sexta-feira, 07 abril 2017 00:27
Foto
feita em 2016. Galego vive há anos na floresta de várzea da Reserva
Mamirauá, mas só foi capturado e examinado agora. Foto: Registro de uma
armadilha fotográfica do Instituto Mamirauá.
Galego, como o macho foi batizado, tem 11 quilos a mais do que a onça mais pesada que os pesquisadores havia registrado até então e 17 a mais do que a média dos machos capturados na RDS, segundo o que afirmou ao site da instituição o pesquisador Emiliano Esterci Ramalho, do Instituto Mamirauá. O bicho agora carrega um colar de telemetria e é seguido via satélite pelos pesquisadores.
O biólogo Rogério Fonseca, professor da Universidade Federal do Amazonas, concorda que é um animal grande para os padrões da várzea amazônica. Ele estuda a interação entre onças e populações humanas e conta que, no Pantanal, as onças chegam a 100 quilos. Mas as maiores estão no cerrado venezuelano. A maior já registrada tinha 140 quilos, de acordo com ele.
Vida na água
O monitoramento das onças em Mamirauá já revelou um comportamento diferente dos animais desta região. Pintadas que vivem na floresta de várzea da RDS vivem cerca de quatro meses em cima das árvores, durante o período de inundação. Nos galhos, nadando de árvore em árvore, se alimentam e criam os filhotes.
Outra descoberta realizada ao longo de uma década de estudos é que na várzea existe uma alta densidade de onças pintadas, com mais de 10 animais para cada 100 km². A pesquisa é desenvolvida pelo Instituto Mamirauá, com financiamento do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e da Fundação Gordon and Betty Moore.
Armadilhas
fotográficas flagraram Galego momentos antes dele ser capturado. E a
maior onça já registrada em Mamirauá ao longo de dez anos de estudo.
Foto: Instituto Mamirauá.
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