Meio Ambiente & Desenvolvimento Humano

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Observatório produz dados estratégicos sobre clima na Floresta Amazônica

Equipe de pesquisadores coletou medidas sobre o funcionamento do ecossistema e encontrou resultados inéditos

por Portal Brasil
Publicado:24/05/2017 16h11
Última modificação: 24/05/2017 16h11
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Uma equipe de pesquisadores vai realizar medições da atmosfera e do clima do Observatório da Torre Alta da Amazônia, uma estrutura de 325 metros de altura erguida no meio da floresta. O grupo, nos últimos três anos, fez descobertas inéditas sobre o funcionamento do ecossistema amazônico, como episódios de transporte de poeira do Saara para a floresta.
"Também foram realizadas medidas de compostos orgânicos voláteis, caracterizando emissões da copa das árvores. Além disso, estão sendo feitos estudos para calcular o quanto a taxa de absorção de carbono pela floresta depende da deposição de ozônio e de aerossóis na atmosfera", explicou o pesquisador Paulo Artaxo, presidente do Comitê Científico do Programa de Grande Escala Biosfera-Atmosfera na Amazônia (LBA).
As descobertas dos pesquisadores vão desde as medidas de metano, dióxido de carbono, ozônio e outros gases de efeito estufa aos efeitos dos aerossóis no balanço radiativo.
Na nova etapa, os pesquisadores poderão verificar as variações encontradas na floresta de acordo com a altitude. De acordo com o pesquisador, no entanto, somente a partir de outubro, os estudos da interação biosfera e atmosfera serão iniciados utilizando a totalidade dos instrumentos do observatório.
Observatório da Amazônia
Dotada de instrumentos para fazer medições e coleta de dados, a Torre Atto (sigla em inglês) é um projeto do Brasil em parceria com a Alemanha, implementado pelo Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (Inpa), unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), o Instituto Max Planck de Química e de Biogeoquímica e a Universidade do Estado do Amazonas (UEA). O investimento foi na ordem de R$26 milhões, divididos em 50% para cada governo.
Para o cientista líder da equipe Niro Higuchi, equipamentos como a Torre Atto podem contribuir para implementação de políticas e ações de controle nacionais com ressonância em todo o mundo em prol do meio ambiente e da biodiversidade.
"O Laboratório Atto está produzindo dados estratégicos para que o Brasil possa implementar políticas sólidas baseadas em ciência na preservação da Amazônia. Com esses resultados, o Brasil poderá se apoiar cientificamente na atualização, a cada cinco anos, da Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC, sigla em inglês), que integra o Acordo de Paris”, disse.
Na avaliação dos pesquisadores, a ciclagem de carbono associada aos fluxos de água e energia são, certamente, os temas principais que a Torre Atto auxiliará a entender melhor.
Fonte: Portal Brasil, com informações do MCTIC
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