Lagoa encantada, um dos lugares que deveria ser protegido. Foto: Divulgação. |
- terça-feira, 30 maio 2017 21:14
O mapa aponta 336 áreas valiosas no maior estado do Nordeste, que precisam ser protegidas ou recuperadas. São valiosas por serem importantes para a conservação de espécies e fornecimento de água, um recurso cada vez mais valioso. Apresentado esta semana pelo WWF-Brasil e pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente do Estado da Bahia (Sema-BA), o estudo destaca 48 destas áreas, onde é necessário agir imediatamente.
As áreas de prioridade extrema cobrem cerca de 8 milhões de hectares (15% do estado) e foram consideradas pelo estudo como de máxima importância biológica e máxima vulnerabilidade. Outras 84 áreas foram classificadas como de prioridade muito alta de conservação e ou recuperação e foram apontadas também 204 áreas de importância alta. No total, as áreas prioritárias para conservação cobrem 27% do estado.
As ações necessárias relacionadas no estudo incluem a criação de unidade de conservação, a proteção a recursos hídricos, prioridade para restauração, fomento a atividades econômicas sustentáveis e levantamentos de fauna e flora. Entre as regiões para onde se indica a criação de uma unidade de conservação estão as dunas na área do reservatório de Sobradinho.
“Elas têm uma situação muito impressionante em relação a lagartos”, conta a especialista em Conservação do WWF-Brasil, Paula Hanna Valdujo. “Você tem espécies endêmicas que só ocorrem lá. De um lado do rio você tem uma espécie, e do outro uma espécie irmã”, completa.
Serra do Conduru. Foto: Diculgação.
“A Mata Atlântica tem um histórico muito mais antigo de desmatamento”, compara Paula Hanna Valdujo. “Tem muito mais áreas conectadas de Cerrado do que de Mata Atlântica. Comparando esses biomas, o cerrado é fronteira de desmatamento, então a taxa de desmatamento no cerrado hoje é muito maior. Se a gente for ver o total desmatado até hoje, tem mais desmatamento na Mata Atlântica.
O estudo que contou com a participação de 160 pesquisadores e gestores levou em conta mais de 2.900 alvos de conservação, ou seja, animais, plantas, ecossistemas ou serviços ambientais que devem ser preservados. Entre as 373 espécies-alvo da fauna de vertebrados, a grande maioria (mais de 320) não contam com proteção, exigindo medidas imediatas para que sejam conservadas.
Acesse o estudo.
http://www.oeco.org.br/noticias/o-mapa-de-tesouros-ameacados-na-bahia/
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