menos para ser atendido”.

Radioterapia em Brasília

Com a construção do bunker, espaço destinado para instalação do aparelho, e a aquisição do acelerador linear, o Ministério da Saúde já investiu mais de R$ 4,3 milhões no HUB. Este será o segundo acelerador linear do hospital, que atenderá exclusivamente pacientes do SUS no Distrito Federal. O acelerador tem capacidade para realizar 43 mil sessões de radioterapia por ano, ampliando o atendimento em até 25%. Após a conclusão da obra e início da operação do equipamento, a pasta deve repassar verba de custeio anual de R$ 1,8 milhão à unidade.

O equipamento integra o Plano de Expansão dos Serviços de Radioterapia, que desde 2014 que previa a instalação de 80 aparelhos em todo o país. A pasta ampliou esse número para 100 equipamentos.

Por: Agência Brasil-Mariana Tokarnia – Repórter 
Edição: Amanda Cieglinski
http://portaldoamazonas.com/brasil-deve-produzir-equipamentos-de-radioterapia-a-partir-de-2018-diz-ministro
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VIDHA LINUS

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