Este final de semana não vai ser nada agradável
para aqueles que costumam fazer caminhadas às margens das lagoas de Hermes/Nasa
e Lagoa de Dobrão. A rotina de quem aproveita o domingão para fazer uma trilha
e tirar fotos nestes locais não vai ser muito receptiva, já que um grande
despejo de esgoto está sendo lançada nestes corpos hídricos, afetando mais uma
vez o meio ambiente e o paisagismo, além de trazer risco à saúde da população.
Nesta quinta e sexta-feira (13 e 14), populares
denunciaram nas redes sociaisatravés de vídeos, um grande despejo
de efluente sanitário nas principais lagoas existente na sede do município, sendo
elas a lagoa de Nasa ou Hermes como é conhecida, como também a Lagoa de Dobrão.
O problema é proveniente do sistema de
esgotamento sanitário de Várzea da Roça que sem a execução técnica adequada,
tem trazido uma série de problemas aos moradores e ao meio ambiente.
Sem
conclusão definida, o problema já antigo que traz consequências incalculáveis
aos varzeanos somente se agrava. Tudo por conta de uma obra que teve
data pra começar, mas sem previsão de termino.
O ESGOTAMENTO SANITÁRIO
A obra que já faz uma década, mas apesar
disso ainda traz muitas incertezas.
Além do tempo previsto para sua conclusão ter
sido passado por prorrogações, os equipamentos e tubo não tiveram os devidos
cuidados, sendo armazenado em locais impróprios.
A falta de proteção expôs tubos, conexões
e outros componentes à radiação solar e as intempéries, fazendo com que estes materiais
perdessem suas propriedades fisioquímicas, deixando em dúvida elementos essências
como resistência, funcionabilidade e vida útil.
Estima-se que esta obra tenha custado aos
cofres públicos uma cifra aproximada de 10 milhões, resultado de um convênio firmado em 2012 entre o município
de Várzea da Roça e o Ministério da Saúde, por meio do Fundo Nacional de Saúde
(Funasa).
AS LAGOAS
As lagoas de Dobrão e a de Hermes/Nasa, são pontos onde ocorrem
os impacto, porém há um risco futuro a toda bacia hídrica, tendo como agravante
que algumas destas lagoas seu transbordamento ocorre subterraneamente. Como houveram
várias mudanças na dinâmica do solo em suas áreas, fechamento e mudança de
drenagens pluviais na área urbana, não se sabe ao certo a magnitude nem forma de
impactos que ainda há de vir.
A Lagoa de Dobrão
Foi instalado uma elevatória, que recebe
parte dos efluentes e através de bombeamento dos dejetos sanitários para uma provável
lagoa/estação de tratamento.
A elevatória foi instalada em local
inadequado (corpo hídrico) desrespeitando normas de segurança, cota da lagoa
com base histórica de enchentes e legislação ambiental.
Não é de conhecimento publico os laudos
ambientais como: Estudo de Impacto ambiental -EIA, Plano de Emergência
Ambiental ou outros, até mesmo existência da Licença Ambiental é questionada.
A contaminação por esgoto nesta lagoa não
é novidade, vale retornar ao anos de 2014 e 2015 onde moradores da Rua Carlos Nunes
assistiam as enxurradas deste mesmo material que transbordava a céu aberto por
toda extensão da rua, trazendo vários inconvenientes como: odores desagradáveis,
quedas e lama espanada em pedestres e ciclistas e uma infestação de mosquitos,
o que levou a cidade na época a conviver com forte surto de doenças com dengue,
zica e Chikungunya.
Nesta Lagoa já começa a ser visto loteamento, ou seja pequenas áreas com demarcação através de cercas, dando a ideia de propriedade, mesmo sabendo que esta lagoa é pública e sempre esteve sobre o domínio do ente municipal.
Lagoa
de Hermes/Nasa
Considerada o cartão postal da cidade, a
lagoa de Nasa sempre teve problema com o descarte de águas da EMBASA, que após
higienização de equipamentos e do sistema eram direcionadas àquele local com
pesada carga de produtos químicos e alto teor de salitre, tanto que moradores
perderam suas casas reduzindo o tamanho da Rua Pedro Bastos, drasticamente.
Para agravar a situação alguns PEV’s da
rede de esgotamento foram instalados próximo a esse importante corpo hídrico e
o transbordamento virou uma constante, contaminando as águas, comprometendo a
vida aquática, promovendo mortandade de peixe e da vegetação nativa.
“O que é preocupante é que algumas pessoas pedem a pai para pescar
lá e os peixes pode transmitir doenças a essas pessoas, pois tudo está
contaminado”. MARILIA OLIVEIRA.
O
CRIME AMBIENTAL
O crime
ambiental é decorrente principalmente do efluente sanitário, porém a partir dai
muitos outros de ordem socioambiental, podem surgir que agravando o custo com a
qualidade de vida e saúde da população, que passa a sofrer com os vetores que
se proliferam nestes ambientes que passam a ser habitats ideais para transmissores
de doenças.
DA
LEGISLAÇÃO
CONSTITUINTE FEDERAL 88
Art. 225. Todos têm direito ao meio
ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à
sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder público e à coletividade o dever
de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.
CODIGO FLORESTAL BRASILEIRO
LEI Nº 12.651, DE 25 DE MAIO DE 2012
Art. 4º Considera-se Área de Preservação
Permanente, em zonas rurais ou urbanas, para os
efeitos desta Lei:
I - as faixas marginais de qualquer curso
d'água natural, desde a borda da calha do leito regular, em largura mínima de:
OS
RISCOS A SAÚDE PÚBLICA
Segundo o
Instituto Trata Brasil (2018), a falta
de saneamento básico traz vários : riscos à saúde da população desde a qualidade
de vida até à saúde humana e animal Para o Trata Brasil as doenças com maiores
incidências devido a exposição a esses ambientes são: Leptospirose, Disenteria
Bacteriana, Esquistossomose, Febre Tifóide, Cólera, Parasitóides, além do
agravamento das epidemias tais como a Dengue.
No Brasil, as doenças
de transmissão feco-oral (diarreias, febres entéricas e hepatite A) foram responsáveis por 87% das internações causadas pelo
saneamento ambiental inadequado no período de 2000 a 2013 (IBGE, 2015).
Trazendo um diagnóstico e um comparativo
local, nos anos de 2014 e 2015, quando na sede do município de Várzea da Roça
havia um alto numero de doenças relacionada ao mosquito Aedes Aegypti, o povoado
de Várzea do Meio, que no período fazia a gestão dos seus resíduos através do
projeto DESPERTAR fez um contraponto na
questão sendo o ´povoado sem registro neste caso, mostrando a importância do saneamento
ambiental no controle de doenças.
AS
PROVIDÊNCIAS
Um grupo de Voluntários formado por
profissionais da área ambiental, membros do ColorirCidade e populares deverão
entrar com pedido junto ao Ministério Público e INEMA, para que os referidos problemas
sejam solucionados de imediato estancando o vazamento, e para que equipamentos (estação
elevatória e PEV’s) sejam realocados para áreas fora da APP, evitando maiores
danos aos corpos hídricos.
Vale salientar que estes corpos hídricos poderão
servir de grandes reservatórios de água para ajudar amenizar a falta de água na
região. A dragagem destas e outras lagoas trarão maior segurança no
abastecimento das populações do município e do Vale do Jacuípe.
O município possui a 3ª maior barragem do
estado, mas recebe água proveniente de outros rios já que a barragem do Jacuípe
está abaixo de 4% de sua capacidade. Além
disso, a qualidade da água é questionada até para consumo animal.
Sede Principal: 5ª Avenida, n° 750, do CAB
- Salvador, BA - Brasil - CEP: 41.745-004
Atendimento ao cidadão: Avenida Joana
Angélica, nº 1.312, Nazaré - Salvador, BA - Brasil - CEP: 40.050-001
Ministério público Itaberaba
75 3251 0970 /2730 / 2828
A
VERDADE
Espera-se que a população entendendo seu
papel, passe a cobrar mais dos gestores públicos, como bem dos seus
representantes, para implantarem politicas que possam trazer maior segurança para população, seja
nos fatores ambientais como sociais.
A cidade já respira política, a reeleição
é algo que nunca ocorreu no município, porém o futuro logo ali, dirá se a
tradição permanece ou não.
De certo mesmo é que os políticos precisam
fazer politica para a cidade, independente de posição politica partidária. Há sempre
uma inversão de sentimentos e de discurso, a depender da atual situação
ocupada.
A defesa, a crítica e mesmo o silencio
decorre do posto a qual se ocupa, o lado politico a qual se pertence ou mesmo
dado seu interesse individual, ou seja, aqueles que criticaram ontem hoje se
calam, os que hoje criticam amanha poderão mais uma vez se calar.
É bom o
eleitor ficar atento na hora de selecionar o curriculum de seus prováveis candidatos.
Parceiros ajudam o ColorirCidade a buscar e manter em viveiros, 1300 mudas de árvores nativas.
10 fev 2020 19:33
VALDIR RIOS
Engenheiro Ambiental e Radialista
O projeto
ColoririCidade recebeu nesta quinta-feira (06), a doação de 2000 mudas de
arvores nativas do nordeste em especial da caatinga.
Mudas no caminhão chegada em Serrolândia Foto: Secretario Alex
As mudas foram doadas
pela AGROINDÚSTRIAS DO VALE DO SÃO FRANCISCO S/A – AGROVALE, que fica em Juazeiro.
Esta conquista, deve-se à mobilização do grupo ColorirCidade, com o Engenheiro MATHEUS
e Engenheira Agrônoma THAISI TAVARES que atuam como profissionais na referida
empresa
Nesta primeira
etapa vieram 1320 mudas de: ipês roxos, caraibeira, sesbania, pau-ferro e
umburana de cheiro. Estas mudas serão distribuídas em projetos de municípios interessados
do Vale do Jacuípe (Capim Grosso, Várzea da Roça, Capela do Alto Alegre e Serrolândia).
Na região metropolitana Camaçari, além de Salvador onde haverá atuação do
grupo.
O grupo ao agradece ao mercado SACOLÃO-Serrolândia, que contribuíu disponibilizando o caminhão baú da
empresa para a retirada das 1320 mudas em Juazeiro na Bahia.
Há também
agradecimentos à Prefeitura de Capim Grosso através da Prefeita LIDIA PINHEIRO,
que se comprometeram em manter as mudas em viveiro através de parceria técnica
com a CASA DO MENOR na cidade de Capim Grosso.
Mudas na Casa do Menor Foto: Airam
Para buscar as
mudas restantes, o ColorirCidade espera contar com a generosidade de parceiros
do projeto e a liberação de mais mudas pela AGROVALE, em quantidade suficiente
para a carga, devido o custo de logística devido à distância.
PARTE DA MESMA POPULAÇÃO QUE RECLAMA DO CALOR, É A QUE UTILIZA OU
APOIA O USO DE MOTOSSERRAS.
09 fev 2020 13:48h
VALDIR RIOS
Eng. Ambiental e Radialista
A elevação das temperaturas tem mudado hábitos, trazendo
maior ocorrência e risco a saúde e assim a procura por unidades de saúde.
Contrariando dados negativo, este fato (elevação da
temperatura), tem aumentado o consumo de bebidas em especial a cerveja, tanto
que o crescimento no mercado de cerveja artesanal cresce a cada ano sendo um atrativo de investimentos até em
cidade de médio porte a exemplo da acolhedora Jacobina na Chapada Diamantina.
Enquanto os termômetros assinalam novos record’s, os
fatores que provocam a elevação das temperaturas seguem a todo vapor causando
maiores danos, a exemplo de queimadas, desmatamentos, emissão de carbono e
metano, bem como a urbanização onde áreas verdes passam a ser substituídos por
cimento e ferro.
A gestão pública pode mudar este quadro. Se houvesse
politicas ambientais eficazes onde a educação e o poder de polícia funcionassem,
a realidade seria outra. Haveria empresas e sociedade mais envolvida na
preservação dos recursos naturais ou na busca de melhorias ambientais para
amenizar os riscos às quais a humanidade está exposta. Seja, a preservação dos
recursos naturais aconteceria pelo amor (educação), ou pela dor (autos: embargos,
compensações, multas).
Com base na Lei
N° 9.795, de 27 de abril de 1999, a
EDUCAÇÃO AMBIENTAL já deveria estar na grade curricular de todas escolas brasileiros.
Porém poucos são os municípios que já tenham atendido os requisitos da lei.
Com a educação ambiental na grade curricular o ser humano
passaria a conhecer os problemas que os rodeia e trataria de cuidar da natureza
bem mais cedo, a partir de sua formação lá na base.
Um outro fator negativo é de que grande parte dos municípios
não possuem um Plano Municipal de Arborização, não há um manejo de podas e nem
tão pouco projeto de plantios.
A segregação de arvores é algo constante em parte dos municípios
nordestinos, tudo isso, para dar lugar a construções, pavimentação e ou
calçadas.
Falta critérios técnicos para segregar uma planta. Assim dissipam
árvores muitas vezes centenária sem olhar a questão do conforto térmico e o
paisagismo. Enfim as árvores são facilmente substituídas por ferro e cimento.
A arborização é fundamental, sendo arma eficaz no combate
ao calor, porém o déficit porhabitantes
é negativo e a tendência é que este número cresça ainda mais.
O próprio Governo Federal por seu modo truculento de
utilizar a fala, deixa claro que Meio Ambiente não é prioridade em seu governo
e as ações dos Órgãos Ambientais se amiúdam frente aos crimes ambientais que só
aumenta a degradação do meio natural.
Como bem dizia um dito popular: “a língua fala, o corpo
paga”, neste caso especifico “o Presidente fala, a população paga”.
O ano de 2020, será marcado por novas eleições, desta vez o calendário aponta para a seleção dos gestores municipais.
Escolher prefeitos(as) e vereadores(as), não deverá ser visto apenas como um ato de clicar a urna eletrônica. A eleição “ é um verdadeiro ato cívico”, onde votar certo é pelo menos apontar para alguém com verdadeira aptidão para tocar o destino do município e do povo pelos próximos 4 anos.
Deve-se está atento com 3 outros fatores importantes neste ano, que ocorrerá no calor das eleições, dentre eles o Planejamento Orçamento , o Censo Populacional realizado pelo IBGE que sofrerá restrições e as matrículas escolares para 2021.
No âmbito Federal e Estadual deverá ser criadas novas leis apontando realidades econômicas e administrativas que podem interferir no próximo quadriênio, porém os 3 fatores já citados, vão ditar números e cifras que trarão resultados no primeiro ano da nova gestão, já conhecido como o mais difícil ou seja ano de arrumação de casa. Por isso, mesmo em campanha é bom se ater à estas questões, tanto futuros gestores como o cidadão comum.
O curto período eleitoral não deve permitir uma discussão técnica aprofundada a cerca dos problemas cotidianos enfrentado pelo cidadão, o conhecido PLANO DE GOVERNO, poderia ser uma forma de mensurar a capacidade do candidato, bem como áreas de atuação pretendida.
Infelizmente grande parte dos quesitos que recheiam as páginas dos Planos de Governos não passam de CTRL C, CTRL V através do Google, por isso vale a pena ficar atentos aos deslizes ou desleixos.
Em grande parte das cidades interioranas as eleições se transformam em uma espécie de clássico futebolístico, que não interessa muito o motivo, as regras do jogo, os jogadores e tão pouco o futuro dos meros torcedores (eleitores) que ao invés de ingressos, contribuem com seus votos, muitas vezes sem saber a verdadeira serventia dele.
Cupim o lixeiro das matas, ataca em áreas urbanas.
05 Jan 2020 15:20h VALDIR RIOS Eng. Ambiental e Radialista Desde períodos remotos o homem lida com insetos e outras espécies que prejudicam de certo modo a sua sobrevivência, seja nos alimentos, habitação ou produção de outros bens de consumo e econômico.
A falta de controle ou o uso excessivo dos recursos naturais sem a devida preocupação no equilíbrio Ambiental, agrava a cada dia os problemas com insetos, bactérias, vírus e outros micros e nano organismos.
Se há décadas Darwin defendia a teoria da evolução, há de observar que independente de divergências entre crenças religiosas X ciências, os seres vivos buscam se adaptarem às novas condições que lhes são impostas, torna possíveis a manutenção da sua espécie.
Por muito tempo ouvia-se este dito e era a realidade observada nos hábitos operários do cupim, considerado o lixeiro das matas.
A árvore que outrora tombava em um ciclo natural para transforma-se em adubo orgânico sendo fonte de energia para todo sistema da floresta deixou de existir.
O fato é, a retirada da matas, representou também o sumiço de algumas espécies que eram inimigo natural do cupim como aves, répteis e até alguns outros insetos como aranhas e formigas.
Mostrando sua força de superação o cupim muda a forma de atuar, o raio de ação demográfica, ou seja de rasteiro a aéreo e do campo até a cidade, passando a atacar árvore com vida e de boa qualidade fitossanitário.
As reclamações são constantes de ataques desta praga em casas, prédios, livros, equipamentos eletrônicos e móveis.
O custo com detetizadoras passou a pesar no orçamento mensal das famílias. Para evitar maiores prejuízos, é necessário recorrer a produtos químicos para aliviar temporariamente a ocorrência de ataques, já que este parece ser um inimigo invencível.
Alguns truques podem ser encontrados na internet para lidar com a situação, porém o mais eficaz com certeza e encontrar os predadores e inserir nesta guerra se for possível.
Em áreas rurais a preservação das matas e animais como o tamanduá, codornas, sapos, cobras e outros predadores é o mais recomendável.
Em zonas urbanas é controlar os primeiros focos através de detetizadoras, manter a limpeza de quintais, manter sob vigilância livros e materiais como acoplados.
Sendo possível, pode criar galinha no quintal, atrair pássaros ofertando alimentos, não retirar sapos encontrados.
Podar e dar destino correto aos galhos e folhas realizando compostagem ou descartando através de empresa especializada é importante até no controle de outras pragas que atacam inclusive árvores e frutos.
O resto é esperar que o homem entenda a importância da meio ambiente. Assim busque preservar o que ainda resta e passe o reflorestamento a ser algo habitual em sua vida estando intressicamente ligado a uma questão de educação.