Estudo identifica parte do cérebro que provoca alucinações auditivas e resultados iniciais apontam melhora em 35% dos casos com terapia de pulsos magnéticos
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6 set 2017, 16h03

Mais de um terço dos pacientes tratados com
pulsos magnéticos em um experimento clínico disseram sentir alívio das
“vozes” (Jesper Klausen/Hemera/Getty Images/VEJA/VEJA)
Os cientistas identificaram a parte do cérebro onde as “vozes” atormentam os pacientes que sofrem de esquizofrenia
e conseguiram silenciá-la parcialmente com um tratamento com pulsos
magnéticos. Segundo um estudo apresentado nesta terça-feira em uma
conferência do European College of Neuropsychopharmacology, na
França, 35% dos pacientes tratados com pulsos magnéticos em um
experimento clínico disseram sentir um alívio “significativo” das
“vozes”.
No entanto, mais pesquisas precisam ser
feitas para confirmar a utilidade da TMS como um tratamento no longo
prazo. Os resultados dos testes ainda não foram publicados, mas foram
aceitos pela revista científica Schizophrenia Bulletin: The Journal of Psychoses and Related Disorders e passarão por um processo de revisão antes de serem divulgados.
O experimento avaliou 26 pacientes com
esquizofrenia, que receberam o tratamento ativo TMS. Outros 33 pacientes
com o mesmo transtorno foram tratados apenas com placebo, compondo o
grupo controle.
O primeiro grupo recebeu uma série de
pulsos magnéticos em duas sessões ao dia, por dois dias, no lobo
temporal associado com a linguagem. Duas semanas depois, os
participantes avaliaram as “vozes” que costumavam ouvir e mais de um
terço dos pacientes que experimentaram o tratamento TMS relataram uma
melhora “significativa”.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a esquizofrenia afeta mais de 21 milhões de pessoas ao redor do mundo.
(Com AFP)
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