Meio Ambiente & Desenvolvimento Humano

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Pesquisadores criam repelente contra Aedes aegypti a partir de planta amazônica

Mosquito da dengue

Estudos comprovaram que extratos da aninga, encontrada em áreas alagadas da floresta, inibem crescimento dos ovos
por Portal BrasilPublicado01/06/2017 19h16Última modificação05/06/2017 16h10
Divulgação/Museu GoeldiPesquisadores constataram que não havia mosquitos transmissores da malária onde era encontrada a planta
Pesquisadores constataram que não havia mosquitos transmissores da malária onde era encontrada a planta
A luta contra o Aedes aegypti, mosquito transmissor de doenças como dengue e zika vírus, está prestes a ganhar uma nova arma. Pesquisadores do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) estão desenvolvendo um larvicida e repelente à base de aninga, planta encontrada nas áreas alagadas da Amazônia.
Segundo a pesquisadora Cristine Bastos do Amarante, os estudos para criar o repelente contra o Aedes começaram há três anos com a participação de 20 pesquisadores e devem durar mais cinco anos. Os cientistas trabalham no desenvolvimento de um composto produzido com os óleos essenciais e extratos das espécies do gênero Montrichardia, do qual a aninga faz parte.
A pesquisa começou há dez anos, após a constatação de ribeirinhos de que não havia mosquitos transmissores da malária nos locais onde era encontrada a Montrichardia linifera, nome científico da aninga.
"Isso nos motivou a levar ao laboratório, estudar a composição química e fazer ensaios com a aninga. Vimos que, realmente, os extratos dessa planta inibiram o crescimento dos ovos do Plasmodium falciparum, que é o parasita causador da malária. Repetimos os testes e começamos a ter resultados positivos", relata Cristine Bastos.
"Publicamos um estudo em 2010 sobre o combate à malária. Agora estamos estendendo os estudos para o Aedes. Esperamos bons resultados pelas substâncias que já encontramos, que são reconhecidamente repelentes na literatura. Queremos desenvolver uma formulação ou transferir essa tecnologia para uma empresa", disse a pesquisadora.
De acordo com informações do Ministério da Saúde, em 2016, pelo menos 794 pessoas morreram no País em consequência das doenças transmitidas como dengue, zika e febre chikungunya. 
Fonte: Portal Brasil, com informações do MCTIC
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