Meio Ambiente & Desenvolvimento Humano

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Estudo da UFSCar transforma resíduo da cana em areia para construção civil

Uso do material aumenta a durabilidade de concretos e argamassas.
ACBC também reduz o impacto da extração da areia natural, diz grupo
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03/02/2017 07h32 - Atualizado em 03/02/2017 07h39
Ana Marin*Do G1 São Carlos e Araraquara


Béquer ACBC (Foto: Fabricio Mazocco/CCS-UFSCar)
Bagaço de cana, ACBC bruta, ACBC peneirada e moída, areia natural (Foto: Fabricio Mazocco/CCS-UFSCar)
Pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) desenvolveram uma forma de transformar o bagaço da cana-de-açúcar em areia para a construção civil. Eles afirmam que o uso do material aumenta a durabilidade de concretos e argamassas, além de beneficiar o meio ambiente.

O artigo em que o resultado da pesquisa foi publicado recebeu no fim do ano passado o prêmio Capes Natura-Campus de Excelência em Pesquisa no tema "Sustentabilidade: novos materiais e tecnologias" e os cientistas agora testam a confiabilidade do material em estruturas de concreto armado.

Almir Salles, orientador do Gesec, na entrega do prêmio Capes Natura (Foto: Natália Morato/CCS-Capes)
Almir Sales (à dir.) na entrega do prêmio Capes
Natura (Foto: Natália Morato/CCS-Capes)
Cinza ou areia?
A areia da cinza do bagaço da cana, ou ACBC, é pesquisada no campus de São Carlos (SP) desde 2008, sob orientação do professor Almir Sales, líder do Grupo de Estudos em Sustentabilidade e Eco-eficiência em Construção Civil e Urbana (Gesec).
De acordo com o professor, foi o próprio grupo de pesquisa que escolheu o termo ACBC para definir o material e desde então a nomenclatura vem sendo adotada por outros pesquisadores e em diferentes publicações.


"O nome geralmente utilizado nas usinas é simplesmente 'cinza do bagaço de cana', todavia, observamos que a maior parte desse resíduo possuía granulometria e grande quantidade sílica, então resolvemos chamar de Areia de Cinza do Bagaço de Cana, ACBC, por ser mais representativo", contou.

A ideia de utilizar o resíduo na construção civil veio da necessidade de dar um destino mais sustentável  e com valor agregado ao material. Segundo o grupo, o uso da ACBC diminui o impacto do setor de construção civil no meio ambiente, já que a extração da areia natural pode levar ao assoreamento e degradação dos cursos d’água e à remoção da vegetação, e evita o depósito das cinzas no solo, prática apontada por estudos anteriores como contaminante em determinados casos.

Método
Sales explicou que a técnica utilizada para chegar à ACBC é simples. "No processamento da cana, as diferentes etapas vão gerando partículas de diversas dimensões, desde a cinza pesada à leve e também a areia que vem em grande quantidade nos colmos da cana, principalmente na colheita mecanizada. O procedimento "pós-cinza" é apenas deixar a granulometria mais próxima da areia natural, para isso é necessário um tratamento de peneiramento e moagem", afirmou.

"Do processo de produção do açúcar e etanol é gerado o bagaço da cana. Esse, por sua vez, é queimado nas caldeiras, de forma controlada, para cogeração de energia elétrica nas usinas. O resíduo gerado a partir dessa queima é chamado de ACBC e geralmente é depositado nas lavouras, mesmo sendo pobre em nutrientes", complementou o doutorando Fernando do Couto Rosa Almeida, integrante do grupo de pesquisa e um dos autores do texto premiado.
 

Como o resíduo é mais fino do que a areia convencional utilizada, ele consegue diminuir a porosidade do concreto, dificultando a degradação" Fernando Almeida, pesquisador


Resistência
Segundo Almeida, os melhores resultados para aplicação do material em concretos e argamassas foram notados, principalmente, quando houve a substituição de 30% da areia natural pela ACBC.
“Além das vantagens ambientais, a substituição da areia natural pela ACBC, em especial até 30%, pode levar à manutenção das propriedades mecânicas, preenchimento dos microporos e aumento da durabilidade de concretos e argamassas", disse o engenheiro civil.

"Traduzindo, é possível conseguir um concreto tão resistente quanto um concreto convencional, porém mais durável. Como o resíduo é mais fino do que a areia convencional utilizada, ele consegue diminuir a porosidade do concreto, dificultando a degradação”.

Pesquisadores ACBC/Gesec UFSCar (Foto: Fabricio Mazocco/CCS-UFSCar)
Fernando Almeida e o professor Almir Sales
(Foto: Fabricio Mazocco/CCS-UFSCar)
Impacto
Questionado se existem outros estudos da mesma temática, Almeida disse que a ACBC já é pesquisada por alguns grupos ao redor do mundo, mas como substituta do cimento, não da areia.
Sobre o custo de produção, ele afirmou que um levantamento da pesquisadora Sofia Bressa mostrou que o concreto com ACBC é comparável a um concreto convencional e consegue ser ligeiramente mais barato quando analisado pelo Índice Custo/Resistência.
O pesquisador também lembrou que, como maior produtor mundial de cana-de-açúcar, o Brasil gera atualmente milhões de toneladas de resíduos e, como a maior parte disso provém do Estado de São Paulo, a inserção da pesquisa em uma universidade paulista pode contribuir para o desenvolvimento da economia regional.

Continuidade
"Atualmente, estamos com uma grande verificação da durabilidade no quesito corrosão, ou seja, se esse novo material poderá ser usado com confiabilidade em estruturas de concreto armado. Finalizando esses estudos, estimo de 1 a 2 anos, teremos praticamente verificado o conhecimento que possa balizar a normalização e uso da ACBC em argamassas e concretos", afirmou Sales.
 
"Acredito que, se alguma empresa do ramo sucroalcooleiro ou do ramo da construção
civil investir nessa tecnologia, provavelmente sairá na frente em termos de lucratividade com respeito
ao meio ambiente" Almir Sales, pesquisador
 
O orientador contou que algumas empresas têm procurado o grupo, mas elas geralmente querem o produto final e a produção do Gesec é laboratorial, não de grande escala.
 "Acredito que, se alguma empresa do ramo sucroalcooleiro ou do ramo da construção civil investir nessa tecnologia, provavelmente sairá na frente em termos de lucratividade com respeito ao meio ambiente", afirmou. As companhias interessadas em desenvolver e aplicar a pesquisa podem entrar em contato pelo telefone (16) 3351-9659 ou pelo e-mail almir@ufscar.br.
*Sob supervisão de Stefhanie Piovezan, do G1 São Carlos e Araraquara

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Prefeitos criam grupo ‘SOS ÁGUA’ e travam luta pelo abastecimento via Rio Paraguaçu

Disponível:   quinta-feira, 02/02/2017, Por Da Redação em Política, Região

Diante da crise hídrica vivida nos municípios em face da escassez de água e, em todos os municípios, o esvaziamento de reservatórios, os prefeitos dos municípios de Planaltino, Maracás, Lajedo do Tabocal, Itiruçu, Jaguaquara, Irajuba e Lafaiete Coutinho, criaram o grupo chamado de G7, o qual denominou grupo ‘SOS ÁGUA’, estiveram reunidos com o Secretário estadual Cássio Peixoto, da Secretaria de Infraestrutura Hídrica e Saneamento-SIHS, e com o Coordenador dos Consórcios de Infraestrutura da Bahia, Zé Cocá, para buscar alternativas imediatas, de médio e a longo prazo que possam solucionar a falta de água nos municípios.


De acordo com o prefeito de Planaltino, Zeca Braga, que fez frente à reunião, além de solicitar junto com os prefeitos, pontuou questões especificas de Planaltino, como os sistemas simplificados de água dos Povoados Barro Vermelho e São Diogo em Planaltino. Zeca garantiu que as causas defendidas pelos gestores terão respostas.  “O secretário Cassio Peixoto abraçou as causas dos municípios para ajudar e se comprometeu em defender. Ficou definido a inclusão na pauta de pleitos no MI – Ministério da Integração-,  do maior sistema de abastecimento do Vale do Jiquiriçá: o Projeto Paraguaçu, que atenderá mais de 150 mil habitantes do Vale. O projeto  trará água do Rio Paraguaçu aliviará o sofrimento da população”, disse Zeca Braga.
Além de Zeca Braga, estiveram na reunião os prefeitos Giuliano Martinelli (PP), de Jaguaquara; Jerinho (PSD), de Irajuba; João Véi (PP), Lafaiete Coutinho; Soya Novaes (PDT), de Maracás; Mariane Fagundes  (PSD), de Lajedo Tabocal; e Lorena Di Gregório de Itiruçu.
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'El País': Pobreza encurta a vida mais que obesidade, álcool e hipertensão

Estudo critica a OMS por não incluir a desigualdade como fator ser combatido

Jornal do Brasil   01/02 às 22h41

Artigo publicado nesta quarta-feira (1) pelo jornal espanhol El País diz que a evidência científica alerta: a pobreza e a desigualdade social prejudicam seriamente a saúde. No entanto, as autoridades de saúde não dão a esses fatores sociais a mesma atenção que dedicam a outros quando tentam melhorar a saúde dos cidadãos.
El País conta que um estudo feito com 1,7 milhão de pessoas, publicado pela revista médica The Lancet, traz de volta esse problema negligenciado: a pobreza encurta a vida quase tanto quanto o sedentarismo e muito mais do que a obesidade, a hipertensão e o consumo excessivo de álcool. O estudo é uma crítica às políticas da Organização Mundial da Saúde (OMS), que não incluiu em sua agenda este fator determinante da saúde — tão importante ou mais do que outros que fazem parte de seus objetivos e recomendações.
> > El País La pobreza acorta la vida más que la obesidad, el alcohol y la hipertensión
“O baixo nível socioeconômico é um dos mais fortes indicadores de morbidade e mortalidade prematura em todo o mundo. No entanto, as estratégias de saúde global não consideram as circunstâncias socioeconômicas pobres como fatores de risco modificáveis”, dizem os autores do estudo publicado pela The Lancet, cerca de trinta especialistas de instituições de prestígio como a Universidade de Columbia, o King’s College de Londres, a Escola de Saúde Pública de Harvard e o Imperial College de Londres.

 

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Dia Mundial das Áreas Úmidas é comemorado nesta quinta

Objetivo é estimular a realização, por governos, organizações da sociedade civil e grupos de cidadãos, de ações que chamem a atenção para a importância desse ecossistema

Publicado: Quinta, 02 de Fevereiro de 2017, 22h26 

umida
Brasília (02/02/2017) – O Dia Mundial das Áreas Úmidas é comemorado hoje (quinta-feira, 2). A data foi instituída pelo Comitê Permanente da Convenção de Ramsar em homenagem ao dia da adoção da Convenção: 2 de fevereiro de 1971, na cidade iraniana de Ramsar. Saiba mais.

A finalidade do Dia Mundial das Áreas Úmidas é estimular a realização, por governos, organizações da sociedade civil e grupos de cidadãos, de ações e atividades que chamem a atenção da sociedade para a importância das áreas úmidas, para a necessidade de sua proteção e para os benefícios que o cumprimento dos objetivos da Convenção pode proporcionar.

A cada ano, o secretariado da Convenção sugere um tema para as ações desenvolvidas pelos países membros da Convenção de Ramsar. Com o aumento da preocupação mundial em relação aos eventos climáticos extremos, a Convenção de Ramsar escolheu como tema de 2017 a discussão sobre a importância das Áreas Úmidas para a Redução de Riscos de Desastres.

Para marcar a data, foi lançado um concurso de fotos para jovens sobre Áreas Úmidas e a Redução de Riscos de Desastres no período de 2 de fevereiro a 2 de março de 2017 e poderão participar jovens de 18 a 25 anos, que deverão enviar suas fotos para o site www.worldwetlandsday.org. O edital esta disponível aqui.
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MinC retomará editais para o audiovisual

 2.2.2017 - 14:08 
 
"Creio que sempre deve haver algum tipo de política pública voltada para a produção de mostras, festivais, curtas, longas e etc. E isso precisa ter certa temporalidade." (Foto: Acácio Pinheiro/Ascom MinC)
Com 13 anos de dedicação à cultura, a carioca Mariana Ribas assumiu, em dezembro de 2016, a Secretaria do Audiovisual (SAv) do Ministério da Cultura (MinC). Profissional graduada em Comunicação Social, com pós-graduação em Jornalismo Cultural, Mariana atuou fortemente na área cultural do Rio de Janeiro, tendo trabalhado por oito anos na Secretaria Municipal de Cultura, além de ter sido presidente da RioFilme. Nesta entrevista ao portal do MinC, a secretária fala de seus planos e perspectivas para a pasta. 
 
Quais são suas prioridades à frente da SAv?
Entre as principais estão as atividades da Cinemateca Brasileira, tendo em vista que a preservação é uma das coisas mais importantes que devemos deixar como legado para a sociedade, e do Centro Técnico Audiovisual (CTAv). Ambos são vinculados à SAv e precisam de uma atenção muito especial. Outra prioridade é a retomada do programa de editais, principalmente no que diz respeito às mostras e aos festivais de audiovisual, pois recebemos muitas demandas e a melhor maneira de fazer uma seleção é por meio de edital. 
 
Há uma previsão para o lançamento desses editais?
Queremos retomar os editais de produção de curtas, mostras e festivais e de filmes de baixo orçamento. Começamos as reuniões com as coordenações, pedimos que eles fizessem um estudo minucioso dos últimos editais da SAv e das demandas atuais em relação às novas mídias. Estamos em fase de levantamento de informações para, ainda no primeiro trimestre, fazer a divulgação das linhas de ação, valores e previsão de cronograma para 2017. 
 
Você teve uma longa carreira na RioFilme, chegando ao cargo de presidente. Há alguma experiência de lá que pretende trazer para o MinC?
A principal experiência que pretendo trazer da RioFilme refere-se ao programa de editais. Creio que sempre deve haver algum tipo de política pública voltada para a produção de mostras, festivais, curtas, longas e etc. E isso precisa ter certa temporalidade. Se há um programa de fomento que é divulgado todo ano, num determinado período, os produtores conseguem se programar. O que falta é continuidade das políticas públicas. Eu implantei o atual programa de editais da Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro, em 2013. É fato que, desde a implantação, o programa sofreu algumas alterações, ajustes de linha de ações e de valores, mas acontece todos os anos. 
 
Quais são os projetos levados pela SAv nos anos anteriores que terão continuidade durante sua gestão?
A Revista Filme Cultura está com um processo aberto de seleção de artigos, com prazo até 16 de fevereiro. A Programadora Brasil, que é um projeto tocado inicialmente pela Cinemateca Brasileira, está em fase de conclusão. É provável que, em maio, já tenhamos a plataforma pronta, com conteúdos nacionais. 
 
Quais são os principais desafios da pasta?
Um dos principais desafios à frente de um cargo no poder público é conseguir, em termos de Brasil, ter braços para entender as particularidades de cada região. Estar presente no Brasil inteiro é muito difícil, então, o diálogo entre poder público e sociedade civil é um grande desafio. Além disso, outra questão é a desburocratização. A cultura tem muitas particularidades. Quem trabalha com cultura sabe que não é fácil, os desafios são muitos, mas é uma área que traz grande retorno, tanto profissional quanto pessoal, porque conseguimos materializar o trabalho feito aqui dentro. Nós vemos os resultados nos filmes, numa mostra, num festival do qual participemos e na própria formação dos profissionais, na qual também investimos. 
 
Quais os planos específicos para a Cinemateca Brasileira?
No ano passado, foi feita uma licitação para gestão da Cinemateca por meio de um OS (Organização Social). Neste momento, estamos na fase de elaboração da minuta do contrato, ou seja, pela primeira vez, o ministério vai trabalhar com uma gestão por meio de uma OS.  A previsão é que eles assumam a Cinemateca em abril deste ano. A Cinemateca não tem personalidade jurídica e a ida de uma OS dá um pouco mais de liberdade para o espaço. Uma OS, por exemplo, pode captar recursos por meio da Lei Rouanet. 
 
E o CTAv?
Nossa ideia, tanto para a Cinemateca quanto para o CTAv, é potencializar os dois espaços, melhorar as políticas públicas que temos, tanto de preservação, para a Cinemateca, quanto de capacitação, para o CTAv. Temos que trazer mais projetos, pensar além do atendimento que nós já fazemos nesses dois espaços para aumentar a formação e o suporte aos produtores. 
 
Como a SAv pretende abordar a questão da acessibilidade, no que diz respeito às políticas do Audiovisual?
Todos os editais da SAv já vêm com uma cláusula que exige que o material produzido seja acessível e fazemos essa verificação aqui, na entrega do produto final. Mas os desafios vão além disso. Para a exibição de um conteúdo audiovisual, é preciso que o espaço também seja acessível. Como o portador de necessidade especial chega ao local ou fica sabendo que pode se valer desses produtos? A meta é que todo o material distribuído e produzido com o apoio do MinC encontre um ponto de convergência, para que potencializemos a divulgação e a difusão de tudo que estamos fazendo em relação à acessibilidade. 
 
A cultura é considerada por muitos como um eixo estratégico para o desenvolvimento econômico e social do país. Como o audiovisual e a SAv podem contribuir nesse aspecto?
Quando se fala de audiovisual, pensamos inicialmente em indústria, em cinema, séries de televisão... Mas uma coisa que temos que pensar é na juventude, encontrar os futuros profissionais, fomentar e fortalecer novos produtores, distribuidores... E aí pensar na atividade como indústria e como desenvolvimento. Além disso, temos que pensar e garantir o acesso ao conteúdo audiovisual para quem está no interior e de repente não tem acesso à internet, não tem sala de cinema na cidade ou não tem curso de capacitação profissional, mas, se tivesse o primeiro contato com o audiovisual, poderia transformar essa experiência em uma atividade profissional.
 
Como fomentar ainda mais a produção audiovisual brasileira?
Já temos algumas medidas formuladas especialmente para isso, como a cota de tela. Temos também a Lei da TV paga, que prevê um mínimo de produção nacional nos canais por assinatura. Além disso, com os editais e as políticas públicas que formulamos, conseguimos contribuir para ampliar a produção. Temos políticas públicas tanto para produzir quanto para veicular conteúdo, que é o que acho mais importante, onde será exibido, por onde ele vai circular, a quem damos acesso... Isso é uma das coisas mais importantes para se pensar. 
 
Alessandra de Paula
Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura
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Estão abertas as inscrições para a medalha Paulo Freire - Edição 2017

Fonte: Undime

 

02/02/2017

Em 2017, a Medalha Paulo Freire será concedida a instituições e personalidades que se destacaram nos esforços de redução do analfabetismo no país e na melhoria da educação de jovens e adultos. O eixo norteador dessa edição será: “Educação: Direitos Humanos, Diversidade, Inclusão e Cidadania”.
O Edital com as informações completas sobre o prêmio foi publicado no Diário Oficial da União. As inscrições já estão abertas e podem ser realizadas até o dia 15 de março.
Os projetos inscritos devem contemplar pelo menos uma das temáticas sugeridas no eixo norteador. Podem concorrer gratuitamente projetos de todo o Brasil nas seguintes categorias:
Pessoas Jurídicas: projetos vinculados a instituições como secretaria de educação, universidades, movimentos sociais, Sistema "S" e outras organizações não-governamentais.
Pessoas Físicas: projetos desenvolvidos por personalidades que contribuam com ações para a redução do analfabetismo e para a melhoria da Educação de Jovens e Adultos.
Vale lembrar que, segundo o Edital, as inscrições estarão abertas apenas para projetos em execução no ano de 2017, devido à necessidade de visitas in loco.
Os interessados em se inscrever devem acessar o portal http://medalhapaulofreire.mec.gov.br/usuario/acesso. As inscrições são gratuitas!
A solenidade de entrega da Medalha Paulo Freire está prevista para o segundo semestre de 2017, em local ainda a ser definido.
Medalha Paulo Freire – Edição 2017
Inscrições: 1º de fevereiro e vão até 15 de março
Edital: https://goo.gl/5kcWeV
Informações: (61) 2022-9165

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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Milhares de crianças morreram na Índia após comer lichia

Estudo explica que a misteriosa doença, que matou crianças ao longo de duas décadas, é causada pela ingestão de lichia de estômago vazio

 Da redação     access_time 2 fev 2017, 21h20 

Disponível: 

An Indian fruit seller pours water over lychees at a roadside cart in Allahabad on May 29, 2010. The heat wave continued across the northern belt as three persons perished due to sunstroke in Rajasthan while the city of Hissar recorded its hottest day in over a decade at 48.1 degrees Celsius. AFP PHOTO/Diptendu DUTTA / AFP PHOTO / DIPTENDU DUTTA
Vendedor de lichia joga água sobre as frutas, na Índia (Diptendu Dutta/AFP)

Uma doença que provocou a morte de mais de 100 crianças por ano intrigou os médicos em uma região da Índia por cerca de duas décadas. Um estudo publicado na revista científica The Lancet nesta semana explica que a doença é causada pela ingestão de lichia quando a criança está de estômago vazio.
O mal afeta crianças aparentemente sadias na região de Bihar, no nordeste da Índia, e provoca convulsão e perda de consciência. Quase metade das vítimas morre, reportou a rede britânica BBC.

Segundo o estudo, a maioria das vítimas intoxicadas vivia em uma área pobre na região que é a maior produtora de lichia do país. Elas comeram as frutas que caíram dos pés nas plantações.
A lichia contém uma toxina que iniba a capacidade do corpo de produzir glicose. O problema afeta as crianças com baixos níveis de açúcar no sangue por não terem se alimentado nas últimas horas – daí o estômago vazio.
De acordo com os relatos dos familiares, as crianças acordavam no meio da madrugada gritando, antes de sofrer convulsões e perder a consciência em função de inchaço no cérebro.
Os pesquisadores que investigaram o caso descobriram uma associação entre os pacientes indianos internados entre maio e julho de 2014 e um surto de uma doença que também provocava convulsão e inchaço do cérebro em crianças no Caribe. O surto caribenho foi provocado pela ackee, fruta parente do guaraná que contêm hipoglicina, substância que impede a produção de glicose – e também é encontrada na lichia.
Desde que os médicos passaram a recomendar que os moradores não deixem as crianças ficarem muitas horas sem se alimentar e restrinjam a quantidade de lichias consumidas por dia, o número de mortes começou a cair.
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VIDHA LINUS

CONSULTORIA AMBIENTAL LICENÇAS,ELABORAÇÃO EIV, PRAD. Av Radial B, 122 Bairro Mangueiral CEP 42807-380 CAMAÇARI - BAHIA 71 3040 5033 99168 5797 VBRAMBIENTAL@YAHOO.COM.BR

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