Meio Ambiente & Desenvolvimento Humano

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

28 plantas medicinais: dos poderes às contraindicações

Documento inédito cataloga os fitoterápicos mais comuns no Brasil e promete dar fôlego e respaldo à classe dos produtos naturais

GALERIA | Parceiro: 28 plantas medicinais: dos poderes às contraindicações
(iStock)
Medicamentos feitos a partir de folhas, sementes, cascas, frutos e flores são sucesso de crítica e público há milênios e constituem parte importante da cultura de diversos povos. Quando pensamos no Brasil, a coisa toma uma proporção assustadora: nosso país possui a maior flora do planeta, com mais de 43 mil espécies descritas. “Dessas, 10 mil têm algum potencial terapêutico“, estima a nutricionista Vanderli Marchiori, presidente da Associação Paulista de Fitoterapia.
Apesar de tanta riqueza, políticas de incentivo a essa classe costumavam ser escassas por aqui. Mas as coisas começaram a mudar nos últimos dez anos, quando o Ministério da Saúde criou o Programa Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos e introduziu 12 fármacos do gênero no Sistema Único de Saúde (SUS). “Essa é uma importante estratégia de atenção ao indivíduo e de inclusão social”, acredita o médico Renato Alves, diretor do Departamento de Assistência Farmacêutica do ministério.
Para dar continuidade ao trabalho, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) acaba de lançar o Memento Fitoterápico, obra que reúne informações científicas de 28 plantas medicinais. “Até então, não existia um documento oficial que orientasse o profissional de saúde a prescrevê-las”, conta o farmacêutico José Carlos Tavares, coordenador do comitê que redigiu o artigo e professor da Universidade Federal do Amapá.
A iniciativa ganhou elogios. “A publicação expande o conhecimento na área e valoriza a sabedoria popular”, afirma o farmacêutico César Augusto Caneschi, da Fundação Presidente Antônio Carlos de Ubá, em Minas Gerais.
A ideia é que o material, disponível no site da Anvisa, também quebre preconceitos que pairam sobre os fitoterápicos. Há quem diga, por exemplo, que as plantas são inofensivas, não acarretam efeitos colaterais e não servem para confrontar doenças mais sérias. Não é por aí. “Elas carregam substâncias que podem tratar uma série de problemas.
Porém, se usadas de maneira errada, causam, sim, reações adversas”, chama a atenção a bióloga Maria Thereza Gamberini, da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.
Portanto, seu uso deve ser feito com responsabilidade e sob orientação médica, como é praxe entre os remédios sintéticos convencionais. Evite feiras e barracas de rua que vendem garrafadas e outros itens do gênero. “Procure estabelecimentos onde trabalhe um profissional da saúde como o técnico farmacêutico”, sugere o bioquímico Carlos Rocha Oliveira, coordenador da Pós-Graduação em Fitoterapia e Produtos Naturais da Universidade Anhembi Morumbi, em São Paulo.
Abaixo, mapeamos as 28 espécies que integram o documento. Se bem indicadas, elas podem prestar serviço em diversos contextos que assolam o corpo e a mente – de queimadura a ansiedade e colesterol alto.

Raízes fortes

A parte da planta que absorve os nutrientes da terra é matéria-prima de uma porção de fitoterápicos

Sementes em cápsula

Elas podem germinar a solução para três problemas de saúde bastante comuns

Do talo à folha

Da lista elaborada pela Anvisa, há apenas um fitoterápico que é fabricado a partir da planta inteira

Entre flores e frutos

Suas qualidades vão muito além de gosto, aroma e beleza: eles podem conter substâncias com potencial medicinal

Cascas grossas

A camada superficial do tronco guarda princípios ativos especiais para fazer frente a males que acometem o intestino e a pele

Folhas preciosas

É o grupo com mais representantes e aplicações farmacêuticas no Memento Fitoterápico brasileiro
Nenhum texto alternativo automático disponível.
Share:

O ESTUDO PARTNER, OS INOCENTES DO LEBLON E A EXPLOSÃO DA EPIDEMIA DE HIV ENTRE OS JOVENS GAYS.


Dr Fábio Araujo é Médico Infectologista do Instituto de Infectologia Emílio Ribas e do Centro de Referência e Treinamento em DST / Aids em São Paulo, Capital.

05 Fev 2017
Desde o início da epidemia de HIV nos anos 1980, os portadores e notadamente a comunidade gay, tragicamente atingida, foram marcados por estigma e segregação. "Peste Gay" foi um dos primeiros nomes que a imprensa norte-americana deu à então nova doença.
Muitos esforços têm sido feitos ao longo dos anos para gerar empatia e aceitação social aos portadores de HIV; leis anti-segregacionistas foram criadas em vários países, bem como campanhas esclarecendo que o convívio com pessoas HIV+ não é contagioso: "abraçar um soropositivo" não transmite HIV.
No entanto, os esforços para gerar empatia e aceitação não podem se revestir de "meias-verdades", que possam expor outros indivíduos ao risco de infecção.

Após o advento das medicações antirretrovirais potentes (coqueteis), vários estudos têm demonstrado que quando os pacientes HIV positivos estão em tratamento e com Carga Viral de HIV indetectável, menor é o risco de transmissão                                                                                               no nível populacional.
Visando melhor compreender esse fenômeno, o Estudo Partner foi conduzido em diversos centros da Europa e envolveu de 2010 a 2014 um total de 1166 casais sorodiscordantes (nos quais um dos parceiros é infectado pelo HIV e o outro não), e que já admitiam terem relações sexuais sem camisinhas.

A imagem pode conter: texto
Imagem: Google
O principal critério para participar do estudo era que o indivíduo HIV+ estivesse em tratamento e com Carga Viral (CV) do HIV indetectável no momento em que iniciou a sua participação. Este estudo concluiu que não houve nenhuma transmissão de HIV entre os quais o portador PERMANECEU COM CARGA INDETECTÁVEL AO LONGO DE TODO O ESTUDO.

Políticas de saúde pública estão sendo desenhadas baseando-se nos achados deste estudo e de outros semelhantes, mas sobretudo, a Militância HIV e os Inocentes do Leblon estão apregoando aos sete cantos sobre o "Risco Zero" de se transar com um HIV+. Os aplicativos de paquera gay já trazem frequentemente a informação "Indetectável" ou "tratamento como prevenção" - inferindo-se que o proponente é HIV+ e que não há nada de mais em fazer sexo com o mesmo sem preservativos.

Esses resultados do estudo Partner são formidáveis! No entanto, a interpretação equivocada dos mesmos tem levado a uma explosão de novas infecções pelo HIV entre os jovens gays - e até mesmo entre aqueles que passaram incólumes pelos anos 1980 - 2000, por terem aberto a guarda face ao "Risco Zero" (mais uma vez o "Zero" entra na Epidemia de HIV fazendo estragos.. Quem se lembra do Paciente Zero, o comissário Canadense que teria sido o responsável pela disseminação do HIV nos Estados Unidos? (mas essa é outra história..)).

Existem algumas peculiaridades que escaparam aos "cientistas de orelhada" - aqueles que ouvem dizer mas não leram o artigo, que foram ao Congresso mas não tinham inglês suficiente para entender a palestra - mas também aos que têm discernimento para entender mas preferem fazer de conta que não viram a parte "chata" do artigo ou do estudo, por não servir ao argumento que eles abraçam de maneira passional.

Dissecando o Estudo Partner constatamos que dos 1166 casais inicialmente inscritos, somente 888 foram "recortados" para fazer a análise, dos quais, apenas 340 casais eram de Homens que fazem Sexo com Homens (HSH). Dentre os critérios para excluir casais da análise, estava o de o parceiro ter ficado com a carga viral detectável durante o estudo (55), ou não ter uma Carga Viral disponível (17). Ou seja, o estudo Partner omite o que aconteceu com 72 parceiros de pacientes que NÃO PERMANECERAM COM CARGA INDETECTÁVEL AO LONGO DE TODO O ESTUDO, ou 6% da população inicialmente incluída, de 1166.

Outo dado importante é que o Estudo detectou 6% de incorreção na informação da CV Indetectável. Ou seja, 6% dos indivíduos informaram que a CV estava indetectável, quando na verdade, não estava.

Além disso, os dados de Carga Viral do Estudo foram coletados "da vida real", ou seja, dos exames que os médicos dos pacientes no estudo lhes solicitavam rotineiramente, e não em datas pré-definidas, como em um estudo de desenvolvimento de novas drogas. E, "na vida real", nós médicos Infectologistas criamos um viés para que os nossos pacientes sempre tenham CV de HIV indetectável: nós os orientamos a não colher o exame após terem sido acometidos de doenças como resfriados, diarreias, bem como após terem tomado vacinas, pois sabemos que nestas circunstâncias a CV do HIV pode voltar a ficar detectável, o que gera transtornos para o paciente e para os serviços.

O Estudo Partner mostra que 1/5 dos pacientes envolvidos - tanto os positivos quanto os negativos - foram diagnosticados com alguma Doença Sexualmente Transmissível (DST) ao longo do Estudo, sobretudo na população HSH. Destes, 33% relataram terem feito sexo desprotegido com outros paceiros além do seu fixo.

Doze pessoas dos 888 casais avaliados foram infectadas por HIV durante o Estudo Partner, sendo 11 Gays e 1 Heterossexual, contudo foram feitas análises filogenéitcas que atestaram que o vírus com que essas pessoas foram infectadas não era o mesmo vírus do seu parceiro fixo. No entanto, três destas pessoas negaram terem tido relações extraconjugais.

Por fim, o Estudo Partner afirma em sua Discussão que "esses resultados não podem prover diretamente uma resposta para a questão se é seguro para um casal sorodiscordante praticar sexo sem preservativos".
JAMA: 2016:316(2): 171-181
Share:

O papel dos macacos no ciclo da febre amarela

Os animais não transmitem o vírus. Eles são vítimas. E, ao serem contaminados, fazem o papel de "sentinela", alertando para o surgimento da doença. O vilão é o mosquito transmissor

Seguda, 06 de Fevereiro de 2017, 15h461Sagui Flona Açu Nelson Yoneda1

Disponível: https://www.blogger.com/blogger.gblogID=1793156973580830817#editor/target=post;postID=5924724917878472954

Brasília (06/01/2017) – Com o atual surto de febre amarela no Brasil, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) busca esclarecer o papel dos macacos no ciclo da doença, que, assim como os humanos, são apenas vítimas do vírus. A doença que é caracterizada como infecciosa aguda, não contagiosa, febril e de natureza viral, se mantém nas regiões tropicais da América do Sul e Central e da África. No Brasil, tem caráter sazonal, ocorrendo mais frequentemente entre os meses de dezembro a maio, quando fatores ambientais (como o aumento de chuvas e de temperatura) propiciam o aumento da densidade dos vetores (mosquitos).

O vírus da febre amarela (VFA) possui dois ciclos básicos: urbano e silvestre. No ciclo silvestre a transmissão envolve principalmente primatas não-humanos (PNH), ou seja, os macacos e algumas espécies de mosquitos transmissores, sendo os dos gêneros Haemagogus e Sabethes os mais importantes na América Latina, e Haemagogus janthinomys a espécie que mais se destaca na perpetuação do vírus no Brasil. Os macacos são infectados ao serem picados por mosquitos, em período de viremia (presença do vírus no sangue). Os humanos suscetíveis, ao frequentarem áreas silvestres, podem ser picados por mosquitos infectados.

Embora não seja documentado no Brasil desde a década de 1940, no ciclo urbano, o mosquito Aedes aegypti é o vetor responsável pela disseminação da doença, sendo que os últimos casos de febre amarela urbana foram registrados em 1942, no Acre.

Sintomas da doença

Em humanos, a febre amarela causa infecção aguda com febre, icterícia, albuminúria, hemorragia, insuficiência hepática e renal, que pode levar à morte em aproximadamente uma semana, em cerca de 50% dos casos mais graves. Já em macacos, a viremia dura cerca de 3 a 4 dias, com a morte podendo ocorrer entre 3 a 7 dias. Os sintomas são febre, icterícia, apatia, desidratação, anorexia, hemorragia bucal e intestinal, insuficiência hepática e renal, degeneração gordurosa do fígado com necrose extensa e acúmulo de lipídios.

A febre amarela, portanto, não é contagiosa, isto é, os PNH não transmitem diretamente essa doença, assim como ela não é transmitida diretamente de um humano a outro. Os mosquitos sim são os vetores do VFA, transmitindo-o entre primatas humanos e não-humanos.

Impacto na população de macacos

De acordo com o coordenador do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Primatas Brasileiros (CPB), Leandro Jesusalinsky, todos os primatas neotropicais são suscetíveis ao vírus da febre amarela, sendo alguns gêneros como Alouatta (bugios, guaribas) e Callithrix (saguis, micos) mais sensíveis, apresentando alta taxa de letalidade, enquanto outros, como Sapajus (macacos-prego), parecem ter maior resistência, adquirindo imunidade mais facilmente.

O impacto que a febre amarela pode ter sobre os primatas não-humanos foi evidenciado no surto que ocorreu entre 2008 e 2009, no Rio Grande do Sul, que afetou populações de bugio-preto (Alouatta caraya) e bugio-ruivo (Alouatta guariba clamitans), matando milhares de macacos, com registros de extinções locais, inclusive em unidades de conservação. 

Segundo Leandro, além das mortes causadas diretamente pela febre amarela, naquela ocasião foram reportadas agressões aos bugios por parte de moradores do interior do estado, inclusive com mortes. “Havia o receio de que os macacos pudessem transmitir diretamente a doença aos humanos. Como consequência desses impactos, o bugio-ruivo voltou a ser listado como espécie ameaçada de extinção no Brasil”, afirmou.

Recomendações do Ministério da Saúde

As principais medidas de prevenção para humanos, recomendadas pelo Ministério da Saúde, incluem a vacinação e o controle da proliferação dos mosquitos vetores. A orientação é que as pessoas que vivem em áreas de recomendação ou vão viajar para regiões silvestres, rurais ou de mata dentro dessas áreas, devem se imunizar com duas doses da vacina ao longo da vida. 

O controle da febre amarela em área urbana também passa pelo trabalho de preservação dos habitats dos primatas não-humanos silvestres. Desflorestar ou matar macacos não impede a circulação do vírus da febre amarela, podendo ainda eliminar o papel de “sentinela” dos primatas e, portanto, essa sua valiosa e insubstituível contribuição para a saúde pública.

Recomendações do ICMBio

Ao encontrar macacos mortos, ou caídos no solo e/ou notadamente fragilizados:

* Não manipular os animais, pelo risco de contaminação por outras doenças (não pelo vírus da febre amarela);

* Deve-se comunicar imediatamente às Secretarias Municipais e Estaduais de Saúde, e/ou Delegacias do Ministério da Saúde, responsáveis por analisar os casos e investigar a circulação do vírus da febre amarela;

Ao encontrar macacos vivos, sadios e em vida livre, os mesmos:

* Não capturar;

*Não alimentar;

*Não retirar do seu hábitat;

*Não translocar para outras áreas;

*Não agredir e muito menos matar.

Ao presenciar ou saber de agressões e matanças de macacos (Primatas Não-Humanos):

* Denunciar às autoridades de meio ambiente (Secretarias Municipais e Estaduais, Ibama, Polícia Ambiental/Florestal), pois isto constitui crime ambiental e prejudica o trabalho de vigilância sanitária, inclusive para prevenir o agravamento dos surtos de febre amarela.

Comunicação ICMBio
(61) 2028-9280
Share:

Sociedade discute clima e florestas

Josângela Jesus/ Programa Arpa
Comunidade Terra Nova (Resex do Rio Unini)
Ministério do Meio Ambiente realiza oficina para analisar formas de garantir benefícios socioambientais na implementação do REDD+. 
DA REDAÇÃO
Sexta, 03 Fevereiro 2017 16:30
Os povos tradicionais e a sociedade civil discutiram com o governo formas de aprimorar as medidas de redução de emissões provenientes do desmatamento e da degradação florestal. O conceito, conhecido como REDD+, reúne também o aumento de estoques de carbono florestal e foi tema de oficina realizada nesta semana pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), com a participação de representantes de outros órgãos federais e estaduais.
O grupo definiu diretrizes e analisou formas de potencializar os benefícios socioambientais e prevenir possíveis impactos negativos no processo de interpretação das Salvaguardas de Cancun no contexto brasileiro. Essas salvaguardas garantem, para fins de investimentos financeiros, que aspectos como a questão indígena e a conservação da biodiversidade, entre outros, sejam respeitados nas iniciativas em desenvolvimento.
DIREITO
O engajamento da sociedade e a necessidade de se considerar o processo histórico das discussões foram os principais pontos abordados. Nesse sentido, a procuradora regional da República, Eliana Torelly, fez uma apresentação sobre a consulta prévia, que é um direito de povos indígenas e povos e comunidades tradicionais estabelecido pela legislação brasileira e abordado nas salvaguardas de REDD+. O tema continuará a ser discutido nas próximas reuniões da Câmara Consultiva Temática (CCT) da Comissão Nacional para REDD+ (CONAREDD+). 
O encontro também foi uma oportunidade para identificação de aprimoramentos na elaboração do 2° Sumário de Informações sobre as Salvaguardas, que deve ser apresentado à Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC) ainda neste ano. O documento é um dos requisitos para recebimento de recursos internacionais pela redução de emissões de desmatamento no bioma Amazônia entre 2011 a 2015.
O REDD+
A comunidade internacional reúne-se todos os anos no âmbito da UNFCCC com o objetivo de definir metas e ações para cortar as emissões de gases de efeito estufa e, com isso, frear o aquecimento do global. 
Desenvolvido nesse contexto, o REDD+ é um instrumento para recompensar financeiramente os países em desenvolvimento por seus resultados relacionados às atividades de: redução das emissões provenientes de desmatamento e de degradação florestal; conservação dos estoques de carbono florestal; manejo sustentável de florestas; e aumento dos estoques de carbono florestal.

Assessoria de Comunicação Social (Ascom/MMA): (61) 2028-1227

Share:

VIDHA LINUS

CONSULTORIA AMBIENTAL LICENÇAS,ELABORAÇÃO EIV, PRAD. Av Radial B, 122 Bairro Mangueiral CEP 42807-380 CAMAÇARI - BAHIA 71 3040 5033 99168 5797 VBRAMBIENTAL@YAHOO.COM.BR

QUAL SEU IDIOMA?

Postagens mais visitadas

Total de visualizações de página

ARQUIVOS DO BLOG

Arquivo do blog