Meio Ambiente & Desenvolvimento Humano

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Os fora da escola: desfazendo mitos

Dos 38 milhões de crianças e jovens entre 4 e 17 anos no Brasil, 2,5 milhões estão fora da escola. Isso corresponde a quase o total de pessoas nascidas no país por ano.
Mas quem são esses jovens que estão fora da escola? Com base em números sobre evasão escolar divulgados pelo INEP e em uma análise elaborada pela economista Mariana Leite, do IDados, vemos que há três grupos que merecem atenção especial.
O primeiro grupo é formado por 800.000 crianças de 4 a 6 anos que nunca foram à escola. Trata-se sobretudo de crianças que vivem na zona rural ou em municípios que ainda não universalizaram o atendimento à pré-escola. Os problemas são menos de falta de vagas e mais de dificuldade de acesso. Como sobram vagas nas séries iniciais, o problema é de fácil solução.
O segundo grupo é formado por 1,2 milhões de jovens de 15 a 17 anos. Eles deixaram a escola quando estavam no ensino fundamental – a maioria foi reprovada várias vezes. Apenas um terço desse grupo trabalha. Portanto, não foi o trabalho que os tirou da escola, e sim a escola que os deixou.
O terceiro grupo é o mais preocupante: 65% das meninas de 10 a 17 anos com filhos não frequentam a escola. O número delas pode chegar a 200 mil. Não é apenas o futuro delas que está comprometido – seus filhos terão mães com escolaridade mais baixa, começando a vida em maior desvantagem.
Todos merecem atenção da sociedade, mas o terceiro grupo é o que precisa de um atendimento mais imediato e vigoroso.
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Unidades Básicas de Saúde serão informatizadas

O Ministério da Saúde pretende informatizar os serviços nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). Por isso, a pasta lançou uma consulta pública para reunir propostas de empresas interessadas em promover a digitalização.

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A ideia é apoiar estados e municípios na informatização. Atualmente, apenas 35,7% das UBS usam o prontuário eletrônico, o equivalente a 15.158 unidades. O objetivo da pasta é que todas as UBS usem o programa até o fim do ano que vem.

“A medida é fundamental para que o gestor público possa ter acesso a informações precisas sobre o atendimento e os principais problemas de saúde do cidadão, além do maior controle do gasto público. Para a população, permite o acesso a serviços de mais qualidade. Seus dados clínicos estarão disponíveis em qualquer unidade de saúde do País”, destacou o ministro da Saúde, Ricardo Barros.

O projeto básico está disponível para receber as contribuições até 21 de julho. Com a digitalização dos dados dos pacientes, o acesso aos prontuários pode ser feito em todas as unidades do País por meio de biometria.

Com a plataforma digital, todos os serviços de saúde da cidade poderão acompanhar o histórico, os dados e resultado de exames dos pacientes, verificar em tempo real a disponibilidade de medicamentos ou mesmo registrar as visitas de agentes de saúde, melhorando o atendimento ao cidadão.

Contrato

As empresas selecionadas manterão um contrato de cinco anos com o Ministério da Saúde para oferecer o serviço. Os gestores terão que alimentar o sistema com os dados dos usuários, como identificação do paciente, medicamentos, exames, prescrições, vacinas, toda a evolução clínica do cidadão.

Por:Portal Brasil
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Ministério abre cursos na área ambiental

Inscrições gratuitas deverão ser feitas até 28 de julho. Formações serão a distância em temas como água, agricultura familiar e clima. 
Segunda, 17 Julho 2017 17:30

WALESKA BARBOSA
O Ministério do Meio Ambiente (MMA) abrirá, a partir desta segunda-feira (17/07), as inscrições para cursos a distância nas áreas de recursos hídricos, agricultura familiar, mudança do clima, produção e consumo sustentáveis, unidades de conservação, igualdade de gênero e outros temas.  
Os interessados devem se cadastrar no ambiente virtual do MMA  até o dia 28 de julho e escolher um ou mais cursos, que serão realizados sem tutoria. A efetivação da inscrição está condicionada à oferta de vagas. Até o fim do ano, serão abertas 40 mil vagas, incluindo turmas fechadas, realizadas por instituições parceiras.
Segundo a diretora de Educação Ambiental do MMA, Renata Maranhão, os cursos abordam aspectos essenciais das principais políticas públicas do MMA. “A ideia é que sejam desencadeados processos formativos continuados em todo o território nacional, voltados ao fortalecimento da gestão ambiental e ao enfrentamento das problemáticas socioambientais”, afirma.
O conteúdo produzido é livre, para uso público e pode ser disponibilizado para que instituições parceiras os ofertem em suas próprias plataformas Moodle.
HISTÓRICO
O MMA investe na customização de um ambiente virtual de aprendizagem e na elaboração de cursos de educação a distância. O objetivo é permitir o acesso a conteúdos socioambientais e materiais pedagógicos para utilização online e off-line. Já passaram pela plataforma cerca de 70 mil usuários.
Alguns cursos foram pensados e disponibilizados para recortes específicos de público e outros para ser ofertados de maneira livre, de maneira semipresencial, com apoio de instituições parceiras, a distância, com tutoria contratada ou voluntária e autoexplicativas (sem tutoria).
Os conteúdos disponibilizados se tornam subsídios e aportam ferramentas para o planejamento e a gestão de programas regionais e locais de Educação Ambiental.
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Cinco receitas para a saúde global

Ideias da sociedade civil para conseguir “garantir uma vida saudável e promover o bem-estar para todos”

Campanha de vacinação contra o cólera entre a população deslocada no Sudão do Sul.

Alejandra Agudo


A saúde mundial passou por uma revisão nas Nações Unidas. Diagnóstico? Ainda apresenta sintomas negativos, mas está melhorando. “Apesar dos avanços, não devemos esquecer que 400 milhões de pessoas ainda carecem de acesso a serviços básicos de saúde. Muitas caem em situação de pobreza porque têm que pagar de seu próprio bolso pelo atendimento médico. Ainda há muito o que fazer”, resumiu Nata Menabde, diretora da agência da Organização Mundial da Saúde nos Estados Unidos, durante o exame do número três dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) na sede da ONU, em Nova York.Os detalhes dos dados recolhidos no último relatório de acompanhamento da chamada Agenda 2030, por ser essa a data para se alcançar as metas que nela estão inseridas, foram expostos por Francesca Perucci, da divisão de estatística da ONU. A mortalidade materna caiu 37% entre 2000 e 2015. “No entanto, 303.000 mulheres ainda morrem durante a gravidez ou o parto a cada ano”, afirmou Perucci. Um avanço similar ocorreu com a morte de crianças menores de cinco anos, que declinou 40% no mesmo período. “Mas entre cinco e nove faleceram em 2015”, ressalvou a estatística. Mas, em meio às congratulações, há um pouco mais a dizer: “Para conseguir o Objetivo marcado nesses quesitos, o ritmo de melhora tem que ser mais do dobro”.

Quanto às doenças transmissíveis, também há boas e más notícias. Por um lado, a incidência do HIV declinou 46%. “Mesmo na África subsaariana, embora sua prevalência continue sendo a mais alta do mundo”, observou a estatística. “A nota negativa é que a taxa aumenta na América do Norte e Europa”, acrescentou. Também caiu o restante de doenças infecciosas, segundo dados do estudo. “Vemos isso na redução de 41% na incidência da malária”, especificou. E de tuberculose, de 17% até 2015. Nesse ano, 1,6 bilhão de pessoas requereu tratamento para alguma das 18 doenças esquecidas, 21% menos que em 2010.
Igualdade
Esta é a radiografia que deixaram os 15 anos de esforços conjuntos para melhorar a saúde global no âmbito dos
 Objetivos do Milênio. Agora cabe redobrar esforços. Literalmente, porque o ritmo das melhorias não serve para curar o paciente por completo. O que se pode fazer então? O que os especialistas prescrevem? Estas são as receitas de representantes da sociedade civil citados no Painel Político de Alto Nível, realizado na semana passada para examinar uma seleção de objetivos. É a vez da saúde.Morrer de modo prematuro de doenças não transmissíveis – cardiovasculares, respiratórias, diabetes ou câncer – é hoje mais improvável que no início do século. Concretamente, “o risco de falecer entre os 30 e os 70 por esses males baixou de 23% para 19% entre 2000 e 2015”, afirmou Perucci.
“A cobertura de saúde universal é necessária por uma questão de igualdade”, disse Michael Myers, diretor geral da Fundação Rockefeller. “E a igualdade não ocorre por si só, tem que haver a intenção de alcançá-la para chegar aos mais desfavorecidos da sociedade, aos abandonados, incluindo as mulheres e as meninas. Isto não ocorre automaticamente por termos um belo programa. Temos que buscar isso projetando programas, executando políticas para chegar a essas populações, do contrário, continuarão abandonadas”, ressaltou.
A Igualdade não ocorre por si só, tem que haver a intenção de alcançá-la
MICHAEL MYERS, DIRETOR GERAL DA FUNDAÇÃO ROCKEFELLER

Olhar para o futuro

“Devemos olhar para o futuro, não só abordar o presente”, sentenciou Myers. “É claro que há muitas questões urgentes das quais não devemos nos esquecer; mas... citando os amigos canadenses: ‘Devemos patinar para onde vai o disco, não de onde vem’.”. Com essas palavras o filantropo se referia à necessidade de combater problemas como as mudanças climáticas e a contaminação ambiental. “Eles afetam a saúde das pessoas”. E o farão ainda mais, disse ele, se não os solucionarmos já. Nessa luta contra o aquecimento global, Marie Hauerslev, vice-presidente para assuntos exteriores da Federação de Associaçnoes de Estudantes de Medicina, vê uma “oportunidade” para melhorar o bem-estar geral: “Por exemplo, quando se promove o transporte público para reduzir as emissões e, com isso, a contaminação ambiental”.
Outra prova da necessidade de olhar a longo prazo, segundo Myers, é que “as doenças não transmissíveis diminuíram, mas as projeções destacam que podem subir conforme os países melhoram seu nível de vida. Por isso deveríamos abordar esta questão agora, antes que os números comecem a subir”.
Necessitamos de serviços de planejamento familiar, o que inclui o acesso a contraceptivos e aborto seguro
MARIE HAUERSLEV, FEDERAÇÃO DE ASSOCIAÇÕES DE ESTUDANTES DE MEDICINA
Hauerslev se referiu também à importância da promoção da saúde sexual e reprodutiva. “É preciso equipar os jovens com o conhecimento, habilidades, atitudes e valores de que necessitam para desfrutar de sua sexualidade e prevenir as doenças sexualmente transmissíveis. Em última análise, que possam tomar decisões informadas sobre sua sexualidade. Para conseguir os ODS, precisamos de serviços de planejamento familiar, o que inclui o acesso a contraceptivos e ao aborto seguro”, afirmou. A jovem foi muito concreta em suas propostas. Mais uma: que cada vez que uma política seja submetida a aprovação, os legisladores levem em conta quais as implicações da decisão sobre a saúde da população.

Trabalho em equipe

“Temos que trabalhar de maneira multi-setorial. Sabemos que os ODS são uma oportunidade para fazer isso porque é impossível obtê-los isoladamente, sem envolver os demais setores”, sintetizou Myers uma ideia que foi repetida sessão após sessão. “Vemos isso na educação. Um dos investimentos mais importantes em saúde é a educação das meninas, não especificamente na área de saúde mas em formação geral”, afirmou. Trata-se de um assunto que ele conhece bem, porque a Fundação Rockefeller trabalhou estreitamente com economistas para avaliar os benefícios de investir na saúde: “Sabemos que ter acesso a água limpa e saneamento é importante. Este é o número 6. Também importante a energia limpa, especialmente para prevenir doenças respiratórias e cardiovasculares, assim como vários tipos de câncer. Este é o número 7. Como dissemos, o meio ambiente tem muito a ver com o bem-estar, e tem a ver com os Objetivos 13, 24 e 15”.
Sem o apoio da sociedade civil não teríamos conseguido avanços, por exemplo, na cobertura de saúde universal, apesar de todas as nossas resoluções
NATA MENABDE, OMS
“Sem o apoio da sociedade civil não teríamos obtido avanços, por exemplo, na cobertura de saúde universal, apesar de todas as nossas resoluções”, acrescentou Nata Menabde, da OMS, à exposição de Myers.

Reconhecer que se trata de política

Vontade e coerência política. Essas são as demandas da jovem representante dos estudantes de medicina. Por exemplo, disse ela, para “aumentar os impostos sobre o cigarro e outros produtos nocivos” e investir o que for arrecadado em saúde. Ou, ao contrário, baixar os preços de alimentos saudáveis, como frutas e verduras, mediantes subsídios, continuou. “Temos que reconhecer que estas são questões políticas. Está relacionado com a maneira como se organizam os recursos econômicos nacionais e internacionais”, destacou Myers. Mas não basta dizer que a saúde é o que importa. “No setor, sabemos que temos que ser mais sofisticados na defesa da saúde. Por isso trabalhamos com economistas, para evidenciar que pelo menos 24% do crescimento dos países de renda baixa e média se deva aos investimentos realizados em saúde”, acrescentou.

Pesquisar

Foi Rachel Cohen, diretora executiva regional da Iniciativa Medicamentos para Doenças Negligenciadas, quem dedicou seus cinco minutos de intervenção a este assunto. “Nos últimos anos há um consenso entre os tomadores de decisão políticos de que o sistema de incentivos para a pesquisa biomédica não funciona”, disse. A especialista criticou o fato de milhões de pessoas não poderem adquirir os medicamentos de que precisam por causa de “seus preços impossíveis”.
“Sem abordar este assunto não será possível reduzir a mortalidade materna e infantil, ou diminuir a incidência de doenças contagiosas e não contagiosas, assim como outros ODS”, alertou. “Precisamos que o processo de pesquisa coloque as pessoas no centro e não só o retorno econômico. Precisamos que exista uma colaboração científica, não uma competição. Precisamos que utilizem todas as forças e capacidades de investigação em todo o mundo e não só em um punhado de países”, enumerou. E além disso, que esse processo seja liderado por instituições públicas que garantam que o retorno é para a população.
Cohen não deu trégua à indústria farmacêutica em seu discurso: “Os países têm que apoiar políticas coerentes que desvinculem os custos de pesquisa dos preços dos medicamentos. Disseram-nos que a única maneira de incentivar o investimento em pesquisa é aumentar os preços dos remédios. Não aceitemos isso”.
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O mapa dos países mais sedentários do mundo: o Brasil está entre eles

Estudo analisa atividade física de 111 países graças aos passos contados por celulares


Ucranianos ficaram em segundo lugar entre os que mais caminham

Estados Unidos, México e Brasil são as nações ocidentais mais ociosas. Ao menos é o que diz um estudo da Universidade Stanford (EUA). Os espanhóis, por exemplo, estão bem melhor colocados. Enquanto eles aparecem em quinto lugar em um mapa mundial de atividade física com uma média de 5.936 passos ao dia, os brasileiros tem uma "pontuação" de 4.289. A Espanha, aliás, fica atrás apenas dos chineses, japoneses, russos e ucranianos. O mapa, obtido graças a um aplicativo que conta os passos instalados no celular, permitiu que os autores descobrissem que nos países onde há mais variação entre os habitantes (desigualdade de atividade) há também mais obesidade.
Os pesquisadores aproveitaram o fato de que a maior parte da população adulta dos países mais desenvolvidos (e cerca de 50% dos menos) tem um smartphone para criar um inovador mapa mundial da atividade física. O aplicativo que faz esse trabalho conta os passos (pedômetro) medindo a distância percorrida ao usar sensores de movimento. Se o usuário insere detalhes como idade, sexo, peso, altura e dados sobre a dieta, o programa determina o índice de massa corporal (IMC) e estima as calorias queimadas a cada passo.
Para formular o mapa, os cientistas de Stanford contaram com todas essas informações de mais de 717.000 pessoas de 111 países, reunidas durante 95 dias, num total de 68 milhões de dias de atividade física. A primeira variável que utilizaram foi a média aritmética dos passos percorridos por dia em cada país. A classificação dos mais ativos é liderada pelos chineses e, dentro da China, os habitantes de Hong Kong são os humanos (com celular) que mais caminham do planeta, com 6.880 passos. Atrás deles vêm os ucranianos, japoneses e russos, com os espanhóis na quinta posição.

No extremo mais ocioso do mapa aparecem os países do Golfo Pérsico, como Arábia Saudita e Catar, e do Sudeste Asiático, como Filipinas e Malásia. Os menos ativos são os habitantes da Indonésia, com quase a metade dos passos dados pelos chineses: 3.513. Para encontrar um país da América Latina, é preciso ir ao posto 34, onde estão os mexicanos (4.692 passos) e ao 40, onde aparece o Brasil (4.289). Venezuelanos, argentinos e colombianos tampouco se mexem muito.
O mapa pode ser reorganizado segundo vários critérios, como a atividade física por gênero, por idade ou em função do IMC declarado. Como nem todos caminham na mesma quantidade, contudo, também é possível organizar o mapa com outra variável que os autores chamam de “desigualdade na atividade física”. Ou seja, a variação de atividade dentro de cada país. A ideia é a mesma que a de outras desigualdades, como a da distribuição de renda: trata-se de um bom indicador da maior ou menor desigualdade existente em certo país. Neste caso, da maior ou menor prevalência de obesidade.
Quanto mais azul, mais passos dados em um dia. Quanto mais vermelho, menor atividade registrada pelo smartphone
Quanto mais azul, mais passos dados em um dia. Quanto mais vermelho, menor atividade registrada pelo smartphone TIM ALTHOFF
“Se vemos como algumas pessoas de um determinado país são ricas em atividade e outras pobres em atividade, a distância entre elas é um forte indicador dos níveis de obesidade nessa sociedade”, diz em nota o professor de Stanford Scott Delp, coautor do estudo. Ao redesenhar o mapa com esse índice de desigualdade de atividade, os chineses são os mais igualitários, ou seja, menos obesos. Os japoneses resistem na sexta posição, mas os russos e ucranianos são deslocados pelos suecos e sul-coreanos. Os espanhóis caem para o décimo lugar. Talvez mais interessante é o que acontece no final da lista. Os países árabes ocupam os últimos postos, mas acompanhados de vários grandes países de ascendência britânica. Canadá, Austrália, Nova Zelândia e EUA estão entre os 10 menos ativos e mais obesos.
O índice de desigualdade de atividade revela outro dado: o peso do gênero no mapa. “Quando a desigualdade de atividade é maior, a atividade das mulheres cai muito mais que a dos homens, o que significa que a conexão com a obesidade pode afetar as mulheres em maior grau”, explica o pesquisador Jurij Leskovec, também coautor do estudo. De fato, ao pintar o mapa combinando gênero e desigualdade de atividade, entre os mais igualitários aparecem os países nórdicos e, entre os menos, os árabes e os EUA.

LIMITAÇÕES DO ESTUDO

Embora os dados sobre obesidade revelados pelos celulares em geral coincidam com os da Organização Mundial da Saúde (OMS), os cientistas reconhecem que pode haver vieses no trabalho afetando os resultados.
Em primeiro lugar, apesar de terem contado com informações de cidadãos de 111 países, eles reduziram a lista para os 46 dos quais tinham dados sobre ao menos 1.000 pessoas. Outra limitação é inerente ao estudo: o aplicativo usado para a contagem dos passos (Argus, de Azumio) não é um item de série dos celulares. Precisa ser instalado. E é provável que os interessados num app como esse estejam predispostos a realizar mais atividade física. Além disso, a conexão entre a obesidade e a atividade física vai além das caminhadas. As pessoas que nadam ou andam de bicicleta, por exemplo, ficaram de fora.
Mas talvez o maior problema é que, embora o aplicativo fosse disponível para celulares Android, os pesquisadores restringiram o estudo aos aparelhos iPhone – o que poderia comprometer a validade estatística da amostra.
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Gelo à vista

Um gigantesco iceberg se solta de uma espécie de prolongamento flutuante das geleiras da Antártica e reacende alerta sobre as ameaças que rondam o planeta 






 FERIDA ABERTA - Detalhe da fenda que formou o superbloco de gelo: 200 quilômetros de extensão (John Sonntag/Nasa)
Depois de duas décadas de observações, os cientistas do Projeto Midas, que monitora a Antártica, anunciaram na quarta-feira 12 que um gigante de gelo de 5 800 quilômetros quadrados, 190 metros de espessura e 1 trilhão de toneladas de peso se desprendeu da Plataforma Larsen C, na região oeste do continente. Trata-se de um dos maiores icebergs de que se tem notícia: sua área é equivalente à do Distrito Federal e quatro vezes a do município de São Paulo. Posto à deriva, muito provavelmente por motivos “naturais”, e não em consequência do aquecimento global resultante de ações do homem, o formidável bloco gelado tem agora um destino intrigante. A Antártica é hoje um território internacional, Patrimônio da Humanidade — e esse não é apenas um título honorífico. Qualquer coisa que a afete afetará o planeta.
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Estética: procura por procedimentos não cirúrgicos aumenta 390%

Nos últimos anos, o aumento da procura por procedimentos não cirúrgicos e reparadores superou o das operações estéticas, segundo novo levantamento

 

Botox
Nos últimos dois anos, a procura por procedimentos estéticos não cirúrgicosaumentou 390%. Entre os cirúrgicos, as operações com fins reconstrutoressubiram 23%, enquanto as cirurgias com fins estéticos, apenas 8%. Os dados são do Censo 2016 da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), que entrevistou 1.218 associados, de todas as regiões do país.
Para Luciano Chaves, presidente da SBCP, o aumento pela procura de procedimentos não cirúrgicos – em 2014, representavam apenas 17,4% da fatia de procedimentos estéticos realizados pelos cirurgiões plásticos e em 2016 passou a ocupar 47,5% da agenda de especialistas – pode ser associada aos seguintes fatores: pessoas mais jovens, que não procuravam cirurgias, estão procurando procedimentos menos invasivos e preventivos; redução dos custos desses procedimentos e maior qualificação e disponibilidade de especialistas que os realizam
Entre os tratamentos mais procurados estão preenchimento (1º), toxina botulínica (2º), peeling (3º), laser (4º) e suspensão com fios (5º). “O tipo de procedimento indicado [cirúrgico ou não cirúrgico] irá depender de cada fase e da necessidade de cada paciente. Por exemplo, maiores graus de envelhecimento, demandam cirurgia. Por outro lado, casos mais leves, sem um grau de envelhecimento estabelecido, podem ser resolvidos com procedimentos mais simples”, disse Chaves.

Cirurgias reparadoras

O aumento da procura por cirurgias reparadoras comprova o destaque que esses procedimentos ganharam nos últimos anos. Em 2009 elas representavam apenas 27% dos procedimentos realizados por cirurgiões plásticos, em 2014 passaram para 40% e, em 2016, 43%. Entre os tratamentos mais procurados, a cirurgia após câncer de pele foi a mais realizada, seguida pela pós-bariátrica e reconstrução mamária.
O presidente da SBCP atribui esse crescimento à maior qualificação dos cirurgiões plástico brasileiros na resolução de situações complexas de cirurgia reconstrutora. “Fatores como o aumento da violência urbana e de acidentes domésticos, como queimaduras em crianças, a precocidade do diagnóstico de câncer de pele e o aumento da procura por reconstruções após mastectomias por câncer de mama também contribuíram para o aumento da necessidade dessas cirurgias”.

Pagamento

A tendência também refletiu em mudanças nos pagadores das cirurgias. Embora a principal origem dos pagamentos ainda seja a particular, responsável pelo custeio de 59,3% dos procedimentos, neste censo, já aparecem outros pagadores, como o Sistema Único de Saúde (SUS) responsável pelo custeio de 16,3% das cirurgias realizadas e organizações filantrópicas, com 1,8%. Os convênios foram responsáveis por 19,8% das operações.

Cirurgias estéticas

Já as cirurgias plásticas estéticas, embora não tenham apresentado aumento significativo, continuam os maiores números absolutos, com 839.288 operações realizadas em 2016 (57% de todas as cirurgias realizadas).  O aumento de mamas ainda é o procedimento mais realizado no país, seguido por lipoaspiração, dermolipectomia abdominal (plástica da flacidez), mastopexia (elevação das mamas) e redução de mamas. Uma novidade do Censo 2016 é a inclusão dos dados de bichectomia, que não constavam nos censos anteriores, e correspondeu a 0,5% dos procedimentos realizados e a polêmica plástica vaginal, responsável por 1,7% das cirurgias estéticas.

É essencial procurar um especialista

Chaves ressalta a importância de procurar um especialista cadastrado antes de realizar qualquer procedimento. “Existe hoje em torno de 12.000 não especialistas que realizam cirurgias plásticas e colocam a vida da população em risco: deformidades, erros irreversíveis e óbitos. A população precisa estar atenta: cirurgia plástica é com cirurgião plástico”. Para saber se seu médico é realmente especialista, basta consultar seu nome no site da sociedade.
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VIDHA LINUS

CONSULTORIA AMBIENTAL LICENÇAS,ELABORAÇÃO EIV, PRAD. Av Radial B, 122 Bairro Mangueiral CEP 42807-380 CAMAÇARI - BAHIA 71 3040 5033 99168 5797 VBRAMBIENTAL@YAHOO.COM.BR

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