Meio Ambiente & Desenvolvimento Humano

quinta-feira, 1 de junho de 2017

A ciência comprova: abstinência de internet afeta a saúde


Um novo estudo mostrou que pessoas com 'abstinência de internet' apresentam aumento da frequência cardíaca, da pressão sanguínea e da ansiedade

Menina com abstinência de internet    De acordo com o estudo, os principais "culpados" para o uso excessivo da internet são as mídias sociais e as compras online. (iStock/Getty Images)

A expressão ‘abstinência de internet‘ parece exagerada? Pois saiba que não é. Um estudo publicado na quarta-feira, no periódico científico PLOS ONE, mostrou que a abstinência de internet é um problema real que causa problemas fisiológicos como aumento dos batimentos cardía
No estudo, pesquisadores e médicos da Universidade de Swansea, no Reino Unido, e da Universidade de Milão, na Itália mediram a frequência cardíaca e a pressão sanguínea de 144 pessoas com idade entre 18 e 33 anos, antes e depois de utilizarem a internet. A ansiedade e a percepção dos participantes em relação ao próprio vício em internet também foram considerados.
Os resultados mostraram que, quando o tempo de uso da internet estava chegando ao fim, os participantes que haviam relatado uso excessivo da internet apresentaram maior excitação fisiológica, caracterizada pelo aumento da pressão sanguínea e da frequência cardíaca. Segundo os autores, esse estudo é o primeiro que demonstra, de forma experimental e controlada, as alterações fisiológicas decorrentes da exposição à internet.
“Nós já sabíamos que pessoas que são super dependentes de dispositivos digitais relatam sentimentos de ansiedade quando param de usá-los, mas agora nós podemos ver que esses efeitos psicológicos são acompanhados de alterações fisiológicas.”, disse Phil Reed, líder do estudo e professor da Universidade de Swansea.

Resposta fisiológica semelhante à abstinência

Foi observado um aumento de 3% a 4% na frequência cardíaca e pressão sanguínea, e, em alguns casos, o dobro disso, imediatamente após o fim do uso da internet, em comparação com a medição anterior, naqueles com problemas de comportamento digital. Embora esse aumento não seja suficiente para representar uma ameaça à saúde, alterações como essas podem ser associadas a sentimentos de ansiedade e alterações no sistema hormonal que podem reduzir respostas imunológicas.
O estudo também sugere que essas alterações fisiológicas, acompanhadas do aumento da ansiedade, indicam um estado semelhante ao observado em casos de abstinência de drogas “sedativas” como álcool, maconha e heroína e pode ser responsável pela necessidade das pessoas se reconectarem com seus dispositivos digitais para reduzirem esses sentimentos desagradáveis.
“Um problema em experienciar mudanças fisiológicas como aumento da frequência cardíaca é que elas podem ser mal interpretadas como algo fisicamente ameaçador, especialmente por pessoas com altos níveis de ansiedade, o que pode levar a mais ansiedade e maior necessidade de reduzir essa sensação.”, disse Lisa Osborne, coautora do estudo.

Alertas para o risco do uso excessivo da internet

O estudo concluiu também que os participantes passavam uma média de cinco horas por dia na internet, com 20% gastando mais de seis horas diárias online. Além disso, mais de 40% relataram algum problema relacionado ao uso excessivo da internet. De longe, os motivos mais frequentes para o envolvimento com dispositivos digitais eram as “mídias sociais” e compras online.
Estudos anteriores já haviam mostrado aumento na ansiedade de curto quando pessoas que são dependentes digitais tinham seus dispositivos removidos e, em longo prazo, isso poderia gerar depressão, solidão, mudanças estruturais no cérebro e alterações na capacidade para combater infecções.
“O crescimento dos meios de comunicação digital está alimentando o aumento do uso da internet, especialmente para as mulheres. Atualmente, há uma grande quantidade de evidências documentando os efeitos negativos do uso excessivo na psicologia, neurologia e agora, com esse estudo, na fisiologia. Dado isso, temos que ver uma atitude mais responsável com a comercialização desses produtos pelas empresas – como já vimos com o álcool e jogos de azar.”, finalizou Reed.
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quarta-feira, 31 de maio de 2017

Arqueólogos estudam a transição da vida nômade para o sedentarismo na Amazônia

Com o esforço dos arqueólogos, a história de ocupação da Amazônia está sendo desvendada. Outras escavações já foram realizadas pela equipe

Com informações da USP
Foto: Divulgação/Amanda Lelis - USP 

Como terá acontecido a transição da vida nômade para o sedentarismo na Amazônia? Para responder a esta e a outras perguntas sobre os modos de vida das antigas populações indígenas, arqueólogos estão investigando, em parceria com pesquisadores do Instituto Mamirauá, a mudança nas formas de habitar a Amazônia durante o primeiro milênio antes de Cristo. A pesquisadora Márjorie Lima, do Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE) da USP, compõe o grupo.

Em abril, foi realizada atividade de campo em uma área da Reserva Amanã, no Amazonas, para coleta de informações com os moradores de comunidades ribeirinhas e análise das áreas onde será feita uma escavação arqueológica, programada para o segundo semestre deste ano.

“Arqueologicamente sabemos que durante um período antigo as pessoas se mudavam com maior frequência, não moravam em um único lugar por muito tempo. A partir desse período vemos que em algumas regiões isso começa a mudar e as pessoas começam a morar por mais tempo em uma área. Elas tornam-se então mais sedentárias e, em alguns casos, começam a formar os solos de terra preta”, comenta Márjorie.

A pesquisadora explica que este período é caracterizado como cultura ou tradição Pocó-Açutuba e, até 2005, pensava-se que só ocorria na região do Pará, onde foi conhecida na década de 1980 pelos arqueólogos alemães Peter e Paul Hilbert. A partir desta data, foram identificadas cerâmicas semelhantes, a partir de estudos arqueológicos, também no Amazonas, próximo ao encontro dos rios Negro e Solimões e posteriormente, em 2008, na região da Reserva Amanã, localizada no município de Maraã.

“Apesar de sabermos que, nesse momento, as pessoas começaram a ocupar os lugares por maior tempo, não sabemos ao certo como isso aconteceu. Se elas formavam aldeias próximas, se ocupavam esse lugar por um tempo e depois escolhiam outro para ocupar, se ocupavam uma parte do ano (como o período de chuvas) e em outro se mudavam mais. São muitas possibilidades”, comenta a arqueóloga. De acordo com ela, os vestígios desse período são principalmente cerâmicas finas, bem elaboradas e resistentes, com presença de pintura vermelha, preta, alaranjada e amarela.

Entender o ontem para planejar o amanhã

Márjorie ressalta que muitas demandas atuais da sociedade podem ter suas soluções nos modos de vida das populações antigas. “Minha escolha por um período tão antigo da história é por ser uma forma de entender os nossos problemas atuais de ocupação e regularização de terras, de busca por recursos naturais. Essas populações antigas utilizavam vários recursos e várias fontes de forma diferente, promovendo um equilíbrio ‘sustentável’, tal qual muitas comunidades ribeirinhas fazem hoje. Quero entender melhor o passado para conseguir falar sobre o presente”, conta.

Uma informação que os arqueólogos já possuem sobre essas sociedades indígenas é o conhecimento da utilização intensiva de recursos naturais vegetais, como as castanheiras. De acordo com a pesquisadora, em estudos anteriores sobre este período, já foram encontradas grandes quantidades de castanhas em sítios arqueológicos. Esta informação pode demonstrar, por exemplo, que as populações dessas aldeias indígenas utilizavam e manejavam uma série de espécies, já que, além das castanhas, as palmeiras também têm grande frequência nos vestígios encontrados.
 
Foto: Divulgação/Amanda Lelis - USP
 
Descobertas sob a terra

No segundo semestre deste ano, está programada uma escavação arqueológica em um dos sítios visitados durante a viagem realizada em abril. Esta ação conta com o financiamento da Fundação Moore. Pela pesquisa, serão contempladas três áreas em comunidades localizadas no Lago Amanã e uma no Rio Japurá. A equipe de arqueólogos reúne especialistas em diferentes áreas, como análise de vestígios arqueológicos botânicos, líticos (relativos a pedras) e cerâmicos.

Além do Instituto Mamirauá e da USP, também estarão na escavação pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais e da Universitat Pompeu Fabra, de Barcelona, na Espanha. “Há um grupo de profissionais interessados na formação da paisagem antrópica [resultante da ação do homem] do sítio e seu entorno. Esse estudo terá como perguntas a configuração e formação das áreas de florestas antrópicas, aquelas florestas formadas e transformadas a partir da ação humana: a permanência, tipo e frequência dos usos de plantas no registro arqueológico, a partir da análise de restos macro e microbotânicos, como amido, sementes e carvões. Além disso, há a proposta de uma análise que contemple essas paisagens nos dias atuais, a partir das pessoas que moram nestas comunidades atualmente”, destaca Márjorie.

A pesquisa é o projeto de doutorado de Márjorie pelo Programa de Pós-Graduação em Arqueologia do MAE, em parceria com o Instituto Mamirauá.Para que ocorra o envolvimento desta equipe multidisciplinar de diferentes instituições, o estudo também conta com recursos financeiros da Coordenadoria de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) para custeio de bolsas de estudo, além do apoio à expedição de campo pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), por meio do Departamento de Mudanças Climáticas e Gestão de Unidades de Conservação (Demuc).
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A incrível história do brasileiro chamado de louco pelos vizinhos por plantar a própria floresta

Antonio Vicente era chamado de louco pelos vizinhos.

 30 maio 2017  BBC/BRASIL
    Gibby Zobel                      Prestes a completar 84 anos, Antonio Vicente orgulha-se de ter plantado a própria floresta

Afinal, quem compraria um pedaço de terra a 200 km de São Paulo para começar a plantar árvores?
"Quando comecei a plantar, as pessoas me diziam: 'você não viverá para comer as frutas, porque essas árvores vão demorar 20 anos para crescer'", conta Vicente ao repórter Gibby Zobel, do programa Outlook, do Serviço Mundial da BBC

"Eu respondia: 'Vou plantar essas sementes, porque alguém plantou as que estou comendo agora. Vou plantá-las para que outros possam comê-las."
Vicente, prestes a completar 84 anos, comprou seu terreno em 1973, uma época na qual o governo militar oferecia facilidades de crédito para investimentos em tecnologia agrícola, com o objetivo de impulsionar a agricultura.

Mas sua ideia era exatamente a oposta.

Criado em uma família numerosa de agricultores, ele via com preocupação como a expansão dos campos destruía as fauna e flora locais, e como a falta de árvores afetava os recursos hídricos.
"Quando era criança, os agricultores cortavam as árvores para criar pastagens e pelo carvão. A água secou e nunca voltou", explica.

"Pensei comigo: 'a água é o bem mais valioso, ninguém fabrica água e a população não para de crescer. O que vai acontecer? Ficaremos sem água."

As florestas são fundamentais para a preservação da água porque absorvem e retém esta matéria-prima em suas raízes. Além disso, evitam a erosão do solo.


    Gibby Zobel                                        A primeira árvore que Vicente plantou foi uma castanheira 


Recuperação da floresta

Quando tinha 14 anos, Vicente saiu do campo e passou a trabalhar como ferreiro na cidade.
Com o dinheiro da venda de seu negócio, pôde comprar 30 hectares em uma região de planície perto de São Francisco Xavier, distrito de 5 mil habitantes que faz parte de São José dos Campos, no interior de São Paulo.


"A vida na cidade não era fácil", lembra ele.

"Acabei tendo de viver debaixo de uma árvore porque não tinha dinheiro para o aluguel. Tomava banho no rio e vivia debaixo da árvore, cercado de raposas e ratos. Juntei muitas folhas e fiz uma cama, onde dormi", diz Vicente.

"Mas nunca passei fome. Comia sanduíches de banana no café da manhã, almoço e jantar", acrescenta.

Após retornar ao campo, começou a plantar, uma por uma, cada uma das árvores que hoje formam a floresta úmida tropical com cerca de 50 mil unidades.

'Nadando contra a corrente'

Vicente nadava contra a corrente: durante os últimos 30 anos, em que se dedicou a reflorestar sua propriedade, cerca de 183 mil hectares de mata atlântica no Estado de São Paulo foram desflorestados para dar lugar à agricultura.

Segundo a Fundação Mata Atlântica SOS e o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), a mata atlântica cobria originalmente 69% do Estado de São Paulo.
Hoje, a proporção caiu para 14%.


    SPL     Depois de ter diminuído, ritmo de desmatamento voltou a crescer no Brasil

E, ainda que esteja distante do pico de 2004, quando 27 mil hectares foram destruídos, o ritmo de desmatamento voltou a aumentar.
Entre agosto de 2015 e julho de 2016, por exemplo, foram destruídos 8 mil hectares de floresta - uma alta de 29% em relação ao ano anterior e o nível mais elevado desde 2008, segundo dados do Inpe.

Animais e água

Um quadro pendurado na parede da casa de Vicente serve de lembrança das mudanças que ele conseguiu com seu próprio esforço.

"Em 1973, não havia nada aqui, como você pode ver. Tudo era pastagem. Minha casa é a mais bonita de toda essa região, mas hoje não se pode tirar uma foto desse ângulo porque as árvores a encobrem, porque estão muito grandes", brinca Vicente.

Com o replantio, muitos animais reapareceram.

"Há tucanos, todo tipo de aves, pacas, esquilos, lagartos, gambás e, inclusive, javalis", enumera.
"Temos também uma onça pequena e uma jaguatirica, que come todas as galinhas", ri.

O mais importante, contudo, é que os cursos de água também voltaram a brotar.

Quando Vicente comprou o terreno, só havia uma fonte. Agora, há cerca de 20.

http://www.bbc.com/portuguese/brasil-40082660?ocid=socialflow_facebook

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Cerrado brasileiro vai receber US$ 50 mi para recuperação de reservas legais

  

Acordo entre o governo brasileiro e o Banco Mundial vai apoiar a implementação do Cadastro Ambiental Rural em oito estados e no DF
 
 
por Portal BrasilPublicado23/05/2017 15h13Última modificação24/05/2017 11h19
Foto: Toninho Tavares/Agência BrasíliaA contrapartida do Ministério do Meio Ambiente (MMA) é equivalente a US$ 17,52 milhões
A contrapartida do Ministério do Meio Ambiente (MMA) é equivalente a US$ 17,52 milhões
Um acordo entre o Ministério do Meio Ambiente e o Banco Mundial vai garantir recursos de US$ 50 milhões para o bioma Cerrado. A medida apoiará a implementação do Cadastro Ambiental Rural (CAR) em oito estados e no Distrito Federal.
A iniciativa garantirá, entre outras, a recuperação de reservas legais e áreas de preservação permanente em propriedades rurais familiares. O projeto é aplicado na região de maior produtividade agrícola do País.
O ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, destacou a importância do CAR para a recomposição de paisagens florestais no Cerrado e para o combate ao desmatamento. Segundo ele, o banco de dados do cadastro pode subsidiar políticas capazes de promover a sustentabilidade no País.
O diretor do Banco Mundial para o Brasil, Martin Raiser, ressaltou o trabalho conjunto com Ministério do Meio Ambiente. “Essa parceria vai fortalecer o CAR, que é uma política de extrema importância para a gestão das florestas brasileiras, principalmente no bioma cerrado”, explicou Raiser.
projeto fortalecerá a capacidade das agências ambientais estaduais na implementação do cadastro, por meio da integração dos sistemas de informações.
Ao todo, 47 municípios em Tocantins, Maranhão, Minas Gerais, Goiás, São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e no Distrito Federal farão parte do projeto.
A expectativa é que as propriedades rurais familiares da região sejam registradas para que adotem medidas de recuperação das áreas degradas. Com isso, a medida contribuirá também para o alcance das metas assumidas pelo País para reduzir as emissões de gases de efeito estufa.
Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério do Meio Ambiente
Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative CommonsCC BY ND 3.0 Brasil CC BY ND 3.0 Brasilhttp://www.brasil.gov.br/meio-ambiente/2017/05/cerrado-brasileiro-vai-receber-us-50-mi-para-recuperacao-de-reservas-legais
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Saiba como ter motivação para praticar exercícios

Segundo o estudo, mulheres que não associam exercícios físicos como metas complicadas e sim como hobbies têm melhor desempenho

 

Atividade física: quanto mais intensa for a prática de exercícios diários, maior serão os índices de longevidade
Você fica cansado ou com preguiça só de pensar em praticar atividades físicas? Muitas pessoas entram na academia e desistem quando percebem que não estão perdendo peso logo de cara, mas saiba que isso pode mudar. Segundo estudo publicado no jornal BMC Public Health, as pessoas podem aprender a gostar de serem fisicamente ativas apenas reajustando certas opiniões e expectativas em relação ao treino.

O estudo

No estudo, os pesquisadores perguntaram a 40 mulheres, com idade entre 22 e 49 anos, o que fazia com que elas se sentissem felizes e bem sucedidas. Em seguida, eles analisaram como a prática de exercícios físicos fomentava ou minava esses sentimentos. Todas elas, mesmo se praticavam exercícios regularmente ou não, buscavam as mesmas coisas: estabelecer conexões significativas com outras pessoas, sentir-se relaxadas e livres de pressões durante as horas de lazer e atingir suas metas pessoais, seja no cotidiano, na vida pessoal ou profissional.

Prazer ao se exercitar

A grande diferença, segundo os especialistas, era que as mulheres mais inativas viam o exercício físico como algo contraproducente em relação a seus objetivos. De acordo com elas, para a atividade física fazer algum efeito, teria que acelerar os batimentos cardíacos e induzir ao suor, ou seja, o oposto de algo relaxante que fariam em seu tempo livre.
Além disso, seguir uma rotina de exercícios diários, por exemplo, tomaria muito tempo e colocaria uma pressão maior sobre si mesmas. A dificuldade de se comprometer com o cronograma e atender às expectativas acaba fazendo com que se sintam fracassadas.
Em contrapartida, as mulheres que mais praticam exercícios não compartilhavam dessas opiniões. Para elas, o exercício estava associado aos desejos de conectividade social, tempo de lazer e sentimento de dever cumprido. Segundo Michelle Segar, diretora de pesquisa sobre saúde e esportes da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, essa mudança na mentalidade deve acontecer para mulheres enquanto não são fisicamente ativas.
“Essas mulheres se sentem alienadas pelo exercício ou sentem que falharam quando tentaram praticá-lo no passado”, disse ela. “Elas têm uma definição muito limitada de como a prática de atividades físicas deveria ser.”

Mudanças

Essa definição vem de décadas de publicidade de empresas ligadas ao universo fitness e pesquisas científicas mais antigas, que sugeriam exercícios de alta intensidade como a melhor forma de praticar atividade física. “Isso não é mais uma verdade”, explicou Michelle. “As novas recomendações sobre a prática sugerem que as pessoas façam o que for melhor para elas.”
Em vez de pensar no exercício como algo que toma seu tempo em vez de aproveitar o tempo livre ou socializar com amigos, a pesquisadora recomenda associá-lo a uma forma de fazer com que essas coisas aconteçam. “Podemos usar a atividade física como uma maneira de relaxar, se reunir com amigos e dar um passeio agradável. Praticar ao ar livre aumenta o humor e nos faz sentir bem”, disse.
Caminhar, por exemplo, é uma boa maneira de se manter ativo no dia a dia, mas é possível fazer mais que isso. De acordo com a pesquisadora, o mais importante é que qualquer atividade física é melhor do que nenhuma. “Você não precisa fazer 30 minutos de cada vez, não precisa suar e não precisa odiar o que está fazendo. Você só precisa escolher aproveitar o tempo quando vê oportunidades”, concluiu Michelle.

Poder da cafeína

Você sabia que o cafezinho diário pode ajudar a melhorar seu desempenho atlético? Um novo estudo, publicado no Journal of Applied Physiology, mostrou que a cafeína, mesmo consumida horas antes, dá um “boost” de energia e melhora a performance dos exercícios. A pesquisa foi desenvolvida na Universidade de São Paulo pelo professor de fisiologia e nutrição Bruno Gualano, de acordo com informações do The New York Times.
Segundo o especialista, os atletas podem se beneficiar da cafeína antes de um evento, mesmo sem se abster nos dias anteriores, como dito em pesquisas anteriores. Para testar a ideia, sua equipe recrutou 40 ciclistas competidores de São Paulo para realizar alguns testes sobre o impacto da cafeína na saúde e no desempenho das pedaladas. Antes, eles precisaram responder perguntas sobre seu consumo normal de cafeína. Com base nessas informações, os ciclistas foram separados em três grupos: baixo consumo de cafeína (um copo de café ou menos por dia), consumo moderado (dois copos), alto consumo (três copos ou mais).
Depois, os competidores fizeram testes relacionados ao desempenho atlético. Em três visitas diferentes, depois de ingerirem determinada quantidade de cafeína, eles precisaram pedalar até queimar 450 calorias, o que geralmente levava 30 minutos para os atletas. Na primeira, uma hora antes do exercício, ingeriram um comprimido contendo 400 miligramas de cafeína, o equivalente a quatro copos de café normal. Em outra, ingeriram um comprimido placebo idêntico ao anterior, também uma hora antes. Na terceira, realizaram as atividades sem nenhum tipo de estímulo.
Ao comparar os tempos realizados, quase todos os ciclistas pedalaram com mais intensidade e mais rápido depois de ingerirem a pílula de cafeína, completando a corrida 3,3% mais rápido do que sem e 2,2% mais rápido do que a pílula placebo. Em comparação, 2% a 3% do ganho poderia ajudar a ganhar alguns minutos de avanço em uma maratona, por exemplo. Os resultados foram similares independente do consumo habitual de cafeína de cada atleta.
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Parque Nacional da Tijuca abre edital para realização de diagnóstico socioambiental

As propostas devem ser encaminhadas para a Concessionária Trem do Corcovado Ltda. até o dia 23 de junho
por Portal BrasilPublicado25/05/2017 14h46Última modificação25/05/2017 16h28
Arquivo/Agência BrasilSerão beneficiadas as comunidades de Guararapes, Vila Cândido, Cerro Corá e Prazeres
Serão beneficiadas as comunidades de Guararapes, Vila Cândido, Cerro Corá e Prazeres
  As comunidades vizinhas do Parque Nacional da Tijuca, localizado no Rio de Janeiro, passarão por diagnóstico socioambiental. Para isso, a unidade de conservação, administrada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), abriu chamada pública para selecionar instituição de pesquisa universitária para realizar a missão.

As propostas devem ser encaminhadas para a Concessionária Trem do Corcovado Ltda. até o dia 23 de junho. 
A instituição escolhida terá a responsabilidade de elaborar e executar o programa socioambiental do parque, que deverá ser implementado nos próximos 18 anos. Serão beneficiadas as comunidades de Guararapes, Vila Cândido, Cerro Corá e Prazeres.
Confira o termo de referência e a relação de documentos para habilitação.
Novidade
Pela primeira vez, um programa socioambiental será implementado como obrigação contratual de uma concessão em unidade de conservação federal. O termo de referência foi integralmente construído em conjunto com lideranças das comunidades envolvidas, ao longo das reuniões da Câmara Técnica de Educação Ambiental do Conselho Consultivo do parque.
Fonte: Portal Brasil, com informações do ICMBio
Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative CommonsCC BY ND 3.0 Brasil CC BY ND 3.0 Brasil
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Biomas Brasileiros serão destaques na Semana do Meio Ambiente 2017

Seis faculdades e duas instituições de ensino técnico estarão realizando uma mostra de trabalhos acadêmicos, intitulada “Biomas Brasileiros”, que estará em exposição no Parque Municipal do Mindu, neste sábado, 3/6, dentro da programação de abertura da Semana do Meio Ambiente 2017, da Prefeitura de Manaus.

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A mostra visa aproximar a academia dos espaços públicos que oferecem serviços ambientais para a comunidade, como é o caso do Parque Municipal do Mindu, e dar a oportunidade para que os alunos busquem inspiração para desenvolver trabalhos e projetos de pesquisa, ajudando a gerar conhecimento sobre essas áreas. Outro objetivo é o de fazer referência à Campanha da Fraternidade deste ano, cujo tema é “Biomas Brasileiros e Defesa da Vida”.

Cada instituição de ensino levará material institucional e vai falar sobre os diferentes biomas brasileiros, a exemplo do Cerrado, Caatinga, Mata Atlântica, Pantanal, Amazônia e Pampas, abordando a importância dos mesmos para a preservação dos recursos naturais.

Estão presentes as faculdades Nilton Lins, Centro Universitário do Norte (Uninorte), Faculdade Metropolitana de Manaus (Fametro), Esbam, Estácio do Amazonas, Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Centro de Ensino Técnico (Centec) e o Instituto Federal do Amazonas (Ifam). Representantes das instituições fizeram uma visita ao Parque na terça-feira, 30/5.

“A escolha do tema da Semana do Meio Ambiente 2017, Nossa Casa Nossa Responsabilidade, tomou como premissa a Campanha da Fraternidade deste ano que, inclCorrigir
 

usive, para nossa alegria, foi lançada pela Arquidiocese de Manaus no Parque do Mindu”, observa o secretário municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Antonio Nelson de Oliveira Júnior. Segundo ele, a mostra foi uma forma de chamar a atenção para os biomas e estimular os estudantes a desenvolverem trabalhos baseados no tema, tendo como referência uma unidade de conservação municipal. Os estandes ficarão distribuídos ao longo da trilha principal de acesso e na Praça da Samaumeira, no Parque do Mindu, no Parque Dez, de 8h30 às 12h.

Paralelamente à apresentação dos trabalhos acadêmicos sobre os Biomas Brasileiros, quem for prestigiar a abertura da Semana do Meio Ambiente 2017 poderá conferir também a Mostra Agroecológica do Parque do Mindu, que reúne os projetos e experimentos desenvolvidos por estudantes de instituições de ensino, que realizam seus estágios obrigatórios e complementares na unidade. Um dos projetos é de Gerenciamento de Resíduos Orgânicos, Manejo das Liteiras e Sustentabilidade.a

Redação (92) 3877-4539 contato@portaldoamazonas.com / socorromaia@portaldoamazonas.com/
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VIDHA LINUS

CONSULTORIA AMBIENTAL LICENÇAS,ELABORAÇÃO EIV, PRAD. Av Radial B, 122 Bairro Mangueiral CEP 42807-380 CAMAÇARI - BAHIA 71 3040 5033 99168 5797 VBRAMBIENTAL@YAHOO.COM.BR

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